30.11.10

Projecto Família: Unir para Construir (Porto)

VII Congresso Nacional de Gerontologia

Efeitos do envelhecimento na memória», «Gerontodesign», «Perturbações do sono no idoso», «Principais patologias desenvolvidas pelo cuidador» são os temas de algumas das conferências que serão proferidas no decorrer do VII Congresso Nacional de Gerontologia. Este evento, agendado para dias 15 e 16 de Dezembro de 2010 realiza-se, no Auditório Fundação Eng. António de Almeida, no Porto.

Coordenadora Cientifica do Congresso:
Professora Doutora Zaida Azeredo
Professora do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Universidade do Porto


DESTINATÁRIOS:
Este Congresso destinam-se ao Público em Geral, Profissionais e Estudantes das áreas: Gerontologia, Serviço Social, Educação Social, Psicopedagogia, Medicina, Psicologia, Enfermagem, Sociologia, Aconselhamento, Animação Sócio-Cultural, Terapia Ocupacional, Fisioterapeutas e demais agentes Intervenientes no âmbito da Saúde Mental.



PROGRAMA:

Dia 15 de Dezembro de 2010

09h00 CHECK – IN Dos Participantes

09h30 AFIXAÇÃO DE POSTERS

09h45 SESSÃO SOLENE DE ABERTURA

10h0 I CONFERÊNCIA INAUGURAL DO 1º DIA
BEM VIVER PARA BEM ENVELHECER: Um desafio à Gerontologia
Coordenadora Cientifica do Congresso, Professora Doutora Zaida AZEREDO, Professora do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – UP

10h30 PAINEL DE CONFERÊNCIAS – I
MODERADORA Professora Doutora Isabel DIAS, Professora da Faculdade de Letras - UP

PANORAMA DEMOGRÁFICO E POLÍTICAS SOCIAIS
Doutoranda Maria Irene CARVALHO, Professora da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa

SUSTENTABILIDADE ECONÓMICA E INDICADORES DE QUALIDADE: Em Centros Gerontológicos
Dr. César FONSECA, Vice – Presidente Associação Amigos da Grande Idade – Inovação e Desenvolvimento

QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS:
Responsabilidade dos Profissionais

Mestre Fátima RIBEIRO, Prof. Adjunta do IPSN- CESPU. Doutoranda em Bioética

12h00 DEBATE – INTERVALO/ COFFEE BREAK – VISITA DOS POSTERS

12h30 PAINEL DE CONFERÊNCIAS – II
MODERADOR Professor Doutor Carlos LARANJEIRA, Professor da Escola Superior de Enfermagem de Viseu

EFEITOS DO ENVELHECIMENTO NA MEMÓRIA
Doutor João BARRETO, Professor Reformado da Psiquiatria da FMUP, Docente de Gerontologia da Universidade

ENVELHECIMENTO E RISCOS DE PERDAS DE AUTONOMIA E DEPENDÊNCIA
Professora Doutora Assunção NOGUEIRA, Professora na Escola Superior de Saúde Vale do Sousa, IPSN (CESPU)

13h30 DEBATE – INTERVALO PARA O ALMOÇO

15h00 PAINEL DE CONFERÊNCIAS – III
MODERADORA Doutoranda Cláudia MOURA
Professora Universitária. Membro do Núcleo Norte da APP
Coord. e Apresentadora do Programa de Rádio Cláudia Moura Á Conversa Com...99.5 fm

VIOLÊNCIA CONTRA AS PESSOAS IDOSAS: A especificidade da violência institucional
Mestre Carla RIBEIRINHO, Professora da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

GERONTODESIGN
Professor Doutor Joaquim Parra MARUJO, Coordenador da Licenciatura em Gerontologia. Escola Superior de Educação João de Deus

16h00 DEBATE – INTERVALO/ COFFEE BREAK – VISITA DOS POSTERS

16h30 PAINEL DE CONFERÊNCIAS – IV
MODERADOR Professor Doutor António MARQUES, Director do Laboratório de Reabilitação Psicossocial da FPCEUP/ESTSP

PERTURBAÇÕES DO SONO NO IDOSO
Professora Doutora Teresa PAIVA, Laboratório do Sono Egas Moniz Hospital Sta. Maria. Lisboa
Directora do Centro de Electroencefalografia e Neurofisiologia Clínica

PRINCIPAIS PATOLOGIAS DESENVOLVIDAS PELO CUIDADOR
Mestre Paula PORTUGAL, Docente da Área Científica de Terapia Ocupacional da ESTS-IPP

ENVELHECIMENTO E CUIDADOS CONTINUADOS: Avaliação de Necessidades para a Intervenção
Professora Doutora Clarisse LOURO, Professora da Escola Superior de Enfermagem de Leiria

18h00 DEBATE

18h40 ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS – 1º DIA


DIA 16 DE DEZEMBRO DE 2010 (5º feira)

09h00 CONFERÊNCIA INAUGURAL DO 2º DIA
LUTO NORMAL E LUTO COMPLICADO
Professora Doutora Zaida AZEREDO, Professora do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – UP


09h30 PAINEL DE CONFERÊNCIAS – V
MODERADORA Professora Doutora Maria da Graça PEREIRA, Escola de Psicologia, Universidade do Minho

INTERGERACIONALIDADE E AVOSIDADE: Os meandros do Envelhecimento Activo
Dr. Bruno FERREIRA, Professor do Departamento de Ciências Sociais da Escola Superior de Educação de Torres Novas

