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10.11.13

Seminário Internacional "Rendimento Social de Inserção: uma garantia de cidadania?" (Porto)



A participação no seminário é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia e obrigatória até 20 de Novembro para: liliana.pinto@eapn.pt | 225 420 808.

9.10.13

SOS na Zona Pobre


Com as novas regras do RSI e da habitação social, os pobres estão ainda mais pobres. Nalgumas zonas, como certos bairros da freguesia de Campanhã, no Porto, a miséria é atroz. Os direitos humanos essenciais são violados, os apoios do Estado são uma fraude, a reinserção social uma ficção. Ser pobre é viver num mundo à parte, de onde nunca se consegue sair.

Uma reportagem do Público para ler aqui.

25.6.13

Reflexão de notícias # 42

Casal vive há dois meses em garagem de subcave
 
Árbitro de futebol e a mulher estão desempregados e não têm direito a apoios por não terem morada

Há dois meses que um casal vive sem luz e sem água, dois níveis abaixo do chão, porque não tem dinheiro para pagar a renda de uma habitação. A garagem custa-lhes 45 euros por mês.

Há dois meses que Miguel, 36 anos, e Cândida, de 39, vivem numa garagem de seis por três metros, situada dois andares abaixo do chão, sem luz, sem água e sem qualquer entrada direta de ar, em Famalicão. Estão os dois desempregados. Miguel Veloso já foi carpinteiro e canalizador. Cândida Carvalho fazia limpezas em prédios. "Não fazíamos descontos. Enquanto houve trabalho, tínhamos dinheiro, agora não temos nada", frisa Miguel, árbitro da Associação de Futebol de Braga.

Sem direito a qualquer Rendimento Social de Inserção, a vida deste casal está embalada em meia dúzia de sacos e alguns caixotes. No chão da garagem, pela qual pagam uma renda mensal de 45 euros, está o colchão onde dormem. Casa de banho "só no Leclerc e no Jumbo", os dois supermercados que ficam perto do Edifício Saza, onde 'vivem'. 
 

22.3.13

XIX Jornadas GAF (Viana dos Castelo)

Metamorfose Social: Empowerment da família empobrecida




Local: Auditório Professor Lima de Carvalho - IPVC • Viana do Castelo
Datas: 23 e 24 de maio de 2013


Programa

23 de maio de 2013

09:00 Abertura do Secretariado

09:15 Momento mágico: Dramatização de peça teatral sobre a pobreza
Grupo de Intervenção Social pela Unidade na Diversidade – Geração Viva, Paz sim Guerra não

09:30 Sessão de Abertura
Prof. Doutor Carlos Gonçalves
Diretor do Gabinete de Atendimento à Família
Dra. Ana Margarida Silva
Vereadora da Área Social da Câmara Muniicpal de Viana do Castelo
Dr. Paulo Vale
Diretor do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Viana do Castelo

09:45 I Conferência - Retrato da família em situação de pobreza em Portugal

Evolução da família portuguesa em situação de pobreza e exclusão social
Prof. Doutor Alfredo Bruto da Costa
Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz
Novas formas de organização das famílias em Portugal
Prof. Doutora Karin Wall
Coordenadora do Observatório das Famílias e das Políticas de Família, Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa


Moderador: Dr. José Miguelote
Gabinete de Atendimento à Família


11:00 Networking

11:15 II Conferência - Economia da Sociedade

Economia da Felicidade e a Pobreza
Prof. Doutor Gabriel Leite Mota
Núcleo de Investigação em Microeconomia Aplicada, Universidade do Minho

O impacto do Rendimento Social de Inserção nas famílias em situação de pobreza
Prof. Doutor Carlos Farinha Rodrigues
Instituto Superior de Economia e Gestão


Moderadora: Prof. Doutora Manuela Coutinho
CDSSVC, ISS, IP

12:30 Intervalo para almoço


14:30 I Painel - Estratégias de sucesso na intervenção com famílias em situação de pobreza

As abordagens colaborativas na intervenção social com clientes vulneráveis
Dra. Sofia Rodrigues
Universidade de Aveiro

Micro-intervenções com famílias beneficiárias de RSI: a gestão coordenada do sentido como instrumento comunicacional de compreensão e transformação
Prof. Doutora Helena Marujo & Prof. Doutor Luís Miguel Neto
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa


