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12.10.15

Seminário: Olhares sobre a Pobreza no século XXI (Setúbal)



Inscrições até 15 de outubro para:

Mónica Mateus
Técnica do Núcleo Distrital de Setúbal
setubal@eapn.pt
EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza
Av. D. João II, Nº 14 R/C Dtº
2910-548 Setúbal
Tel: +351 265 535 330 Tlm: 965 029 241
www.eapn.pt

11.11.14

Seminário “Empreendedorismo e Inclusão Social: Que Papéis para o Estado, o Mercado e Sociedade Civil?” (Porto)



Data | 27 Novembro
Horário | 14:30 h 
Local| Palacete dos Viscondes de Balsemão, Praça Carlos Alberto, n. 71, Porto
Organização |Agência Piaget para o Desenvolvimento

No próximo dia 27 de Novembro pelas 14:30, a APDES organiza o Seminário “Empreendedorismo e Inclusão Social: Que Papéis para o Estado, o Mercado e Sociedade Civil?” no Palacete dos Viscondes de Balsemão (Porto).

O evento, inserido nas actividades dos 10 Anos da APDES, é promovido pelo GIIC e decorre do estudo de investigação “Optimização das políticas públicas de apoio ao empreendedorismo e inclusão social: estudando o acesso dos microempreendedores às medidas de promoção do auto-emprego”.

A entrada é gratuita, mas sujeita a inscrição. Inscrições aqui.

Informações através: elvira.lopes@apdes.pt | 227 531 106

19.5.14

Reflexão de notícias # 47


Ministério da Insegurança Social

Crónica de João Bonifácio

"Não sei se já vos disse, mas tive duas avós — e uma chegou a ministra. 
Da avó paterna, nascida em berço de oiro, consta que era uma santa. Tinha os seus pobres, que alimentava e vestia, dizendo: “Temos de os ajudar, que sem nós esta gente morre de fome”. Ao contrário dos restantes Bonifácios — que admiravam o dito — até hoje sinto um arrepio quando me contam esta história. A materna, nascida em berço de palha, trabalhou desde catraia, levando leite aos trabalhadores das obras, descalça, e matou porcos para sobreviver. Semi-letrada, Dona Arminda tinha as suas ideias. Na década de 80 determinou que “Os drógádos era pô-los a limpar mato”, o que me pareceu descabido.
A medida estendia-se aos bêbedos, aos presos e às vadias: tudo que não fosse pai ou mãe de família temente a Deus devia acartar pasto. Por ilimitado que o meu amor por dona Arminda seja, nunca imaginei que chegasse a ministra. Percebi a sua ascensão esta semana, quando li que “o governo vai colocar os desempregados e os beneficiários do Rendimento Social de Inserção a limpar e vigiar as florestas do País”. Só podiam estar a falar da minha avó.
Hoje, como nos anos 80, estou em desacordo com ela: em que é que pôr desempregados a limpar matas melhora o país? O subsídio de desemprego começou a ser usado com a revolução industrial, quando a população deixou as terras para procurar emprego nas fábricas, tornando-se dependente, já não do que cultivava, mas das fábricas. Quando muita gente se encontrava sem emprego — e sem subsídio — a violência e os roubos aumentavam: sem protecção no desemprego a sociedade caía na barbárie. Em Portugal tentou-se criar um subsídio de desemprego nos anos 30, mas só com o 25 de Abril é que a prática se institucionalizou, tal como o salário mínimo, a proibição de despedimento sem justa causa, etc. Em suma: civilização.
No modelo português, o desempregado — durante o período de subsídio — pode tanto dedicar-se a plantar hortênsias como a fazer um curso de web design ou o que seja que ache que lhe trará melhores condições de vida. Agora não: o desempregado andará a catar mato pelas florestas deste país, forma de pagar o dinheiro que custa a todos nós, trabalhadores férreos que não deixamos as nossas empresas ir ao charco. Mas se é pelo dinheiro que custam, então pergunto: o senhor do Pingo Doce, ao radicar a sua sede na Holanda, não leva balúrdios para fora do país? É certo que não fez nada de ilegal, mas os desempregados também não e vão acartar pasto na mesma. Os alunos das escolas privadas (que são subsidiadas) não nos custam dinheiro? E a tropa cavaquista, que com o seu carnaval nos bancos nos empurrou para este buraco, não nos deve nada? Anseio por ver Dias Loureiro sair do campo de golfe, enfiar-se no mato e apagar um fogo com o seu sapatinho branco.
A medida só pode ter dois propósitos: ou fazer com que os malandros dos desempregados se tornem altamente empreendedores e inventem empregos para se verem livres da sua novel tarefa; ou humilhá-los — por serem desempregados. Não é como se regressássemos a 1930 — é pior: é tratar os desempregados como leprosos sociais, porque nos custam dinheiro. É criar entre todos os que ainda têm emprego um clima de medo que os levará a aceitar tudo (reduções de salários, horários aumentados) para não terem de ir para a mata.
Durante anos li o Dr Pulido Valente a dizer que a ditadura portuguesa não fora fascista, antes proto-fascista. Nunca percebi o que era isso do proto-fascismo. Agora percebo. Parabéns à minha avó. "