UM OLHAR SOBRE O AUTO CUIDADO DA PESSOA IDOSA
Doutoranda Maria de Lurdes Ferreira de ALMEIDA, Professora na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

10h30 DEBATE – INTERVALO/ COFFEE BREAK – VISITA DOS POSTERS


11h00 PAINEL DE CONFERÊNCIAS – VI
MODERADOR Doutorando Alberto BARATA, Professor na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

CUIDADOS ALIMENTARES EM GERONTOLOGIA
Doutoranda Cecília MORAIS, Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

CUIDADOS A UM DOENTE ACAMADO
Mestre Francisca PINTO, Professora na Escola Superior de Saúde Vale do Sousa, IPSN (CESPU) SEXUALIDADE: No envelhecimento e as relações afectivas
Professor Doutor António PALHA, Coordenador Cientifico do Mestrado de Gerontologia Social Aplicada da Faculdade de Ciências Sociais – UCP

12h30 DEBATE

12h45 NOMEAÇÃO DO POSTER PREMIADO
ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS – 2º DIA


Inscrição:
- Profissionais: 35€
- Estudantes: 25€
A ficha de inscrição está disponível AQUI.

Para mais informações e efectuar a inscrição:
GABINETE DE CONGRESSOS – CMSTATUS
Rua Passos Manuel n. 14 – 4º - Sala. 19 - 4000 – 381 Porto
Telm. 96 76 48 777– 91 63 70 357 – 93 654 35 36 – 22 203 30 46
E-mail: claudiamoura@portugalmail.pt

Apresentação de Poster:
O Regulamento para apresentação de Poster e outras informações estão disponíveis AQUI.

Arca de Natal - Exposição/Venda

ARCA DE NATAL VII – 6, 7 e 8 de Dezembro de 2010

Horário: Das 10h30 às 18h30

Local: Átrio da Estação de S. Bento


«A Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Porto Social, em parceria com a CP - Comboios de Portugal, e com o apoio da Porto Lazer e da empresa A Transformadora, promove, nos dias 6, 7 e 8 de Dezembro uma exposição/venda designada Arca de Natal.

Trata-se de uma iniciativa de carácter social cujo objectivo tem sido o de promover o contacto entre as instituições de solidariedade social e a população em geral, reforçando a visibilidade do trabalho da acção social realizado na Cidade e realçando o que de particular cada Instituição tem para oferecer aos Cidadãos.

A época natalícia é, quiçá, o período do ano no qual os cidadãos se encontram mais sensibilizados para o bem-estar dos outros, como também mais motivados para as questões sociais. Sendo a Arca de Natal um momento de concretização do conceito de solidariedade, a realização desta exposição/venda de produtos, elaborados pelos utentes de cada instituição presente, pode beneficiar tanto as próprias instituições pela divulgação do seu trabalho e de angariação de fundos, como os cidadãos em geral pela possibilidade de, num só espaço, conhecerem o trabalho desenvolvido pelas instituições do concelho do Porto. A Arca de Natal associa a ousadia da modernidade à sabedoria da idade e à valorização da diferença.

Faça das suas compras de Natal um gesto de solidariedade.As receitas desta venda revertem a favor de cada Instituição de Solidariedade Social».

Projecto Rebeca - Colóquio de encerramento

Mais informações em http://www.apmj.pt/

Encontro Educadores Sociais

Divulgo e-mail da colega Gisela Pereira (para reencaminhar!!!!):

"Sou educadora social numa escola EB 2/3 - TEIP, na margem sul, há já 3 anos, e gostaria de tentar realizar um Encontro sobre "O papel e o trabalho dos educadores sociais nas instutuições educativas" seria um espaço sobretudo de partilha de ideias e de divulgação do trabalho feito por estes profissionais (não sei se já existe!!). Agradeço a tod@s os que conhecem Educadores Sociais que passem esta mensagem para que os possíveis interessados me contactem.

Dependendo do número de contactos irei avaliar se seria um encontro numa escola onde existam educadores sociais ou se seria realizado num espaço maior/público.


obrigada a todos.

Gisela Pereira

Telef: 962 542 588

E-mail: gi_pereira@hotmail.com"

27.11.10

Publicações online # 17


Gestão do Orçamento Familiar

Exemplos de intervenção a nível da Gestão do Orçamento Familiar:

"Os Ajudantes de Acção Directa do GAAS da Delegação de Fafe da Cruz Vermelha Portuguesa acompanham ao nível do rendimento Social de Inserção, dois agregados familiares ao nível da Gestão do Orçamento Familiar. Este acompanhamento começou após ter sido diagnosticado pelos Técnicos grandes dificuldades a este nível.

Caso 1:

Trata-se de um agregado familiar com cinco elementos (a progenitora e quatro filhos). O marido da titular encontra-se detido. O acompanhamento ao nível da gestão do orçamento familiar tornou-se evidente, uma vez, que foi detectado pelos técnicos um elevado número de dívidas, sendo algumas bastante antigas. A nossa intervenção iniciou-se com a elaboração de um plano/tabela de gestão do orçamento familiar, onde constam os rendimentos, assim como as despesas mensais, dando prioridade às essenciais (alimentação, gás, água, electricidade, educação, renda).

Detectamos que a causa da maior dívida da titular eram compras efectuadas na mercearia da aldeia, assim sensibilizamos a mesma a realizar as compras em grandes superfícies, tendo sido inicialmente acompanhada por nós. Convém realçar que antes de acompanharmos a beneficiária às grandes superfícies, elaboramos em conjunto com a mesma uma ementa semanal na qual incluímos em maior número o consumo de alimentos mais saudáveis e económicos. Esta situação permitiu que a mesma não acumulasse mais dívidas e pudesse comprar produtos mais baratos (marca branca).

