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19.8.14

Fórum Participativo: "A crise e o desemprego" (Lagoa)

Mais informações:
Dionisia Pedro - EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza (Núcleo Distrital de Faro)
Rua D.Jerónimo Osório No,5, 2o,Dto. 8000-307 Faro
tel 289 802 660 fax 289 802 662
n.faro@eapn.pt | www.eapn.pt

18.6.14

Conferência “Problemas Sociais Complexos: Desafios e Respostas” (Lisboa)




DATA: 
11 e 12 de Julho 


LOCAL:
Aud. 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
A crescente diversificação dos problemas sociais, bem como a sua complexificação, coloca novos desafios. Problemas sociais complexos, como o desemprego, a pobreza extrema, a exclusão social, os maus-tratos a crianças e jovens, o isolamento dos idosos, territórios vulneráveis, ou, noutra esfera, a segurança nacional, as alterações climáticas, o cluster do mar ou a gestão das cidades, persistem perante uma evidente dificuldade das instituições públicas e privadas se concertarem em torno de respostas sociais adequadas.

Como responder a estes desafios? Que soluções? Que caminhos? Como pode a Administração Pública responder a este novo contexto? E as instituições da Sociedade civil? Como ir além das respostas clássicas e tantas vezes inadequadas?


Mais informações e Inscrição na Conferência aqui.

19.5.14

Reflexão de notícias # 47


Ministério da Insegurança Social

Crónica de João Bonifácio

"Não sei se já vos disse, mas tive duas avós — e uma chegou a ministra. 
Da avó paterna, nascida em berço de oiro, consta que era uma santa. Tinha os seus pobres, que alimentava e vestia, dizendo: “Temos de os ajudar, que sem nós esta gente morre de fome”. Ao contrário dos restantes Bonifácios — que admiravam o dito — até hoje sinto um arrepio quando me contam esta história. A materna, nascida em berço de palha, trabalhou desde catraia, levando leite aos trabalhadores das obras, descalça, e matou porcos para sobreviver. Semi-letrada, Dona Arminda tinha as suas ideias. Na década de 80 determinou que “Os drógádos era pô-los a limpar mato”, o que me pareceu descabido.
A medida estendia-se aos bêbedos, aos presos e às vadias: tudo que não fosse pai ou mãe de família temente a Deus devia acartar pasto. Por ilimitado que o meu amor por dona Arminda seja, nunca imaginei que chegasse a ministra. Percebi a sua ascensão esta semana, quando li que “o governo vai colocar os desempregados e os beneficiários do Rendimento Social de Inserção a limpar e vigiar as florestas do País”. Só podiam estar a falar da minha avó.
Hoje, como nos anos 80, estou em desacordo com ela: em que é que pôr desempregados a limpar matas melhora o país? O subsídio de desemprego começou a ser usado com a revolução industrial, quando a população deixou as terras para procurar emprego nas fábricas, tornando-se dependente, já não do que cultivava, mas das fábricas. Quando muita gente se encontrava sem emprego — e sem subsídio — a violência e os roubos aumentavam: sem protecção no desemprego a sociedade caía na barbárie. Em Portugal tentou-se criar um subsídio de desemprego nos anos 30, mas só com o 25 de Abril é que a prática se institucionalizou, tal como o salário mínimo, a proibição de despedimento sem justa causa, etc. Em suma: civilização.
No modelo português, o desempregado — durante o período de subsídio — pode tanto dedicar-se a plantar hortênsias como a fazer um curso de web design ou o que seja que ache que lhe trará melhores condições de vida. Agora não: o desempregado andará a catar mato pelas florestas deste país, forma de pagar o dinheiro que custa a todos nós, trabalhadores férreos que não deixamos as nossas empresas ir ao charco. Mas se é pelo dinheiro que custam, então pergunto: o senhor do Pingo Doce, ao radicar a sua sede na Holanda, não leva balúrdios para fora do país? É certo que não fez nada de ilegal, mas os desempregados também não e vão acartar pasto na mesma. Os alunos das escolas privadas (que são subsidiadas) não nos custam dinheiro? E a tropa cavaquista, que com o seu carnaval nos bancos nos empurrou para este buraco, não nos deve nada? Anseio por ver Dias Loureiro sair do campo de golfe, enfiar-se no mato e apagar um fogo com o seu sapatinho branco.
A medida só pode ter dois propósitos: ou fazer com que os malandros dos desempregados se tornem altamente empreendedores e inventem empregos para se verem livres da sua novel tarefa; ou humilhá-los — por serem desempregados. Não é como se regressássemos a 1930 — é pior: é tratar os desempregados como leprosos sociais, porque nos custam dinheiro. É criar entre todos os que ainda têm emprego um clima de medo que os levará a aceitar tudo (reduções de salários, horários aumentados) para não terem de ir para a mata.
Durante anos li o Dr Pulido Valente a dizer que a ditadura portuguesa não fora fascista, antes proto-fascista. Nunca percebi o que era isso do proto-fascismo. Agora percebo. Parabéns à minha avó. "

