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25.10.13

Time Out... Solidão


Solidão




Esta série documental de vídeos tem como objectivo fazer-nos refletir, pensar sobre o tipo de sociedade em que vivemos, para onde caminha o mundo que estamos a construir. Pensar se respeitamos suficientemente os nossos idosos, se os fazemos sentirem-se úteis, se queremos aprender com eles o que não podemos aprender com mais ninguém e em mais lado nenhum.
Um dia, também eles foram jovens. Um dia, também nós seremos velhos. 

Written, directed, photography: Pedro Neves
Produced by Red Desert



3.1.12

Desamarras: Os Rostos do Rendimento Social de Inserção do Porto


Um projecto realizado e produzido por João Carlos Louçã, Nuno Moniz e Ricardo Sá Ferreira

3.11.11

The End of Poverty?

Um documentário muito interessante que explica como a crise actual se deve a políticas desajustadas que se têm vindo a tomar em muitos anos:





The Endof the Poverty? é um documentário ousado, instigante e muito oportuno realizado pelo premiado cineasta, Philippe Diaz. Este documentário revela que a pobreza não é um acidente. Tudo começou com a conquista militar, a escravidão e a colonização, que resultaram na apreensão de terras, minerais e trabalho forçado. Hoje, a pobreza global atingiu novos níveis devido a políticas comerciais injustas, dívidas e impostos - por outras palavras, pelo aproveitamento dos países ricos: exploram as fraquezas dos pobres, os países em desenvolvimento.


The End of Poverty? questiona como 20% da população do planeta utiliza 80% de seus recursos e consome 30% a mais do que o planeta pode regenerar.



Mais informações em: http://www.theendofpoverty.com/

30.10.11

Um ano na crise... II

aqui tinha falado desta iniciativa do PÚBLICO. 8 meses depois, como estarão estas famílias a viver a crise? Para acompanhar aqui.

21.4.11

Um dia no bairro da Pasteleira...



Um olhar ao problema do estigma social na sociedade portuguesa associado aos bairros sociais. Um dia no bairro da Pasteleira, no Porto.

10.3.11

Um ano na crise... I


Durante um ano, o PÚBLICO vai acompanhar os reflexos da crise na vida de cinco famílias, de norte a sul do país.

Através de relatos na primeira pessoa, textos jornalísticos, dados estatísticos e contribuições dos leitores, “Um ano na crise” pretende ser um retrato do país, num dos seus piores momentos económicos.



3.11.10

Desencontros... de Pedro Neves

"O passado é difícil. Vive-se o presente com as dificuldades do dia-a-dia e não se sabe o que esperar de um futuro, cada vez mais negro, para quem já
tem dificuldades. Há a casa, a comida, o trabalho. Tudo é posto em causa.
Por causa da crise, dizem. E dizem-no a quem vive em crise desde que se
lembra."

31.8.10

"Cinema de Bairro"



Um documentário realizado por jovens moradores de bairros sociais de todo o país. Um olhar inocente, cúmplice e real. Histórias de um dia-a-dia desconhecido.

No âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, a Fundação INATEL produziu o projecto sociocultural “Cinema de Bairro”, com o apoio do Instituto da Segurança Social. Em parceria com entidades locais, cinco realizadores/formadores da área do cinema documental juntaram-se a jovens moradores de bairros sociais do país. Filmar histórias reais foi o motivo do encontro.

25 jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 22 anos e moradores nos bairros de Mataduços (Guimarães), Bairro da Rosa (Coimbra), Casal da Mira (Amadora), Bairros I e II (Beja) e Bairro da Rua da Armona e das Panteras Cor-de-Rosa (Olhão), romperam a rotina, nem sempre fácil, e abraçaram a experiência do cinema. Conduzidos pelos cineastas João Pinto Nogueira, Leonor Areal, Pedro Sena Nunes, Rui Simões e Marta Pessoa, o processo decorreu entre Março e Abril de 2010. Entre a introdução ao audiovisual e as filmagens das histórias apresentadas pelos jovens, nasceram novos pontos de vista dos bairros sociais portugueses.

Pontuado por experiências negativas e positivas, “Cinema de Bairro” tenta mostrar o outro lado de viver num bairro social. Quebrando preconceitos vivenciados pelos seus intervenientes, mas também demonstrando diversos aspectos positivos de viver num espaço raramente integrado e muitas vezes desconhecido, encontraram-se energias e sinergias que, por vezes, conscientemente são esquecidas. No final resulta uma longa-metragem documental com características muito próprias onde se descrevem histórias e ambientes com os quais os jovens envolvidos crescem, identificam-se…mas têm força para mudar.

O Projecto “Cinema de Bairro” resulta de um Protocolo em boa hora assinado entre o Instituto da Segurança Social, I.P e a Fundação INATEL no âmbito das acções de divulgação do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social. O objectivo de dar voz e imagem a jovens residentes em territórios urbanos onde a exclusão social é uma realidade vivida no quotidiano é neste Projecto conseguido de forma muito feliz através do recurso a técnicas cinematográficas que lhes permitem descrever, na primeira pessoa, as formas, cores e sons da realidade vivida nos seus bairros.

Edmundo Martinho
Coordenador Nacional do AECPES 2010

24.8.10

Iniciativa RTP 2...



Preconceito, racismo, julgar, solidão, educação, maus tratos, música, bairro, crioulo. Nove palavras soltas, tantas quantos os jovens/futuros realizadores. Descrevem as suas realidades (os seus problemas), vividas em bairros sociais às portas de Lisboa, no terceiro workshop da série B.I., gravada em bairros sociais: Setúbal, Coimbra, Loures e Vila do Bispo. Os melhores têm direito a transmissão na RTP2.