Ao longo do nosso acompanhamento fomo-nos apercebendo que havia despesas que poderiam ser evitadas, assim dirigimos a nossa intervenção nesse sentido. Verificamos que a progenitora não tinha o hábito de preparar o pequeno-almoço para as menores, dando-lhes dinheiro para o tomarem na escola, assim como o lanche.

Outra das estratégias passou por incentivar a beneficiária à colocação de telefone fixo, uma vez que nos apercebemos que semanalmente a mesma comprava dois cartões (no valor de 12,50€) para o marido lhe ligar da prisão para o telemóvel. A partir daí o marido começou a telefonar para o telefone fixo, tendo havido uma redução de custos considerável. Conseguimos ainda sensibilizar a titular a proceder ao cultivo do quintal, de forma a fazer face a algumas despesas através da colheita de alguns legumes.

Com esta intervenção, conseguimos fazer com que a beneficiária tivesse a noção de que a soma das receitas mensais era superior às despesas. Assim sendo, conseguimos que a mesma adquirisse competências que lhe permitiram fazer face às suas despesas e pagar as dívidas no prazo de um ano.


Caso 2

Família de etnia cigana composta por 5 elementos (progenitora e quatro filhos). O companheiro da titular encontra-se detido. No decorrer do acompanhamento a esta família, verificou-se existir um elevado défice por parte da titular ao nível das competências da gestão do orçamento familiar. Existia um elevado número de dívidas (mercearia, farmácia, Infantário e EDP).

Para combater esta situação, foi criada uma tabela preenchida conjuntamente com a titular mensalmente, onde constam os rendimentos, as despesas e dívidas a pagar. Sensibilizou-se a mesma para a importância de dar prioridade ao pagamento das despesas essenciais, já referidas no caso 1, assim como o pagamento parcelado das dívidas, tendo sido estipulado com a titular o valor a pagar mensalmente e prazo de pagamento.

Neste momento, a beneficiária já conseguiu pagar as dívidas da farmácia, mercearia e infantário, faltando apenas terminar a da EDP, uma vez que era um valor bastante elevado.

Outra das situações em que havia uma má gestão do dinheiro estava relacionada com as despesas da titular sempre que visitava o companheiro na prisão (táxi; roupas novas; comida; tabaco e dinheiro para telefonemas). De realçar que estas visitas inicialmente eram realizadas semanalmente. Sensibilizou-se a beneficiária para a importância de reduzir o número de visitas, assim como os géneros que levava ao companheiro, de forma a conseguir economizar mais dinheiro, que lhe seria útil para o pagamento das dívidas.

Consideramos que neste caso, a nossa intervenção revelou-se de sucesso, uma vez que a titular conseguiu liquidar a maioria das dívidas, assim como se consciencializou a mesma para a importância de uma correcta gestão do orçamento familiar, uma vez que já consegue distinguir as despesas mais prioritárias.

Adriano Teixeira

Maria José Peixoto

Marisa Guimarães

Marisa Santos"


Fonte: GAAS Braga

Pobreza e Exclusão Social

Rede Europeia Anti-Pobreza/ Portugal
Núcleo Distrital de Braga
Rua Ana Teixeira da Silva, n.º 34, 1º Esq.
4700-251 Braga
T. +00351 253.331001
www.reapn.org

Fórum de Educação para os Direitos Humanos e Diálogo Intercultural






Divulgo informação do Conselho Nacional da Juventude:

"Caros/as Amigos/as

O Conselho Nacional de Juventude e a Campanha Pobreza Zero estão a organizar o I Fórum de Educação para os Direitos Humanos e Diálogo Intercultural, contando com o apoio do Conselho da Europa e da aliança internacional CIVICUS. Este Fórum integra-se no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Juventude e do Ano Europeu de combate à Pobreza e Exclusão Social.

De 10 a 12 de Dezembro, o I Fórum em EDHDI dividir-se-á entre painéis, grupos de trabalho, programa social e cultural e terá um formato residencial. Julgamos que esta iniciativa contribuirá inegavelmente para a afirmação e o desenvolvimento da Educação para os Direitos Humanos e o Diálogo Intercultural em Portugal, colocando em rede actores/as e projectos e delineando linhas de acção concretas para a EDHDI.

Este Fórum assumir-se-á ainda como um dos pontos altos da campanha “Eu dou a Cara” contra a Pobreza, pelo cumprimentos dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, pelos Direitos Humanos (www.eudouacara.org), lançada a 17 de Outubro pelo CNJ e pela Campanha Pobreza Zero e contando já com o envolvimento de centenas de cidadãos/ãs e organizações.

Agradecemos uma ampla divulgação desta iniciativa cuja chamada para participantes e o programa se encontram em anexo.

O alojamento, a alimentação e o certificado de participação são assegurados pela organização.

Inscrições até dia 5 de Dezembro.


PROGRAMA

INSCRIÇÕES


Saudações associativas

P'la Direcção do CNJ

Miguel Araújo e Rita Santos"

Documentação Técnica da Segurança Social




25.11.10

Reflexão Notícias # 11

Número de pessoas em extrema pobreza subiu três milhões por ano



O número de pessoas que vive em extrema pobreza aumentou em três milhões por ano na última década, atingindo os 421 milhões em 2007, duas vezes mais do que em 1980, segundo a Organização das Nações Unidas. Os dados fazem parte do relatório de 2010 da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED) sobre os países mais pobres do Mundo.