Fonte: P3 Público

28.1.13

Biblioteca # 55


O Futuro do Estado Social

Autor (es): Filipe Carreira da Silva
Ano de edição: 2013
Editor: Fundação Francisco Manuel dos Santos
ISBN:   9789898424747
Preço: 3,15€- COMPRAR

Sinopse:
O que é o Estado Social? O que são direitos sociais? Qual a relação entre Estado Social e democracia? Quais os principais desafios com que o Estado Social se depara no quadro actual de austeridade financeira e de crise económica? Este livro oferece uma breve e simples introdução a este tema, sugerindo, ao mesmo tempo, três cenários futuros: o fim do Estado-Providência; tudo irá ficar na mesma; e a sua reconfiguração. Três cenários que poderão servir de base à discussão pública sobre o futuro do Estado Social no nosso país.

13.3.12

Biblioteca # 38

Desigualdades em Portugal. Problemas e Propostas

Autor (es): Renato Miguel do Carmo
Ano de edição: 2012
Editor: Edições 70
ISBN: 9789724416984
Preço: 7,20€ -COMPRAR

Sinopse:
Esta obra reflete sobre a Ideia de que as desigualdades interferem num conjunto de dimensões sociais, económicas e políticas. Desenvolve particularmente a relação entre as desigualdades e as práticas de cidadania no que diz respeito à participação política, à ação coletiva e às questões de género. Aborda ainda o fenómeno do trabalho, salientando a sua importância económica e a necessidade de uma melhor regulação laboral. Na área da educação e da saúde, são analisadas as diferentes dimensões sociais do insucesso escolar e o problema da obesidade, enquadrando-se as desigualdades enquanto fator a ter em conta no desenvolvimento e crescimento económico. Acompanhando a prática do jornalismo crítico que caracteriza o Le Monde diplomatique, esta coleção apresenta obras de síntese sobre temas da atualidade social, política e económica, nacional e internacional. Reunindo artigos publicados no jornal e textos inéditos, a coleção procura oferecer ao leitor conhecimentos e reflexões fundamentais para o desenvolvimento de uma perspetiva informada sobre as sociedades contemporâneas.

15.2.12

Conferência: Envelhecimento - Encargo ou Oportunidade Económica? (Porto)

Realiza-se amanhã, dia 16 de Fevereiro, no HF Tuela Porto, na cidade do Porto, a Conferência: «Envelhecimento - Encargo ou Oportunidade Económica?». A iniciativa faz parte do Ciclo de Conferências promovido pelo Montepio e Diário Económico.


PROGRAMA:

16h.30 Recepção dos participantes

17h.00 Sessão de Abertura
- Marco António Costa, Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social
- António Tomás Correia, Presidente, Montepio
- Francisco Ferreira da Silva, Subdirector, Diário Económico

17h.45 Enquadramento Demográfico e Social
- Maria João Valente Rosa, Directora do Projecto, PORDATA - Base de Dados Portugal Contemporâneo

18h.00 Envelhecimento Activo - Políticas Sociais e Geração de Riqueza
- Ester Vaz, Socióloga, Instituto Politécnico do Porto
- Luís Jacob, Director, Socialgest
- Maria Joaquina Madeira, Coordenadora do Ano Europeu Envelhecimento Activo e Solidariedade entre Gerações-2012

18h.45 Debate

20h.00 Encerramento e cocktail



Para mais informações:
Adelaide Agostinho
Tel: 21 323 67 71
E-mail: adelaide.agostinho@economico.pt

Vanda Salvado
Tel: 21 323 68 16
E-mail: vanda.salvado@economico.pt

30.10.11

Um ano na crise... II

aqui tinha falado desta iniciativa do PÚBLICO. 8 meses depois, como estarão estas famílias a viver a crise? Para acompanhar aqui.