Moderadora: Prof. Doutora Virgínia Sousa
ISSSP


15:30 II Painel - Boas práticas de intervenção social

Projeto Romi
Dra. Ana Cláudia Albergaria
EAPN Portugal

Projeto Believe in Portugal
Dra. Andresa Salgueiro


Moderadora: Dra. Ândrea Pereira
Gabinete de Atendimento à Família
16:15 Networking

16:30 III Conferência - Empowerment da família empobrecida

Empowerment e Justiça Social
Prof. Doutora Conceição Nogueira
Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade do Porto

Desenvolvimento comunitário no mundo: Empowerment de famílias em desvantagem social
Dra. Maria Minas
Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa & Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra


Moderadora: Dra. Isabel Fernandes
Diretora Técnica da Casa dos Rapazes e Oficinas de S. José



24 de maio de 2013

09:30 Apresentação de reportagem do Protocolo de RSI do GAF

10:00 Debate: A medida do Rendimento Social de Inserção
Prof. Doutor Carlos Farinha Rodrigues
Instituto Superior de Economia e Gestão
Prof. Doutora Maria Helena Marujo & Prof. Doutor Luís Miguel Neto
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa
Prof. Doutor Alfredo Bruto da Costa
Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz
Dr. Manuel Branco Mendes
Coordenador do Departamento de Desenvolvimento social e Programas do Instituto da Segurança Social, IP.
Dra. Maritza Calheiros
Técnica Protocolo de RSI do GAF

José Ribeiro
Beneficiário de RSI
Moderador: a designar
12:00 Debate com público
Nota: O debate será acompanhado por um ilustrador que, com recurso ao desenho, contextualizará as ideias chaves da discussão.


12:30 Almoço


24 de maio de 2013

Local: Hotel Axis • Horário: 14h30 - 17h30

Workshop 1 Estratégias apreciativas de empowerment das famílias
Dra. Catarina Rivero
Núcleo de Formação Sistémica, Associação Portuguesa de Estudos e Intervenção em Psicologia Positiva

Workshop 2 Photo-voice: um novo instrumento de ação na intervenção com clientes vulneráveis
Dra. Sofia Rodrigues
Universidade de Aveiro

Workshop 3 Técnicas teatrais aplicadas à intervenção com Família

Workshop 4 Projeto é tempo – gestão do orçamento
Dra. Sónia Ramalho & Dra. Margarida Madeira

Mais informações e inscrição aqui.

18.6.12

Boas Práticas Interinstitucionais (Porto)

Boas Práticas Interinstitucionais
Porto_28 de Junho_2012Auditório da Junta de Freguesia de Ramalde


9:30h
- Receção dos participantes

10:00h
- Sessão de abertura
Dr. Manuel Maio_Presidente da Junta de Freguesia de Ramalde
Dra. Marina Ascensão_ Centro Distrital da Segurança Social do Porto
Dra. Guilhermina Rego_Presidente do CLASP
Padre Batista*_Presidente da União Distrital das IPSS

10:30h
Painel I – As potencialidades do trabalho em rede no contexto do Programa da Rede social
Moderador: Rui Serôdio_Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Jacqueline Barreto_Programa Rede social, ISS-IP*
Sérgio Aires_Consultor Externo da EAPN Portugal
José Alberto Reis_Instituto Superior de Serviço Social do Porto

12:00h
Debate

12:30h
Almoço livre
14:30h Apresentação de boas práticas interinstitucionais
Moderador e comentador: Eduardo Vitor Rodrigues_Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Dra. Cristina Andrade_AMI – “ Infotecas contra a infoexclusão”
Dra. Rita Moreira_Associação para o Planeamento da Família, CAP –Centro de acolhimento e protecção a mulheres vítimas de tráfico de seres humanos e seus filhos menores
Dra. Mafalda Guilherme_Encontrar+se,” Gabinete UPA”
Dr. Jorge Oliveira_Espaço T – “ Sensibilização para a Igualdade e Violência de Género e Trafico de Seres Humanos”
Dra. Joana Machado e Dra. Zelinda Pinto_Benéfica Previdente – “Rendimento Social de Inserção: ação concertada com vista à inclusão social”
Dra. Graciete Cruz_ADFA (Associação de Deficientes das Forças Armadas) – “Centro de
Atividades Ocupacionais”


16:30h Debate

17:00h Encerramento

*A confirmar

1.4.12

Reflexão Notícias # 28

Quem tem carro, vai preso ou recusa trabalho perderá o Rendimento Social de Inserção


Os beneficiários do Rendimentos Social de Inserção (RSI) vão passar a integrar bolsas de trabalhadores ao dispor de câmaras, juntas de freguesia e instituições de solidariedade social. Os que recusarem esse trabalho perdem direito à prestação. Mas não é só. Segundo as novas regras, o mesmo acontecerá a quem tiver carro ou for preso, mesmo que preventivamente.