Fonte: P3 Público

5.3.14

Divulgação de Projectos # 28

WelcomeHome

A WelcomeHome é uma associação portuguesa que nasceu de uma incubadora de empresas da Universidade Católica do Porto e tem como principal objetivo ajudar pessoas em situação de sem-abrigo a saírem da rua e a conseguirem emprego.

Para isso, desenvolveu um projeto que dá formação a sem-abrigo e os transforma em guias turísticos do Porto, usando o profundo conhecimento que têm da cidade.

A ideia valeu-lhes um lugar entre os 30 semifinalistas do European Social Innovation Competition. O concurso premeia soluções inovadoras para combater o desemprego e melhorar as condições de trabalho na União Europeia. 

Nos próximos cinco anos, a WelcomeHome espera desenvolver mais projetos de empregabilidade que ajudem os sem-abrigo a criarem um projeto de vida.


Mais informações em:
WelcomeHome (site e facebook)


26.3.13

12.º Congresso CAIS (Lisboa)



Sustentabilidade e Cidadania: Por uma mais digna e segura mobilidade humana

As pesadíssimas medidas de austeridade a que se vai submetendo o país, raramente se fazem acompanhar do rumo inscrito nos programas de governo. Ainda que os discursos de quem exerce o poder político os conheçam e pressuponham, a verdade é que para a grande maioria do público, um propósito político para Portugal não é uma construção que se veja realmente a acontecer.

Em 2007, antes da crise, 85 milhões de pessoas viviam em risco de pobreza na EU. Destas, 19 milhões eram crianças. Em 2009 o número total já estava em 115 milhões, mais 30 milhões que em 2007, um aumento que atingiu sobretudo a classe média europeia e o correspondente a 23,1% da população total. Em Portugal, em 2010, 24,4% da população estava em risco de pobreza ou exclusão social. O risco foi sempre maior entre pessoas desempregadas (36% do total), mas a percentagem aumentava entre a população empregada, estando 10,3% do total, em 2010, em risco de pobreza.

Face a estes dados, a EU decidiu retirar da pobreza 20 milhões de pessoas até 2020, através de uma maior aposta na criação de emprego e qualificação de pessoas. No seu encalço, o Estado Português comprometeu-se em aumentar o emprego de pessoas entre os 20 e os 64 anos e em reduzir os 2,7 milhões de pessoas em risco de pobreza, em pelo menos 200 mil pessoas até 2020, através do combate às desigualdades sociais, da melhoria da eficácia e eficiência da protecção social e da promoção da economia e empreendedorismo social.

O Presidente da Comissão Europeia afirma no prefácio que introduz a Estratégia Europa 2020, que ainda que ambiciosos, estes objectivos são alcançáveis. Mas será que o são para Portugal, com uma eminente falência do Estado Social? E de que cidadania dispõem os portugueses e europeus? Que sacrifícios pessoais e colectivos estão os portugueses dispostos a fazer para tornar Portugal, até 2020, um país mais inteligente, sustentável e inclusivo, e por conseguinte menos pobre e desigual, económica, social e territorialmente.

A Associação CAIS e a Representação da Comissão Europeia em Portugal promovem o 12º Congresso CAIS sobre “Sustentabilidade e Cidadania: Por uma mais digna e segura mobilidade humana”. A Estratégia 2020 – Estado Social: Um Rumo Para Portugal e o Ano Europeu dos Cidadãos são o mote para um debate dinamizado por diversos oradores nacionais e estrangeiros.