Com o título "Rumo a uma Nova Arquitectura Internacional do Desenvolvimento para os PMAs" (países menos avançados), o documento hoje, quinta-feira, divulgado em Genebra surge a poucos meses da conferência da ONU sobre os países mais pobres, que se realiza em maio de 2011, em Istambul.


O relatório faz um balanço a dez anos da evolução dos 49 países mais pobres do Mundo, grupo que inclui Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A maior parte dos países é de África e, em termos gerais, os considerados mais pobres pela CNUCED são também os que a ONU classifica com mais baixo índice de desenvolvimento humano.


Nele se salienta que, embora os 49 países tenham resistido à recessão, estão ainda enredados em ciclos de crescimento e retracção, sugerindo-se no documento que devem modernizar e diversificar as suas economias para reduzir a pobreza de forma sustentável.


"As perspectivas (dos PMAs) de médio prazo são motivo de preocupação", diz o relatório, que considera que mesmo os períodos de grande crescimento económico pouco contribuíram para melhorar os padrões de vida da população.


Durante os anos de expansão (até 2007) os PMAs tiveram taxas médias de crescimento de 7% ao ano, mas aumentou a sua dependência e em mais de metade dos 49 países declinou a participação da indústria de transformação no valor acrescentado.


Também, ainda segundo o documento, houve concentração de exportações, a poupança doméstica aumentou pouco e os recursos naturais foram mais rapidamente delapidados.


No período de maior expansão, de 2002 a 2007, "o rápido crescimento económico traduziu-se somente numa fraca redução da pobreza", diz o relatório, que estima que 53% da população total dos PMAs vivia na pobreza extrema em 2007.


"Muito poucos estão a caminho de atingir o objectivo de reduzir para metade a pobreza extrema em 2015", diz o relatório, que caracteriza o crescimento dos 49 países, na última década, como "não sustentável" e "não inclusivo".


Na última década, os PMAs também aumentaram a importação de alimentos, que subiu de 9 mil milhões de dólares em 2002 para 24 mil milhões em 2008.


De 2008 até agora, a crise financeira levou a um "significativo" abrandamento do crescimento na grande maioria dos PMAs, particularmente em Angola, Chade, Guiné Equatorial, Serra Leoa, Maldivas, Samoa e Ilhas Salomão.


Em 2009, as entradas de investimento directo estrangeiro nos PMAs diminuíram 13% em relação a 2008. Se no global os países mais pobres tiveram um crescimento no ano passado de 4,3%, o PIB per capita declinou em 19 dos 49 países e aumentou o desemprego. Na RDCongo, exemplifica o documento, perderam-se 100 mil empregos pelo declínio do sector mineiro.


Diz o relatório que os PMAs enfrentam um quadro de médio prazo difícil, com baixos níveis de investimento e fraco desenvolvimento financeiro, dependendo grandemente dos níveis de recuperação do resto do Mundo e do aumento de apoios de doadores.




Fonte: JN 25/11/2010


24.11.10

Biblioteca # 4


Gestão de Organizações sem Fins Lucrativos. O desafio da Inovação Social.

Autor (es): Carlos Azevedo, João Wengorovius Meneses, Raquel Campos Franco
Ano de edição: 2010
Editor: Vida Económica
ISBN: 9789898414021
Preço: 21,60 € - COMPRAR

Sinopse
Uma edição que se revela oportuna dado que aborda a questão da inovação social numa altura em que a União Europeia acaba de lançar o conceito da Innovation Union [COM(2010) 546 final, de 6 de Outubro], assumido a inovação como a estratégia mais eficaz para enfrentar os desafios sociais mais urgentes, como as alterações climáticas, a escassez de energia e de recursos, a saúde ou envelhecimento.

"Em Portugal, a literatura sobre gestão tem sido, em geral, omissa quanto ao sector não lucrativo, escasseando livros técnicos ou ensaios académicos que contribuam para o seu fortalecimento e capacitação. Este livro, ao demonstrar um equilíbrio muito bem conseguido entre uma dimensão mais técnica e um conteúdo mais generalista, enquadrado em geral na temática fundamental da inovação social, tem condições para se revelar como um instrumento essencial não apenas para todos aqueles que trabalham nas organizações sem fins lucrativos, mas também para um público mais alargado que se revê e se interessa pela missão deste sector". (in prefácio por Emílio Rui Vilar)

PARTE I – FÓRUM SOBRE INOVAÇÃO SOCIAL

1. Inovação social, a agenda do futuro
Diogo Vasconcelos, Cisco

2. Inovação Social / Social Innovation
Geoff Mulgan, Young Foundation

3. Bolsa de Valores Sociais: inovação e valor social
Celso Grecco, Bolsa de Valores Sociais

4. Networking: o caminho para a inovação e o impacto / Networking: the fast-track for innovation and impact
Filippo Addarii, Euclid Network

5. Para além do negócio: o papel das empresas sociais na criação de valor social
Helena Quoniam Gata, TESE - Associação para o Desenvolvimento

6. Empreendedorismo e Inovação Social
Miguel Alves Martins e Susana Frazão Pinheiro, Instituto de Empreendedorismo Social

PARTE II – GERIR ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS (OSFL)