Fonte oficial do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, citada pelo Correio da Manhã, afirma que o Governo pretende cortar em cerca de 70 milhões de euros o valor total destas prestações sociais. Assim, desenhou um conjunto de novas regras que permitirá baixar o custo do RSI de 440 milhões de euros (valor previsto para 2012) para 370 milhões.

As novas regras, que são também avançadas pelo Jornal de Notícias e o Expresso, ditam que os beneficiários do RSI passam a perder automaticamente a prestação social caso sejam proprietários de um carro, detenham contas bancárias familiares iguais ou superiores a 25 mil euros ou se recusem a prestar “trabalho útil à comunidade”.

Os beneficiários que ameaçarem ou coagirem funcionários da Segurança Social – têm sido relatados casos de violência de pessoas que tentam dessa forma manter o RSI – também perdem direito à prestação social, assim como os que forem presos. Esta última alínea inclui mesmo presos preventivos.

A renovação do RSI deixa de ser automática e, segundo o Correio da Manhã, só será atribuído após a assinatura obrigatória de um “contrato de inserção”. Este prevê um conjunto de obrigações familiares – frequentar a escola, cumprir o plano de vacinação e estar inscrito num centro de emprego. Os cidadãos estrangeiros só terão direito ao RSI após um ano a viver em Portugal, no caso dos europeus, ou após três anos, no caso dos extracomunitários.

Renovação automática do RSI é prática “perniciosa”, diz CDS

Na sequência das notícias avançadas neste sábado, o líder parlamentar do CDS-PP disse desconhecer “em concreto” a proposta de lei, mas defendeu que a renovação automática da atribuição do RSI deve acabar. Nuno Magalhães considera tratar-se de uma prática “perniciosa”.

“Não conheço em concreto a proposta de lei”, declarou à Lusa. “Mas conheço o programa de Governo e as declarações de vários membros do Governo. Consideramos bastante positivas várias alterações que esta proposta de lei, segundo julgamos saber, contém, desde logo a renovação automática de uma prestação que deve ser temporária”.

“O RSI é positivo para situações transitórias, para ajudar pessoas que efectivamente se encontram em situação de emergência, não constitui um modo de vida ou um financiamento por parte do Estado”, acrescenta o deputado eleito pelo círculo de Setúbal.

Fonte: Público

27.1.12

Curso Inserção Social: Estratégias e Programas

Local: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto

Objectivo:
A inserção é hoje uma categoria central das políticas sociais públicas, constituindo aliás o seu núcleo duro.Importa, por isso, promover a reflexão sobre a noção, relacionando-a com novas dinâmicas que organizam o funcionamento das sociedades contemporâneas. Nesse sentido, este curso visa promover e aprofundar conhecimentos ao nível das políticas, estratégias e dispositivos de inserção.

Programa:
I - Aproximações Teóricas:
1. A inserção social no contextos das políticas sociais;
2. O trabalho: a centralidade perdida?
3. Discussão sobre a exclusão social;

II - Estratégias e Dispositivos de Inserção:
1. O Plano Nacional de Ação para a Inclusão (PNAI);
2. O Rendimento Social de Inserção, fundamentos e procedimentos;
3. O Plano Nacional de Emprego (PNE), análise e comentários.

Taxa de inscrição: 20 Euros
Propinas: 100 Euros

Ficha de inscrição e programa disponíveis aqui.

3.1.12

Desamarras: Os Rostos do Rendimento Social de Inserção do Porto


Um projecto realizado e produzido por João Carlos Louçã, Nuno Moniz e Ricardo Sá Ferreira

27.11.11

Uma ideia mais do que infeliz...