11 de Abril de 2013
Programa

9.45h | Abertura

Director da Representação da Comissão Europeia em Portugal, Luís Sá Pessoa Presidente da CAIS, Américo Fernandes

10h-13h | PAINEL I. ESTRATÉGIA EUROPA 2020

Crescimento inteligente, sustentável e inclusivo
Comissão Europeia (a confirmar)

Moderação: Teresa Coutinho (Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal)

10.30h-11h Sustentabilidade verde e azul: que caminho para Portugal

J. Joanaz de Melo (GEOTA)

11h-11.30h

Coffee-Break

11.30h-12h Protecção Social: deveres sociais do Estado e sua sustentabilidade (a confirmar)

12h-12.30h Gestão e razão de ser da educação: o imperativo da cooperação

Alice Mendonça (Universidade da Madeira)
Debate

14h-18h | PAINEL II. ANO EUROPEU DOS CIDADÃOS

Cidadão Europeu: mobilidade e segurança
Comissão Europeia (a confirmar)

14.30h-16h | MESA REDONDA 1: Dignidade Humana e Cidadania

Sigurd StØren (Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega, Trondheim)
Moderação: Susana Pereira (ACEGIS)

Migração, desemprego e pobreza
André Jorge (Serviço Jesuíta aos Refugiados)
Teresa Maneca (CES, Lisboa)
Sandra Araújo (EAPN, Portugal)
Debate

16h-16.30h

Coffee-Break

16.30h-18h

MESA REDONDA 2: Cidadania e Economia de Comunhão
Carlo Tedde (Confederação de Cooperativas de Cagliari – Itália)
Moderação: Patrícia Boura (CASES)

Comunidade, organizações e empresas
Ben Fowkes (Delib, Reino Unido)
António Tavares (Santa Casa da Misericórdia do Porto)
Paula Guimarães (GRACE)
Debate

18h-18.30h | Conclusões – Recomendações

Artur Furtado (Representação da Comissão Europeia em Portugal)


Local: Representação da Comissão Europeia em Portugal
Largo Jean Monnet, 1, 10º andar

Inscrições limitadas até 7 de Abril
cristina.sousa@cais.pt | 21 836 90 00

Entrada Gratuita

25.10.12

Reflexão de noticias # 35

FMI: Aumento da pobreza tem mais a ver com desemprego que com austeridade


O aumento da pobreza em Portugal nos últimos anos está mais ligado ao desemprego que à austeridade, disse hoje o chefe de missão para Portugal do Fundo Monetário Internacional (FMI).


“A pobreza nos últimos anos é mais efeito do crescimento do desemprego que dos cortes na despesa e dos aumentos de impostos em si mesmos”, disse Abebe Selassie numa conferência de imprensa por telefone.

Selassie disse ainda que, durante a quinta revisão do memorando de entendimento, houve “muitas discussões” entre a ‘troika’ e o Governo para que os cortes fossem “o mais progressivos possível”.

“Tentámos seguir o conselho do Governo quanto às áreas onde se poderia cortar despesa sem sobrecarregar os mais pobres”, continuou o funcionário etíope do FMI.

Fonte: Público

Reflexão de notícias # 34


Casal desempregado vive debaixo da ponte há meio ano



"O meu sonho era passar o Natal num quartinho com casa de banho". Este é o desejo de Alexandra Ferreira, 35 anos, que, sem teto nem trabalho e o filho entregue a familiares, há seis meses vive com o companheiro, Luís Cunha, 42 anos, debaixo de uma ponte no rio Este, em Braga. "Esta é a minha casa. É o meu cantinho, que mantenho, dentro do possível, asseado", refere Luís, apontando os colchões, cinco cobertores, o garrafão de água, a vassoura e o pano que serve de resguardo.

Ali perto fica a Rua Frei Bartolomeu dos Mártires, umas das mais movimentadas de S. Victor. "De vez em quando acordamos com um camião ou outro. Mas ao menos aqui não chove", salienta Alexandra, que recorda que antes daquele pouso o casal foi corrido de outros abrigos pela Polícia Municipal e obrigada a deixar a sombra de uma árvore que ficou sem ramos.