1. Liderança e Gestão de OSFL
João Wengorovius Meneses, TESE - Associação para o Desenvolvimento

2. Gestão e Planeamento Estratégico nas OSFL
Raquel Campos Franco, Universidade Católica Portuguesa e Impulso Positivo - Grupo Editorial Vida Económica e Carlos Azevedo, União Distrital das IPSS - Porto

3. Partes Interessadas e as OSFL
Ana Roque, Inspire

4. Marketing nas OSFL
Raquel Campos Franco, Universidade Católica Portuguesa e Impulso Positivo - Grupo Editorial Vida Económica

5. Comunicação nas OSFL
Rui Martins, Associação Dianova Portugal, Nuno Santos, Press-à-Porter e Sara Batalha, MTW - Portugal

6. Gestão de Pessoas nas OSFL
Cristina Parente, Faculdade de Letras - Universidade do Porto

7.Gestão de Voluntariado nas OSFL
Graça Rojão, CooLabora e Patrícia Araújo, Universidade Católica Portuguesa

8. O desafio da sustentabilidade das OSFL e as finanças locais
Carlos Azevedo, União Distrital das IPSS - Porto e Pedro Couto, SEDES

9. A Fiscalidade nas OSFL
Rui Hermenegildo Gonçalves, Fundação Calouste Gulbenkian

10. Avaliação nas OSFL
Paulo Teixeira, Logframe

Biblioteca # 3


Desigualdades Sociais 2010. Estudos e Indicadores

Autor (es): Renato Miguel do Carmo
Ano de edição: 2010
Editor: Mundos Sociais
ISBN: 9789899678323
Preço: 12,50 € - COMPRAR

Sinopse
Os dados analisados nesta obra abordam diferentes temáticas relacionadas com as desigualdades sociais e são provenientes de diversos institutos nacionais e internacionais desenvolvidos nos três centros que formam o Observatório das Desigualdades, focando áreas tão diferenciadas como a pobreza, a educação (em vários ciclos de ensino), a saúde, a precariedade, o desemprego, a imigração, os territórios (incidindo sobre diferentes escalas), as desigualdades de género ou as classes sociais.

Biblioteca # 2

Cuidar de Idosos com Dependência Física e Mental

Autor (es): Carlos Sequeira
Ano de edição: 2010
Editor: Lidel
ISBN: 9789727577170
Preço: 22,95 € - COMPRAR

Sinopse
O Livro Cuidar de Idosos com Dependência Física e Mental vem contribuir para a divulgação do conhecimento sobre o processo de cuidar, tornando-se numa ferramenta útil tanto para cuidadores como para todos os interessados nesta área. Trata-se de um manual de leitura, de consulta, para profissionais e cuidadores, ajudando-os não só a adequar os cuidados às necessidades da pessoa dependente, como também a não colocar em risco a sua própria saúde. Descreve as principais intervenções a adoptar pelos profissionais de saúde, de modo a que, quem cuida não fique por cuidar. Cuidar de idosos constitui um acto de amor da maior relevância que deve ser incentivado e preservado.

Biblioteca # 1

Protecção, Delinquência e Justiça de Menores
Um manual prático para juristas... e não só
Autor (es): Carlos Pinto de Abreu, Inês Carvalho, Vânia Costa Ramos
Ano de edição: 2010
Editor: Edições Silabo
ISBN: 9789726185949
Preço: 16,11 € - COMPRAR

Sinopse
Portugal foi pioneiro nas questões de protecção a menores, mas tem que continuar a sê-lo, sob pena de perder o «comboio do futuro», até porque o tempo, esse ditador indestrutível, corre célere. E se não podemos fazer o filme do futuro, podemos fotografar rapidamente o que foi o passado, para não repetir os erros no presente. E, por isso, este livro - Protecção, Delinquência e Justiça de Menores - trata da temática da legitimação da intervenção estatal. O livro - um manual prático - trata com simplicidade de leis que regem os menores, desde logo a Organização Tutelar de Menores, a Lei de Protecção das Crianças e Jovens em Perigo e a Lei Tutelar Educativa. A lei tem duas funções: uma de garantia e outra de orientação. No caso, os desvios aos padrões de normalidade que possibilitam a intervenção estatal podem ter uma de duas géneses: ou se trata de menores em perigo (vítimas inocentes) ou de autores de conduta típica e punível (agentes de «crime»). A realidade é, porém, e várias vezes, muito mais complexa. E ambas as realidades podem estar presentes.

23.11.10

Seminário – Pobreza: Que Presente? Que Futuro?

O “Seminário – Pobreza: Que Presente? Que Futuro?” surge no âmbito do trabalho que a Fundação AMI tem desenvolvido em Portugal desde a criação do Departamento de Acção Social, em 1994, resultando também da urgência em colocar na agenda de toda a sociedade a grave violação de Direitos Humanos sem quaisquer consequências para quem a provoca.

A pobreza tem-se tornado ao longo dos tempos num dos principais entraves à evolução das sociedades. Por ser uma ofensa à dignidade humana e um dos principais focos de instabilidade social, muitos governos têm procurado inserir nos seus programas de governação políticas que visem combater este flagelo social, mas que se têm revelado insuficientes face aos desequilíbrios económicos e sociais das últimas décadas.