No site da Petição pública é possível ler o seguinte absurdo:

"O Rendimento Social de Inserção (RSI) criado em 2004 em substituição do Rendimento Mínimo Garantido define-se por: “uma prestação incluída no subsistema de solidariedade e num programa de inserção, de modo a conferir às pessoas e aos seus agregados familiares apoios adaptados à sua situação pessoal, que contribuam para a satisfação das suas necessidades essenciais e que favoreçam a progressiva inserção laboral, social e comunitária. Em 2009 a despesa da segurança Social atingiu um valor muito próximo dos 18% do PIB Nacional sendo que em 2009, o valor gasto somente no Rendimento Social de Inserção (RSI) encontra-se situado em cerca de 500 000 milhares de euros.

Em 2009 O número de pessoas a receber o Rendimento Social de Inserção em Portugal aumentou para um total de 379.849 beneficiários. Um acréscimo de quase 23 mil, relativamente a 2008.

De acordo com a informação disponível no 'site' da Segurança Social, sujeita a actualizações, em Setembro de 2008 existiam 148.377 famílias a receber esta prestação social mais 22.856 do que no ano anterior.

Em termos médios, a prestação de Rendimento Social de Inserção (RSI) processada situou-se nos 242,25 euros por família e nos 93,09 euros por beneficiário.

Também cerca de 40 por cento dos beneficiários (144.504) têm menos de 18 anos, enquanto 2,5 por cento (9.528) têm 65 ou mais anos mas curioso que a segunda maior percentagem refere-se aos beneficiários com idades entre 20/24 anos (12 475 Mulheres e 10 525 homens)

Em 2004 cerca de 8.000 estrangeiros estavam a beneficiar do Rendimento Mínimo Garantido.

Como é possível verificar pelos dados disponíveis a maior percentagem dos valores atribuídos vai para quem nunca trabalhou ou seja nunca contribuiu para a segurança social.

À margem dos dados disponíveis faltam os dados relativos a economias paralelas que são visíveis aos olhos de todos os cidadãos, o que permite que os beneficiários desta prestação social tenham um nível de vida superior aos de quem efectivamente trabalha de forma oficial.

Assim e porque basta de:

1- Ser sempre quem trabalha a pagar a factura da crise;

2- Ser sempre quem trabalha a ser prejudicado com as medidas do governo;

3- Ser sempre quem trabalha a contribuir para a Segurança Social para que o dinheiro seja reencaminhado para quem não trabalha e nunca trabalhou;

4- Ser sempre quem trabalha a ser prejudicado com os cortes da Segurança Social;

5- Para terminar com economias paralelas;

6- Para que o não trabalhar deixe de compensar;

7- Para impor responsabilidades sociais;

8- Para uma maior justiça social;

Reclamamos pela presente Petição a EXTINÇÂO DO RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO "



Sou totalmente contra esta petição.. não só enquanto profissional, mas sobretudo enquanto pessoa!!!

21.11.11

Encontro: Políticas Sociais e Democracia

Mais informações:
Instituto de Sociologia
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica s/n
4150-564 Porto
Gabinete 251 (Torre B - Piso 2)
Telef.: 226 077 132 (extensão 3251)
E-mail: isociologia@letras.up.pt
Site: www.isociologia.pt

15.11.11

Reflexão Notícias # 21

Haverá limites mais apertados ao Rendimento de Inserção

O Governo quer implementar medidas que garantam "maior rigor" na atribuição do Rendimento Social de Inserção (RSI) e estima reduzir de 440 milhões de euros em 2011, para 370 milhões de euros em 2012 a verba que lhe está destinada. O governante, que está a ser ouvido esta tarde na Comissão de Orçamento e Finanças e Segurança Social, anunciou que o Executivo vai aumentar a fiscalização na atribuição do RSI: "Só este ano, prevemos um reforço de 10 por cento face ao número de acções inspectivas que já estavam previstas realizar", disse, na sua intervenção inicial.

É intenção do Executivo reforçar também, em 2012, os meios humanos e os meios técnicos "das inspecções da segurança social", acrescentou o governante, anunciando que prevê "lançar um concurso para, dentro da administração pública, poder recrutar mais 50 inspectores".

Defendendo um RSI "com direitos, mas também com deveres", a atribuição desta prestação social só ocorrerá depois de assinado "um contrato de inserção no qual os beneficiários se comprometem, perante o Estado, a prestar trabalho socialmente necessário para a comunidade, procurar activamente trabalho ou frequentar formação ou cumprir metas na educação dos filhos".