Fonte: JN

11.9.12

Reflexão de notícias # 31

José, 28 anos, está em greve de fome até conseguir emprego

"Por um emprego e um futuro digno", o designer de comunicação de 28 anos está em greve de fome na rua de Santa Catarina, no Porto. Aos pais só falta “pedir uma família e filhos”


Está de cabeça baixa e com uma resma de papéis na mão, sentado num banco amarelo. José Eduardo Cardoso protesta contra a situação do país e contra a sua própria situação. “Por um emprego e um futuro digno”, está em greve de fome até conseguir um emprego ou até conseguir falar com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.

Cansou-se de enviar currículos e portefólios e não receber respostas, nem positivas nem negativas. Há alguns meses, decidiu criar o próprio emprego — o projecto “A Thousand Faces Starring Back at You” onde desenha uma caricatura por um euro —, mas mesmo assim não foi suficiente. É designer e ilustrador, já trabalhou em vários estúdios e integrou o colectivo Salão Cóboi.

Aos 28 anos, não quer depender mais dos pais. “Só lhes falta pedir uma família e filhos”, diz. “Tenho quase 30 anos e os meus pais pagaram-me a faculdade e o alojamento, não é justo.” Não informou a família da sua decisão, para evitar preocupações, mas acredita que por esta altura já devem saber. “Sei que me iam apoiar, apoiaram-me sempre, mas iam tentar demover-me, claro.” 

Na rua de Santa Catarina, no Porto, o designer de comunicação, licenciado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, vai manter-se em greve de fome. José Eduardo quer que algo mude “ou, pelo menos, ficar com a consciência tranquila”. “Até à semana passada não tinha coragem para tomar esta decisão”, conta, mas depois de um fim-de-semana em família em que as conversas à mesa se centraram nas dificuldades do país, avançou. “Custa-me ver os meus pais assim, a culpa desta situação não é deles.” A comunicação ao país do primeiro-ministro, na última sexta-feira, foi o “empurrão” de que precisava.

Estipulou consigo mesmo que ia estar em Santa Catarina, em frente a uma conhecida confeitaria, das nove da manhã às sete da tarde, até porque continua a ter alguns — poucos — compromissos profissionais. Se um destes dias chegar a casa e tiver uma resposta positiva no e-mail ou receber um telefonema, dá por terminado o protesto que diz ser “completamente pacífico” e que espera ser breve.

Coragem para decisões certas precisa-se
José Eduardo Cardoso continua a trabalhar como freelancer, numa destas três situações: “uns não pagam, outros pagam passado meio ano e outros, ainda, pagam um terço do valor justo”. Já se viu obrigado a mentir quanto às suas qualificações, já se inscreveu em agências de trabalho temporário e no centro de emprego, sem frutos.

Ainda não pensou a sério em emigrar. Acha que não tem de deixar tudo para trás só porque um grupo de pessoas tomou decisões erradas. Concorreu a vários lugares no estrangeiro, mas as respostas também não chegaram.

Na rua, onde está há um dia só com uma garrafa de água com açúcar como alimento, já ouviu de tudo. “As pessoas que param para dar apoio são aquelas que têm consciência que as coisas estão erradas. As outras, que me ignoram, também ignoram o resto”, considera. Há as que já o conhecem e que partilham histórias de filhos, primos ou conhecidos em situações precárias, desempregados.

“Gostava que as pessoas responsáveis por esta situação tivessem metade da coragem que eu, a minha família e milhares de outras pessoas têm para poderem tomar decisões acertadas. Porque uma decisão errada não só é produto de inconsciência como também de cobardia”, reflecte. “Peço ao doutor Passos Coelho, como representante dessas pessoas, que esqueça a sua agenda preenchida com decisões erradas, que tenha a coragem e o bom senso de me pedir para parar com isto pessoalmente.”

Fonte: Público

*sublinhado meu.

12.5.12

"A criação de emprego na área social"


No âmbito das comemorações do Dia do Assistente Social, o NSS promove uma conferência relacionada com a Criação de Emprego na Área Social. Num contexto socioeconómico cada vez mais precário, não podes perder esta oportunidade. Ainda sem local determinado!

10.5.12

Divulgação de Projectos # 19




Para lá de números ou estatís­ti­cas, é de pes­soas que falamos quando o assunto é o desem­prego.
Com iní­cio no dia 1 de Maio, este pro­jecto fotográ­fico com a duração de 365 dias tem o objec­tivo de mostrar 365 ros­tos. Com dig­nidade. Uma pes­soa por dia. Estas são algu­mas das caras reais do desem­prego em Por­tu­gal.
Um projeto foto-jornalístico muito pertinente, porque de facto os problemas sociais têm um rosto, uma história de vida e singularidades que não surgem nas estatísticas!