6.9.11

Reflexão Notícias # 18

Uma mãe decidiu entregar os filhos porque não tinha mais meios de subsistência. Carina está desempregada e tomou esta decisão depois de ter perdido o Rendimento Social de Inserção (RSI).



Rafael e Maria já não vivem com a mãe.



Carina Peixoto teve de tomar a decisão mais penosa da sua vida.



Desempregada, afogada em dívidas decidiu na sexta-feira pedir a uma amiga para dar os filhos à irmã.

Para evitar problemas com a Justiça, Carina entregou os filhos aos respectivos pais.


Rafael de sete anos e Maria de dois anos de idade são filhos de pais diferentes e vivem agora separados.


A perda do RSI, por falta de comparência a uma convocatória da Segurança Social, conduziram Carina para esta situação.


Carina quer trabalhar, mas sem retaguarda familiar, nunca conseguiu um emprego compatível com o facto de ser mãe solteira.



Nas últimas semanas, a vida desta família atingiu o limite.



Cumprir o pedido do filho de sete anos quando se despediram, é o único objectivo na vida de Carina.



O filho mais velho pediu-lhe para arranjar comida, um quarto e uma casa de banho.



10.3.11

Um ano na crise... I


Durante um ano, o PÚBLICO vai acompanhar os reflexos da crise na vida de cinco famílias, de norte a sul do país.

Através de relatos na primeira pessoa, textos jornalísticos, dados estatísticos e contribuições dos leitores, “Um ano na crise” pretende ser um retrato do país, num dos seus piores momentos económicos.



24.11.10

Biblioteca # 3


Desigualdades Sociais 2010. Estudos e Indicadores

Autor (es): Renato Miguel do Carmo
Ano de edição: 2010
Editor: Mundos Sociais
ISBN: 9789899678323
Preço: 12,50 € - COMPRAR

Sinopse
Os dados analisados nesta obra abordam diferentes temáticas relacionadas com as desigualdades sociais e são provenientes de diversos institutos nacionais e internacionais desenvolvidos nos três centros que formam o Observatório das Desigualdades, focando áreas tão diferenciadas como a pobreza, a educação (em vários ciclos de ensino), a saúde, a precariedade, o desemprego, a imigração, os territórios (incidindo sobre diferentes escalas), as desigualdades de género ou as classes sociais.

8.7.10

Publicações Online # 5

Publicações disponíveis online, no site da Oxford Journals:

  • European Sociological Review - baseia-se em estudos empíricos, quantitativos e comparativos.



  • The Gerontologist - uma publicação da The Gerontological Society of America; aborda a temática da gerontologia (políticas sociais, programas de desenvolvimento, serviços de apoio) a partir de uma perspectiva multidisciplinar, de forma a melhor compreender o processo de envelhecimento.



  • Socio-Economic Review - artigos que focam a influência económica nos contextos sociais. Integra diferentes áreas do conhecimento, nomeadamente, a sociologia, as ciências políticas, economia e gestão.



  • Social Politics: International Studies in Gender, State & Society - analisa a questão do género e respectivas políticas mundiais, tendo em conta determinadas questões actuais. A saber: globalização, transnacionalidade, cidadania, migrações, diversidade intercultural.



  • Journal of Human Rights Practice - prentende a divulgação de ideias e a partilha de experiências na área dos direitos humanos.


  • Social Science Japan Journal - engloba diferentes disciplinas, tais como a antropologia, a economia, ciência política e sociologia.
    • 28.6.10

      Estudo da TESE

      Um estudo efectuado pela TESE (Associação para o Desenvolvimento) e divulgado hoje conclui que 30% dos portugueses vivem quase no limiar da pobreza e outros 20% vivem abaixo desse mesmo limiar. Por outras palavras, 50% da população portuguesa vive com recursos insuficientes para fazer face às suas necessidades.



      E a resposta da ministra:



      Questiono se este aumento das qualificações que a ministra refere surge como uma medida de combate à pobreza e exclusão social ou mais não faz do que reproduzir essas mesmas desigualdades. É certo e sabido que as chamadas "Novas Oportunidades" não correspondem a um real aumento de qualificações, mas sim um make up, uma forma de, estatisticamente, mostrar que a população portuguesa está mais "qualificada". As soluções para o combate à pobreza dependem, em larga medida, de políticas sociais, mas, principalmente, de políticas económicas.