De acordo com os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2009 pelo INE e publicado recentemente, 17,9% da população residente em Portugal encontrava-se em risco de pobreza. No entanto, observando-se a informação existente nos últimos 36 anos o valor médio da Taxa de Risco de Pobreza tem permanecido nos 20%. As conclusões do estudo do INE referem ainda que "considerando apenas os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, a taxa de risco de pobreza seria de 41,5%”, ou seja, num cenário sem apoios sociais os números seriam mais alarmantes. E se a este cenário excluirmos o trabalho realizado pelas inúmeras instituições de solidariedade social que actuam junto dos grupos sociais desfavorecidos a vergonha nacional seria ainda maior.

Em 1994, a Fundação AMI iniciou o seu trabalho em Portugal com a criação do Departamento de Acção Social. Decorridos dezasseis anos, funcionam em todo o país nove Centros Porta Amiga, dois Abrigos Nocturnos, duas Equipas de Rua e um Serviço de Apoio Domiciliário, estando prevista a abertura de uma Residência Social na Ilha de S. Miguel ainda em 2010.

Desde 1995, até ao final do ano de 2009, foram atendidos pela primeira vez 38.929 pessoas em situação de pobreza e exclusão social. Em 2009 procuraram o apoio social da AMI 9.370 pessoas, mais 1668 casos do que em 2008, sendo que as perspectivas para 2010 não são as mais animadoras, perspectivando-se um aumento considerável no número de pessoas que procuram ajuda.


Em pleno Ano Europeu de Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social, a organização do “Seminário – Pobreza: Que Presente? Que Futuro?” está integrada num conjunto de acções que a Fundação AMI tem promovido, nomeadamente:

- A conferência dedicada ao “Género e Pobreza” que decorreu em Lisboa no passado dia 8 de Março;
- A campanha “É Possível Acabar Com a situação de Sem-abrigo!” que resulta do facto de a AMI ser o representante nacional na FEANTSA (Federação Europeia das Associações Nacionais que Trabalham com os Sem-Abrigo);
- E a iniciativa de cariz nacional “24 horas - Contra a Pobreza e Exclusão Social” (organizada pela AMI juntamente com outras instituições) agendada para o dia 6 de Outubro de 2010.

Mais informações: Programa e Ficha de Inscrição.

72nd International Course on Criminology (Porto)


Delinquência Juvenil e Segurança Urbana: os problemas, a investigação e as políticas

20.11.10

Publicações online # 16

Prevenção da Violência Escolar: Bullying




Acção de Formação: “Prevenção da Violência Escolar: Bullying”.
Dia: 25 de Novembro, pelas 18h
Local: Pequeno Auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.



Intervenções:

Moderador: Dr. Leonel Rocha (Vereador do Pelouro da Educação e Desporto)

18h – Prof. Doutora Beatriz Oliveira Pereira (Prof. Associada c/ Agr.), Universidade do Minho, Instituto de Educação

Destinatários:
Direcção das Escolas, Docentes, Não docentes, Encarregados de Educação, Associação de Pais, outros profissionais

Conteúdos Programáticos:

Os conceitos: Violência; Agressividade; Indisciplina; Bullying;

Formas de manifestação

Os perfis:
- Vitima;
- Agressor;

Sinais de alerta,

O papel da escola:
- Metodologias de Intervenção;
- Promoção de competências pessoais e sociais em crianças e jovens;
- Monitorização de recreios;
- Dinâmicas de grupo.

Inscrição
Confirmação por e-mail:
serviçoseducativos@vilanovadefamalicao.org / claudiacosta@vilanovadefamalicao.org
Tel.: 252 308 240/252 320 954 – Cláudia Costa/Isabel Marques/Mariana Pereira
Fax: 252 377 110

17.11.10

Seminário: Conta-me como foi!




« Após longos meses de trabalho intensivo, a segunda edição do projecto “de Mulher para Mulher”, promovido pela REDE Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, está na sua recta final. Deste modo, para encerrar este ciclo de desenvolvimento de competências, de construção de redes informais/formais, de partilha intra e inter-geracional, e de implementação de projectos de intervenção para a mudança, iremos realizar o Seminário Final do dMpM2, no próximo dia 27 de Novembro (sábado), entre as 09h30 e as 18h30, na Casa de Serralves, no Porto. Este Seminário pretende promover a reflexão em torno da participação das mulheres na tomada de decisão, do desenvolvimento de competências das jovens mulheres, da interculturalidade, do envolvimento de rapazes e homens nas questões da igualdade, e da importância de desenvolver acções positivas e de projectos de intervenção para a mudança.Este Seminário irá marcar igualmente uma data importante para a REDE: a celebração de 10 anos de existência e activismo

Contactos:
Avenida da Boavista, 292, 4º Trás 4050-113 Porto
Telem. 915674526
Telef. 226005225

SEMINÁRIO - Os desafios do Envelhecimento Activo (Porto)

Os desafios do Envelhecimento Activo: Inovar no presente e planear o futuro
23 de Novembro
Universidade Católica do Porto (Campus da Foz)

«Na Segunda Assembleia Mundial das Nações Unidas (2002) sobre o Envelhecimento apelou-se à inclusão da questão do “envelhecimento” nas Agendas Políticas e de Desenvolvimento, assim como nas Estratégias para a Erradicação da Pobreza e na procura da promoção da participação das pessoas idosas na economia global de todos os países, combatendo assim a sua marginalização crescente. Na actual conjuntura esta recomendação continua a ser um desafio para o qual a promoção do Envelhecimento Activo é um caminho na sua concretização. A partilha de conhecimento e experiências, a participação activa e efectiva das pessoas idosas, a promoção do trabalho em rede, assim como o lobby político são estratégias de acção que todos devemos seguir e implementar com vista a contribuir para um desenvolvimento pleno e digno de todas as pessoas.