Conhecer os Rostos do Desemprego aqui.

24.11.11

Workshop: O Impacto Social e Psicológico da Crise

Realiza-se dia 15 de Dezembro, na Junta de Freguesia de Santa Marinha, (R. Cândido dos Reis, 545 – Vila Nova de Gaia) o workshop “O Impacto Social e Psicológico da Crise”.

Este Workshop é destinado a todos os interventores sociais e ao público em geral interessado pelas temáticas abordadas, entre as quais:
  • “Desemprego: um flagelo da sociedade: Que intervenções”,
  • “Saúde em Crise”
  • “Empreendedorismo e Inovação Social”.

A iniciativa é de entrada gratuita, mas inscrição obrigatória. A inscrição deve ser remetida até 9 de Dezembro via
gip@cvporto.org

Mais informações:
Gabinete de Inserção Profissional da Cruz Vermelha Portuguesa (Delegação do Porto)
telf: 223747240/2
gip@cvporto.org

30.10.11

Um ano na crise... II

Já aqui tinha falado desta iniciativa do PÚBLICO. 8 meses depois, como estarão estas famílias a viver a crise? Para acompanhar aqui.

30.9.11

Divulgação de Projectos # 7

Programa de Desenvolvimento Comunitário Urbano - K'CIDADE



Os desafios que hoje se colocam em matéria de desemprego, pobreza e exclusão social apresentam matizes diferentes no espaço europeu, nos espaços nacionais e, em cada local, estes problemas ganham uma expressão própria, conduzindo a diferentes formas de intervenção. A parceria e a participação comunitária surgem como chave do desenvolvimento sustentável e bem sucedido, que só é alcançado quando o processo de desenvolvimento pertence à própria comunidade local, ainda que alimentado por recursos exógenos.


Para ler mais sobre o projecto aqui.

10.7.11

As 129 profissões estratégicas da próxima década

As 129 profissões estratégicas da próxima década. Sabe quais são?




Tirador de cortiça, preparador de sumos, técnico de dinamização de redes sociais, maquinista de comboios ou operador de call center. Estas estão entre as 129 profissões que foram definidas como estratégicas para o País, com o objectivo de promover a requalificação de desempregados. A lista consta do relatório preliminar elaborado do grupo de trabalho criado para o efeito, composto por representantes dos parceiros sociais, do IEFP, da Agência Nacional para a Qualificação e do gabinete de planeamento do Ministério da Economia.

O grupo de trabalho concentrou-se nas profissões com potencial de expansão e que, simultaneamente, possam ser ocupadas por pessoas com o ensino secundário e pós-secundário. A escolha baseia-se em estudos que projectam uma criação líquida de 495 mil postos de trabalho, em 2020, em sectores como o turismo, a construção os transportes ou a energia.

É nesta lista que se baseará a requalificação de 20 mil desempregados, de acordo com o objectivo previsto no acordo tripartido assinado em Março.

A lista deverá orientar os programas de formação profissional já a partir do segundo semestre deste ano e servir de base à reformulação do Catálogo Nacional de Qualificações, que deverá incluir cerca de 60 novas profissões.

Saiba quais são:

Turismo

Técnico de gestão de canais online

Técnico de gestão de reputação online

Técnico de marketing digital

Recepcionista

Técnico de vinhos / escanção

Operador de manutenção hoteleira

Técnico de gestão de restauração e bebidas

Operador de manutenção em campo de golfe

Técnico especialista de gestão de turismo

Operador online de agência de viagens

Técnico de turismo

Técnico gestor de produto turístico

Técnico de organização de eventos

Promotor de turismo

Técnico gestor de acompanhamento em saúde

Técnico de saúde e reabilitação (Wellness)