Os beneficiários de RSI, acrescentou Mota Soares, terão de ter "idade, condições e capacidade activa de trabalho".

O Governo vai também considerar "regras particulares de condição de recursos, mais adaptadas ao carácter específico desta prestação", ou seja, quem tiver 100 mil euros no banco "não pode receber o RSI", exemplificou o ministro.

Haverá, pois, "limites mais apertados à renovação do RSI, evitando que se torne num subsídio permanente".

O Governo estima reduzir de 440 milhões de euros em 2011, para 370 milhões de euros em 2012 a verba destinada ao rendimento social de inserção (RSI), canalizando a poupança para o aumento das pensões mínimas, rurais e sociais.

Segundo explicou o ministro , haverá uma redução de 70 milhões de euros na execução do RSI em 2012, um montante inicialmente estimado de 440 milhões de euros.

Assim, no próximo ano o Governo estima despender apenas 370 milhões de euros aos beneficiários desta prestação social, devendo a diferença (70 milhões de euros) destinar-se a reforçar as pensões mínimas, sociais e rurais.


Fonte: Diário de Notícias

12.11.11

Oferta de Emprego # 9

A ACAIS pretende recrutar Técnico (a) Superior de Educação Social para integração em protocolo de rendimento social de inserção (RSI), com o seguinte perfil: licenciatura em Educação Social; experiência profissional em RSI; bons conhecimentos da aplicação ASIP; sentido de responsabilidade e dinamismo; boa capacidade de comunicação e trabalho em equipa; carta de condução de ligeiros.

As candidaturas deverão incluir CV e carta de apresentação, referenciando as motivações pessoais.

O prazo limite para envio das candidaturas é até às 17:00h, de 25 de Novembro de 2011, para o e-mail recursoshumanos@acais.org

30.10.11

Um ano na crise... II

aqui tinha falado desta iniciativa do PÚBLICO. 8 meses depois, como estarão estas famílias a viver a crise? Para acompanhar aqui.

15.6.11

Formação Intervenção Comunitária

Formação Intervenção Comunitária, práticas e contextos.

- Desenvolvimento Comunitário, o que é?

- Cidadania Integração Social

- Uma perspectivação de empowerment

- Micro, média e macro intervenção do trabalho social dirigido a comunidades específicas

- Pobreza e exclusão social: benefeciários do RSI da área metropolitana

- Dinamização, trabalho em rede em contexto local


+ INFO
Instituto para a Formação Humana e Social
Rua da Constituição n.º 814, 5.º andar, sala 29,
4200-195 Porto
Tlf./Fax.: 225093289
E-mail: ifhs.porto@gmail.com
Internet: http://ifhsocial.webnode.com.pt/

10.3.11

Um ano na crise... I


Durante um ano, o PÚBLICO vai acompanhar os reflexos da crise na vida de cinco famílias, de norte a sul do país.

Através de relatos na primeira pessoa, textos jornalísticos, dados estatísticos e contribuições dos leitores, “Um ano na crise” pretende ser um retrato do país, num dos seus piores momentos económicos.



16.11.10

Reflexão Notícias # 10 (Porque há casos em que o RSI é indispensável...)

"Augusto Costa saiu da Segurança Social com mais uma nega aos pedidos de ajuda. No bolso tinha as receitas para comprar os medicamentos para a esclerose múltipla da mulher e 1,5 euros. Foi quanto bastou para comprar numa loja chinesa um revólver de plástico.

Apesar do calor que fazia em Maio, vestiu um blusão e entrou no Montepio Geral da avenida da Liberdade, em Lisboa. Em cima do balcão, deixou um papel: «Isto é um assalto. Mantenha a calma. Ponha todo o dinheiro em cima do balcão, rápido».


Não chegou a falar, fez apenas o gesto suficiente para que se percebesse que tinha uma arma dentro do blusão. Saiu a tremer. «Só pensava: Meu Deus! Desgracei a minha vida por 380 euros».


Desorientado, foi a pé até à Pastelaria Suíça, no Rossio, e deitou fora o blusão na casa de banho. O dinheiro gastou-o logo a seguir «na farmácia, no Pingo Doce e para pagar o quarto».