Informações e Inscrições: Paula Cruz (paula.cruz@reapn.org / Tel. 225420800)»

Cine Conferência (Pedrouços)


16.11.10

Reflexão Notícias # 10 (Porque há casos em que o RSI é indispensável...)

"Augusto Costa saiu da Segurança Social com mais uma nega aos pedidos de ajuda. No bolso tinha as receitas para comprar os medicamentos para a esclerose múltipla da mulher e 1,5 euros. Foi quanto bastou para comprar numa loja chinesa um revólver de plástico.

Apesar do calor que fazia em Maio, vestiu um blusão e entrou no Montepio Geral da avenida da Liberdade, em Lisboa. Em cima do balcão, deixou um papel: «Isto é um assalto. Mantenha a calma. Ponha todo o dinheiro em cima do balcão, rápido».


Não chegou a falar, fez apenas o gesto suficiente para que se percebesse que tinha uma arma dentro do blusão. Saiu a tremer. «Só pensava: Meu Deus! Desgracei a minha vida por 380 euros».


Desorientado, foi a pé até à Pastelaria Suíça, no Rossio, e deitou fora o blusão na casa de banho. O dinheiro gastou-o logo a seguir «na farmácia, no Pingo Doce e para pagar o quarto».


Augusto sentia que, aos 47 anos, tinha chegado ao fundo do poço. Desempregado desde 2007, sem família e com a mulher gravemente doente, o antigo segurança do Continente da Amadora nunca tinha pensado entrar numa vida de crime. «Chegámos a ter casa própria, em Ferreira do Alentejo, mas o trabalho como restaurador de arte sacra deixou de aparecer e resolvemos vir para Lisboa. Comprámos uma casa no Cacém».


A busca de uma vida melhor começou numa altura em que o crédito à habitação não passava dos 300 euros por mês. «Nos últimos tempos já pagávamos 600 euros». O cartão de crédito e empréstimos à Cofidis ajudaram a agravar a situação. «Quando a empresa onde trabalhava foi comprada e despediram todos os que tinham mais de 40 anos, deixei de conseguir pagar as contas».


Com a casa perdida para o banco, não restou outra alternativa que não morar num quarto arrendado. Mas os 250 euros de renda, que se juntam «a quase 200 euros por mês na farmácia», começaram a ser um preço demasiado alto para a reforma por invalidez de Margarida, que trabalhava como auxiliar de educação numa escola. «Como parte está penhorada para as dívidas, recebemos pouco mais de 400 euros».


Deixou para trás cinco mil euros


Nove meses depois do primeiro assalto, Augusto Costa repetiu a receita. Desta vez, no Banif da avenida Almirante Reis. Saiu de lá com 950 euros e um peso na consciência que não o deixava dormir.


«Não aguentei e fui entregar-me à Polícia Judiciária». Augusto teve dificuldade em convencer os agentes de que a história era verdadeira e, quando chegaram as imagens da videovigilância, ainda foi motivo de riso: «Então, vai roubar e deixa o bolo maior para trás?». No vídeo, via-se um assaltante nervoso, a sair do banco enquanto um bancário assustado punha um maço de cinco mil euros no balcão.


«Quando o apanhei no primeiro interrogatório, ele só pedia para ir preso», conta a advogada oficiosa Ana Rute Monteiro, impressionada com a «situação desesperada» de Augusto e Margarida.


Relutante, o juiz só aplicou a pena de prisão preventiva depois de Augusto soltar a ameaça: «Se não me prender, saio daqui e roubo outro». Os seis meses seguintes foram piores do que estava à espera. «Na prisão vê-se de tudo. É muito duro». Cá fora, Margarida desesperava. «Estava sozinha e sem saber o que fazer». Tentou matar-se por duas vezes, esteve internada seis vezes no Júlio de Matos, com uma depressão profunda. «Tentei ajudar e consegui que a Misericórdia lhe fosse entregar uma refeição por dia ao quarto onde vive, mas ela está doente e deprimida», conta a advogada.


A confissão de Augusto valeu-lhe uma pena suspensa de cinco anos. Mas o futuro continua incerto. Deitada na cama do quarto que partilha com o marido desde que ele saiu da cadeia, na passada sexta-feira, Margarida não esconde as dores: «Já me estou a automedicar. Alterei as doses porque não tenho dinheiro para comprar os remédios todos».


A saúde de Augusto também não ajuda: sofre de Crohn, uma doença crónica inflamatória intestinal que o levou a ser operado duas vezes durante os seis meses em que esteve preso. «Isto agrava-se com os nervos. E a primeira operação não correu nada bem». O resultado foi uma colostomia (um saco ligado aos intestinos para onde lhe saem as fezes) que quase não o deixa andar.


Apesar disso, na segunda-feira atravessou a cidade a pé para ir ao Centro de Reinserção Social à procura de ajuda. «Disseram-me que, para receber o rendimento mínimo, tenho de me inscrever no Centro de Emprego e ir à Junta de Freguesia». Sem ter como pagar o transporte, Augusto terá de fazer o percurso a pé. «Neste estado de saúde e à espera de uma operação, para que é que me vou inscrever no Centro de Emprego?» - diz, desanimado.


O desespero volta a estampar-se-lhe na face. Esta semana, Augusto e Margarida partilharam todos os dias a sopa e o prato que a Misericórdia entrega à hora de almoço. Mas no dia em que regressou da prisão, a senhoria - que já tinha aumentado a renda para 350 euros - anunciou que terão de se ir embora até ao fim do mês.«Doentes e sem dinheiro, como é que vamos fazer, se ainda pode demorar dois meses até vir o rendimento mínimo?»"


Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4439


*texto gentilmente dado a conhecer pelo colega Bruno L. Rodrigues

15.11.10

Apresentação de livro

Apresentação do livro “Family Coaching – 36 desafios para pais extraordinários” na livraria FNAC, no NorteShopping, no dia 19 de Novembro, sexta-feira, pelas 19h.

* os meus parabéns à Ângela e à Sandra, com quem tive o privilégio de contactar!!!!

11.11.10

Semana Social (Gondomar)

«A Câmara Municipal de Gondomar, no âmbito do Programa “Rede Social” e integrado no Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social, promove uma Semana Social, subordinada ao tema “Pessoas Sem Rosto: Estratégias pela Inclusão” entre os dias 14 e 20 de Novembro de com o objectivo de promover o debate e a reflexão em torno de conceitos como a pobreza e a exclusão/inclusão social, deficiência, crianças em risco/perigo, violência doméstica, igualdade de género e envelhecimento, privilegiando a apresentação de boas práticas e a partilha de experiências. Os principais desafios que pretendemos lançar aos participantes, centram-se na reflexão sobre as actuais alterações sociais e a consequente emergência de novos modelos de intervenção, que fomentem a mudança de atitudes e culturas institucionais.


Inscrições:
As inscrições são gratuitas, até à lotação dos espaços, devendo ser efectuadas até ao dia 12 de Novembro, devendo constar:
Nome
Profissão
Entidade
Telefone
E-mail a remeter para a Câmara Municipal de Gondomar, através dos seguintes meios:

E-mail: semanasocialgondomar@gmail.com
Telef.: 224 663 980/2
Fax: 224 663 884.

Serão emitidos Certificados de Participação, por cada uma das Actividades, com a indicação da carga horária. Nota: No secretariado de cada actividade vai decorrer uma Campanha de Recolha de Alimentos (bens de primeira necessidade, com prazo de validade alargado, como por exemplo: massas, arroz, leite, óleo, conservas…) a entregar à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Gondomar.

6.11.10

Feira Comunitária Aldoar


A 2ª Edição da Feira Comunitária "Um Dia no Bairro de Aldoar", terá lugar no Bairro de Aldoar, das 12 às 20 horas, dia 10 de Novembro. Estão previstas diversas actividades, numa parceria conjunta entre as seguintes instituições: CLDS de Aldoar, residentes do Bairro de Aldoar ("Grupo de Amizade"), Agrupamento Vertical Manoel de Oliveira, Associação de Ludotecas do Porto, a APPACDM do Porto, Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH do Porto (CAD Móvel), Centro de Novas Oportunidades do CEFPI, Comissão de Moradores do Bairro de Aldoar, CLDS de V. N. de Gaia "AGIR XXI", Externato Ana Sullivan, o Museu do Papel Moeda da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, a Junta de Freguesia de Aldoar, PSP de Aldoar (Equipa de Proximidade), Projecto Acreditar do Programa Escolhas e o Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa.

Seminário ISPGAYA

5.11.10

...

Quer levar uma bofetada de um homem sem braços? (vídeo)
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
8:00 Sexta feira, 5 de Novembro de 2010

"Depois de ver este vídeo a bofetada que levamos é tal que os nossos queixumes, muitas vezes mesquinhos e imbecis, só nos deviam envergonhar. Um exemplo, sem dúvida. Veja.

Somos o país dos queixumes. Os bebés quando nascem em Portugal choram com mais força. Alguns não pedem de imediato o livro de reclamações na sala de partos porque felizmente ainda não conseguem falar. "Quem não chora não mama". E como a grande maioria quer mamar sem fazer nenhum prefere passar grande parte dos seus dias a reclamar de tudo.

Dói-me aqui, estou flácido, ando mais gorda, a minha sogra faz-me a vida negra, o meu filho é gay, o meu vizinho cheira mal da boca e rouba-me a La Redoute, este padre é pior do que o antigo, o outro é que era bom. Tens mais batatas do que eu, esta cozinheira não me grama. O meu patrão é atrasado mental. "Porque é que estas coisas só me acontecem a mim?"

Se em Portugal entrar numa sala um só individuo e disser que tem um problema, levantam-se logo 30 e de imediato se chega á conclusão que é preciso criar uma associação para ajudar estas 31 pessoas que coitadinhas, têm todas, muitos problemas. Depois verifica-se através de um estudo que afinal há muitos mais pessoas com o mesmo problema, e nasce uma linha de apoio. E lá vão 10 mil fazer a meia-maratona do problema X num domingo qualquer.

O problema é que muitas vezes os problemas que dizemos ter não são verdadeiros problemas. Nós é que somos o problema. Nós é que o criamos. Por inércia. Porque não o queremos combater, ou "não conseguimos". Porque não sabemos lidar com ele. E se ele desaparecer? Depois do que nos vamos queixar? Teríamos de arranjar um novo problema, e isso seria outro problema a resolver. No fundo não sabemos viver sem problemas. E depois, quando nos defrontamos com um verdadeiro problema, enfim, é um problema.

Veja o vídeo. Um exemplo de coragem. Obviamente que todos temos problemas, mas nem sempre são o que parecem, ou aquilo que queremos fazer parecer. Olhamos pouco para o lado. Acho que devíamos todos aprender a relativizar.