Energia e Ambiente

Técnico instalador de sistemas solares térmicos

Técnico especialista em energias renováveis

Técnico de gás

Técnico instalador de sistemas solares fotovoltaicos

Técnico instalador de sistemas eólicos

Técnicos instalador de sistemas de bioenergiaTécnico de instalações eléctricas

Técnico de redes de BT e MT

Electricista de instalações

Técnico de jardinagem e espaços verdes

Técnicos de Rega

Técnico de gestão de resíduos perigosos

Operador de sistemas de tratamento de resíduos sólidos

Electromecânico de refrigeração e climatização

Técnico de refrigeração e climatização

Técnico de verificação da qualidade do ar

Técnico de acústica



Mobilidade e Transportes

Técnico de transportes

Operador de tráfego

Operador de armazenagem

Técnico de electrónica e telecomunicações

Técnico de logística

Operador de equipamentos / manobrador

Motorista de veículos pesados de mercadorias

Coordenador de transporte ferroviário

Maquinista de comboios

Operador de sistemas de transporte

Técnico de manutenção de aeronaves

Técnico de Operações Aeroportuárias

Técnico de socorros e emergência de aeródromo

Técnico de preparação, planeamento e contas

Técnico de socorros e emergência de aeródromo

Técnico de preparação, planeamento e compras



Saúde

Técnicos e assistentes farmacêuticos

Assistente familiar e de apoio à comunidade

Técnico auxiliar de acção médica

Tecnologias de informação, comunicação e electrónica

Técnico de electrónica médica

Técnico especialista de gestão de redes e sistemas informáticos

Técnico especialista em telecomunicações e redes

Técnico especialista em telecomunicações e sistemas

Técnico de apoio ao Desenvolvimento Industrial e Competitividade

Técnico especialista em organização e gestão industrial

Mecânico reparador de equipamentos electrónicos

Instalador e reparador de tecnologias de informação e comunicação


Têxteis, vestuário, calçado e ourivesaria

Técnico de materiais têxteis / tecnologia

Controlador de qualidade do produto têxtil

Gestão do produto, de encomendas e fornecimentos

Técnico de design têxtil e moda

Técnico de tecelagem


Comércio e Serviços

Técnico de dinamização de redes sociais

Técnico de apoio à comunicação com o cliente

Animador sociocultural


Operadores de recolha de informação

Técnico de comércio internacional e de prospecção de mercado

Técnico comercial

Técnico de vitrinismo

Técnico de merchandising

Técnico de vendas

Técnico de marketing

Técnico de comércio electrónico

Operador de contact ou call center

Esteticista / Cosmetologista



Agricultura e agro-alimentar

Agricultor biológico

Apicultor

Controlador de qualidade dos produtos agrícolas

Agricultor (floricultor, fruticultor, horticultor)

Operador agrícola

Operador de máquinas agrícolas

Operador agro-pecuário

Técnico de controlo de qualidade alimentar

Técnico / consultor florestal - assistência e apoio técnico

Técnico de manutenção de máquinas e equipamento agrícola

Trabalhador de estufa qualificado

Tirador de cortiça

Operador florestal

Técnico / consultor florestal - assistência e apoio técnico

Sapador florestal

Operador fabril

Técnico de produção

Formulador / Preparador de sumos

Operador qualificado

Controlador de sanidade industrial


Construção

Canalizador

Assentador de refractários

Trabalhador qualificado em isolamentos acústicos e térmicos

Montador de tubagens

Electromecânico de electrodomésticos

Condutor manobrador de equipamentos de movimentação de terras

Pedreiro

Mobiliário e Madeira

Operador de transformação da cortiça

operador de transformação de cortiça

Metalurgia e metalomecânica

Técnico de desenho de construções metalomecânicas

Técnico especialista em Projecto Construções Metalomecânicas

Técnico preparador de trabalho

Serralheiro mecânico; Moldes, cunhos e cortantes

Técnico de maquinação e programação CNC

Técnico de manutenção industrial de metalúrgica e metalomecânica

Soldador

Técnico especialista em Gestão da Produção (supervisor da produção)

Electromecânico de manutenção industrial

Técnico de manutenção industrial de metalúrgica e metalomecânica


Profissões transversais aos sectores

Técnico de segurança e saúde no trabalho

Técnico de relações laborais

Técnico de qualidade

Técnico de manutenção e reparação de instalações



Fonte: Negócios Online

11.6.11

Reflexão Notícias # 15 (Abandono Escolar)

Preocupante:



Alunos abandonam escola obrigatória por dificuldades financeiras







Um pouco por todo o país, há alunos a abandonar a escola por causa das dificuldades financeiras da família. Uns fazem-no para ajudar os pais, outros simplesmente porque deixaram de ter dinheiro para estudar.