Augusto sentia que, aos 47 anos, tinha chegado ao fundo do poço. Desempregado desde 2007, sem família e com a mulher gravemente doente, o antigo segurança do Continente da Amadora nunca tinha pensado entrar numa vida de crime. «Chegámos a ter casa própria, em Ferreira do Alentejo, mas o trabalho como restaurador de arte sacra deixou de aparecer e resolvemos vir para Lisboa. Comprámos uma casa no Cacém».


A busca de uma vida melhor começou numa altura em que o crédito à habitação não passava dos 300 euros por mês. «Nos últimos tempos já pagávamos 600 euros». O cartão de crédito e empréstimos à Cofidis ajudaram a agravar a situação. «Quando a empresa onde trabalhava foi comprada e despediram todos os que tinham mais de 40 anos, deixei de conseguir pagar as contas».


Com a casa perdida para o banco, não restou outra alternativa que não morar num quarto arrendado. Mas os 250 euros de renda, que se juntam «a quase 200 euros por mês na farmácia», começaram a ser um preço demasiado alto para a reforma por invalidez de Margarida, que trabalhava como auxiliar de educação numa escola. «Como parte está penhorada para as dívidas, recebemos pouco mais de 400 euros».


Deixou para trás cinco mil euros


Nove meses depois do primeiro assalto, Augusto Costa repetiu a receita. Desta vez, no Banif da avenida Almirante Reis. Saiu de lá com 950 euros e um peso na consciência que não o deixava dormir.


«Não aguentei e fui entregar-me à Polícia Judiciária». Augusto teve dificuldade em convencer os agentes de que a história era verdadeira e, quando chegaram as imagens da videovigilância, ainda foi motivo de riso: «Então, vai roubar e deixa o bolo maior para trás?». No vídeo, via-se um assaltante nervoso, a sair do banco enquanto um bancário assustado punha um maço de cinco mil euros no balcão.


«Quando o apanhei no primeiro interrogatório, ele só pedia para ir preso», conta a advogada oficiosa Ana Rute Monteiro, impressionada com a «situação desesperada» de Augusto e Margarida.


Relutante, o juiz só aplicou a pena de prisão preventiva depois de Augusto soltar a ameaça: «Se não me prender, saio daqui e roubo outro». Os seis meses seguintes foram piores do que estava à espera. «Na prisão vê-se de tudo. É muito duro». Cá fora, Margarida desesperava. «Estava sozinha e sem saber o que fazer». Tentou matar-se por duas vezes, esteve internada seis vezes no Júlio de Matos, com uma depressão profunda. «Tentei ajudar e consegui que a Misericórdia lhe fosse entregar uma refeição por dia ao quarto onde vive, mas ela está doente e deprimida», conta a advogada.


A confissão de Augusto valeu-lhe uma pena suspensa de cinco anos. Mas o futuro continua incerto. Deitada na cama do quarto que partilha com o marido desde que ele saiu da cadeia, na passada sexta-feira, Margarida não esconde as dores: «Já me estou a automedicar. Alterei as doses porque não tenho dinheiro para comprar os remédios todos».


A saúde de Augusto também não ajuda: sofre de Crohn, uma doença crónica inflamatória intestinal que o levou a ser operado duas vezes durante os seis meses em que esteve preso. «Isto agrava-se com os nervos. E a primeira operação não correu nada bem». O resultado foi uma colostomia (um saco ligado aos intestinos para onde lhe saem as fezes) que quase não o deixa andar.


Apesar disso, na segunda-feira atravessou a cidade a pé para ir ao Centro de Reinserção Social à procura de ajuda. «Disseram-me que, para receber o rendimento mínimo, tenho de me inscrever no Centro de Emprego e ir à Junta de Freguesia». Sem ter como pagar o transporte, Augusto terá de fazer o percurso a pé. «Neste estado de saúde e à espera de uma operação, para que é que me vou inscrever no Centro de Emprego?» - diz, desanimado.


O desespero volta a estampar-se-lhe na face. Esta semana, Augusto e Margarida partilharam todos os dias a sopa e o prato que a Misericórdia entrega à hora de almoço. Mas no dia em que regressou da prisão, a senhoria - que já tinha aumentado a renda para 350 euros - anunciou que terão de se ir embora até ao fim do mês.«Doentes e sem dinheiro, como é que vamos fazer, se ainda pode demorar dois meses até vir o rendimento mínimo?»"


Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4439


*texto gentilmente dado a conhecer pelo colega Bruno L. Rodrigues