Os protagonistas/argumentistas/realizadores têm entre 16 e 23 anos, são portugueses ou naturais dos PALOP (Países Africanos de Língua Portuguesa), mas têm todos raízes africanas. Vieram da Quinta do Mocho, do Catujal, do Zambujal, da Quinta da Fonte, para se encontrarem na Apelação, Loures. Contrariando, até, rivalidades entres os bairros.

"O facto de o workshop ser na Apelação impediu que muita gente participasse", comenta Filipa Reis, uma das realizadores da série. O outro é João Miller Guerra. Ainda, assim, tiveram muitos candidatos e acabaram por seleccionar nove, quando o limite era de oito por cada bairro. "Para as raparigas é mais fácil; não temos problemas com ninguém, a rivalidade é entre rapazes", explica Vânia Gomes, 20 anos, originária da Guiné-Bissau. Vive em Londres, onde estuda "business", mas passa mais tempo em Portugal, mais propriamente na Quinta da Fonte, onde reside, em Portugal. "Sou viciada nisto, em Inglaterra até dizem que vivo aqui e faço férias lá", ri-se.

Vânia vai acompanhar um dos grupos locais. "São jovens que tinham atitudes marginais, mas reflectiram e tomaram um bom rumo", conta. Eram os Chocolat Gang e agora são os Quebrada 55, localização do prédio onde se encontram e ensaiam. Não será a única curta-metragem sobre as músicas que se fazem nos bairros. Arlindo Amado, 18 anos, pertence ao grupo rap- -crioulo Soldiers RDM (rapazes do micro) e quer contar como se formou esta banda do Zambujal. E Paulo Amadeu, 17 anos, desvendará a Nova Geração Kuduru, da Quinta do Mocho. O Tiago Pereira, 19 anos, também faz parte dos Soldiers RDM, mas como o tema estava esgotado, optou por descobrir as origens locais: História do Meu Bairro.

Antes que comecem as filmagens é preciso conhecer bem o equipamento e afinar pormenores, como pedir autorizações para as filmagens em locais públicos e garantir que as personagens principais estejam disponíveis. "Como é que se posiciona o perche (pé com o microfone)? Desses dois, qual é o melhor? E se tropeçar?", são algumas das perguntas. Constituídas as equipas (realizador, fotógrafo, perchista e produtor), é a hora de acção.

O Iuri Policarpo, 20 anos, filma as relações amorosas de um jovem casal, as dificuldades de uma rapariga branca por namorar um rapaz negro. Os pais não aceitam de maneira nenhuma. Um preconceito que Iuri sente por namorar uma caucasiana. E os pais dele aceitam a namorada branca? "A minha mãe aceita muito bem, o meu pai pergunta sempre se não arranjo uma rapariga preta, mas aceita", responde o jovem. Laura Ramos, 16 anos, filma a "má educação" de alguém que sente que pode ser malcriado para o outro só porque tem uma cor da pele diferente. Racismo que ela e a mãe já sentiram, mesmo quando fizerem uma boa acção.

A Daisy, 23 anos, de São Tomé e Príncipe, sofreu maus tratos em criança e quer alertar para o problema e "ajudar essas crianças". E Arcelindo Gomes, 18 anos, de Cabo Verde, está procupado com a solidão dos idosos. "Em Portugal, as pessoas mais velhas estão muito sós. Isso não acontece em Cabo Verde. Respeitamos mais o idoso", lamenta.

Não julgue o que não conhece é o título do filme de Ericson da Silva, 20 anos, nascido na Guiné-Bissau. "É sobre um rapaz que por ter uma certa aparência e viver num bairro social é julgado de forma diferente". Um tema que todos os outros jovens dizem compreender bem.

Uma semana que resulta em nove filmes de 25 minutos. Os três melhores farão parte da série B.I., bem como os melhores realizados em outros três bairros. "O tema de base é a pertença ou identidade. O que nos interessa é a visão deles sobre os temas que escolhem. É dar voz aos protagonistas", explica Filipa Reis.

Fonte: Diário de Notícias

2.7.10

Esta é a nossa rua...

A Avenida Almirante Reis em Lisboa é seguramente a artéria mais multicultural do país. A qualquer hora do dia ou da noite cruzamo-nos ali com chineses, africanos, indianos, paquistaneses, bangladechianos, brasileiros, europeus de leste ... e até portugueses. A diversidade não é apenas étnica mas também social: cá em baixo, na zona tradicionalmente mais popular, a avenida é pobre e degradada, habitada sobretudo por idosos e imigrantes e ensombrada pelo estigma do “Intendente” e da “sopa dos pobres”; depois, à medida que subimos em direcção ao Areeiro, a avenida vai ficando cada vez mais branca, larga e farta para acabar num bairro típíco da alta burguesia lisboeta. O documentário “Esta é a nossa rua” é uma viagem pelos muitos mundos que se cruzam nestes dois quilómetros e meio de Lisboa. Calcorreámos a avenida guiados por quem lá vive e trabalha, fomos descobrir o que os prende ali, os seus sonhos e desilusões, o que pensam do “outro” – o “outro” que mora mesmo ao lado, na Avenida.

A autoria e realização do documentário é da jornalista Margarida Metello*, a imagem é de Paulo Aleixo, a edição de Mário Rui Miranda e a produção de Ana Lucas.
* vencedora da 3.ª edição do prémio de jornalismo, direitos humanos e integração, 2010.