No agrupamento de Escolas da Cruz de Pau, no Seixal, há mais mesas vazias nas salas de aula desde o final do segundo período.



“Este ano tenho recebido várias anulações de matrículas: dez, até agora. São de alunos do 9º ano ou com mais de 15 anos. Três delas tenho a certeza de que foram feitas por questões económicas, porque os alunos falaram comigo”, conta o director do agrupamento, Nuno Adeganha.



Os casos detectados aconteceram na escola do 2.º e 3.º ciclos, frequentada por cerca de 870 estudantes e “inserida num contexto económico frágil”.



Na perspectiva do representante dos encarregados de educação do distrito, o cenário não é tão delicado como Nuno Adeganha o descreve. António Amaral, presidente da Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais, afirma que “o abandono escolar está ao nível do ano passado” e considera que existem no distrito apenas casos “pontuais”.

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) discorda e diz que o fenómeno acontece um pouco por todo o país. Manuel Pereira, presidente da ANDE, lembra que algumas famílias em situação limite vêem nos filhos uma fonte de rendimento extra: “Sei que há miúdos que estão a apoiar as famílias”, diz.

Pessoalmente, Manuel Pereira conhece apenas um caso: “Um aluno meu que frequentava um curso de formação e o pai tirou-o da escola para ir trabalhar”, revela.

Já o presidente do Conselho de Escolas, Manuel Esperança, diz que há regiões onde o trabalho sazonal tem forte impacto, “nomeadamente no Algarve, onde os alunos deixam a escola para ir trabalhar”. O responsável conta à Lusa que o início da época balnear é sinónimo de salas de aulas mais vazias.

Há alguns anos “a taxa de abandono escolar em algumas escolas era surpreendente: era vê-los sair para ir trabalhar nas praias, nos bares e cafés”, recorda.

Também neste sentido, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Albino Almeida, admite “situações pontuais” em zonas com produção de calçado e vestuário, que nesta altura do ano “precisam de mais trabalhadores para acabar as encomendas a tempo de irem de férias”.

Mas não considera generalizado o fenómeno do abandono escolar em prol da economia familiar. Até porque, defende, “o mercado não tem capacidade para absorver este tipo de mão-de-obra tão jovem e tão pouco qualificada”.

Actualmente, os alunos só precisam de ter o 9º ano ou 15 anos para poderem abandonar a escola. A partir de Setembro, o ensino obrigatório estende-se a 12 anos. Este domingo comemora-se o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.



No entanto, sublinha Nuno Adeganha, os alunos que têm anulado as matrículas “não são dos bairros mais problemáticos. Pertencem à classe média baixa, são de famílias que de um momento para o outro deixaram de ter dinheiro para pagar coisas elementares. Dois dos casos são de famílias mono parentais, o outro é de uma família em que os pais ficaram desempregados”, explica."



Fonte: Público 11/Jun/2011

10.3.11

Um ano na crise... I


Durante um ano, o PÚBLICO vai acompanhar os reflexos da crise na vida de cinco famílias, de norte a sul do país.

Através de relatos na primeira pessoa, textos jornalísticos, dados estatísticos e contribuições dos leitores, “Um ano na crise” pretende ser um retrato do país, num dos seus piores momentos económicos.



22.2.11

Protesto Geração à Rasca

Biblioteca # 12


Quero um Emprego!!!


Ano de edição: 2010
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789896163945
Preço: 10,80 € - COMPRAR

Sinopse
Numa altura em que o desemprego em Portugal atingiu níveis históricos e há cada vez mais pessoas com dificuldades em entrar no mercado de trabalho, é fundamental perceber os passos a seguir para conseguir um emprego ou melhorar as condições de trabalho.

Este livro, concebido a pensar na realidade nacional, escrito por jornalistas de economia do Público e do Jornal de Negócios, com a contribuição de mais de duas dezenas de especialistas e repleto de casos reais, apresenta-se como uma ferramenta de apoio a quem procura o primeiro emprego, a quem tem emprego e quer melhorar ou mudar e a quem ficou desempregado e quer voltar a trabalhar.

A obra, prática e informativa, com uma escrita dinâmica, aborda a questão do emprego com a seriedade e a atenção que o assunto merece. Não existem fórmulas mágicas para este problema. O que aqui se relata são factos. Cabe ao leitor percorrer o seu próprio caminho.