17.11.10

Seminário: Conta-me como foi!




« Após longos meses de trabalho intensivo, a segunda edição do projecto “de Mulher para Mulher”, promovido pela REDE Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, está na sua recta final. Deste modo, para encerrar este ciclo de desenvolvimento de competências, de construção de redes informais/formais, de partilha intra e inter-geracional, e de implementação de projectos de intervenção para a mudança, iremos realizar o Seminário Final do dMpM2, no próximo dia 27 de Novembro (sábado), entre as 09h30 e as 18h30, na Casa de Serralves, no Porto. Este Seminário pretende promover a reflexão em torno da participação das mulheres na tomada de decisão, do desenvolvimento de competências das jovens mulheres, da interculturalidade, do envolvimento de rapazes e homens nas questões da igualdade, e da importância de desenvolver acções positivas e de projectos de intervenção para a mudança.Este Seminário irá marcar igualmente uma data importante para a REDE: a celebração de 10 anos de existência e activismo

Contactos:
Avenida da Boavista, 292, 4º Trás 4050-113 Porto
Telem. 915674526
Telef. 226005225

SEMINÁRIO - Os desafios do Envelhecimento Activo (Porto)

Os desafios do Envelhecimento Activo: Inovar no presente e planear o futuro
23 de Novembro
Universidade Católica do Porto (Campus da Foz)

«Na Segunda Assembleia Mundial das Nações Unidas (2002) sobre o Envelhecimento apelou-se à inclusão da questão do “envelhecimento” nas Agendas Políticas e de Desenvolvimento, assim como nas Estratégias para a Erradicação da Pobreza e na procura da promoção da participação das pessoas idosas na economia global de todos os países, combatendo assim a sua marginalização crescente. Na actual conjuntura esta recomendação continua a ser um desafio para o qual a promoção do Envelhecimento Activo é um caminho na sua concretização. A partilha de conhecimento e experiências, a participação activa e efectiva das pessoas idosas, a promoção do trabalho em rede, assim como o lobby político são estratégias de acção que todos devemos seguir e implementar com vista a contribuir para um desenvolvimento pleno e digno de todas as pessoas.


Informações e Inscrições: Paula Cruz (paula.cruz@reapn.org / Tel. 225420800)»

Cine Conferência (Pedrouços)


16.11.10

Reflexão Notícias # 10 (Porque há casos em que o RSI é indispensável...)

"Augusto Costa saiu da Segurança Social com mais uma nega aos pedidos de ajuda. No bolso tinha as receitas para comprar os medicamentos para a esclerose múltipla da mulher e 1,5 euros. Foi quanto bastou para comprar numa loja chinesa um revólver de plástico.

Apesar do calor que fazia em Maio, vestiu um blusão e entrou no Montepio Geral da avenida da Liberdade, em Lisboa. Em cima do balcão, deixou um papel: «Isto é um assalto. Mantenha a calma. Ponha todo o dinheiro em cima do balcão, rápido».


Não chegou a falar, fez apenas o gesto suficiente para que se percebesse que tinha uma arma dentro do blusão. Saiu a tremer. «Só pensava: Meu Deus! Desgracei a minha vida por 380 euros».


Desorientado, foi a pé até à Pastelaria Suíça, no Rossio, e deitou fora o blusão na casa de banho. O dinheiro gastou-o logo a seguir «na farmácia, no Pingo Doce e para pagar o quarto».


Augusto sentia que, aos 47 anos, tinha chegado ao fundo do poço. Desempregado desde 2007, sem família e com a mulher gravemente doente, o antigo segurança do Continente da Amadora nunca tinha pensado entrar numa vida de crime. «Chegámos a ter casa própria, em Ferreira do Alentejo, mas o trabalho como restaurador de arte sacra deixou de aparecer e resolvemos vir para Lisboa. Comprámos uma casa no Cacém».


A busca de uma vida melhor começou numa altura em que o crédito à habitação não passava dos 300 euros por mês. «Nos últimos tempos já pagávamos 600 euros». O cartão de crédito e empréstimos à Cofidis ajudaram a agravar a situação. «Quando a empresa onde trabalhava foi comprada e despediram todos os que tinham mais de 40 anos, deixei de conseguir pagar as contas».


Com a casa perdida para o banco, não restou outra alternativa que não morar num quarto arrendado. Mas os 250 euros de renda, que se juntam «a quase 200 euros por mês na farmácia», começaram a ser um preço demasiado alto para a reforma por invalidez de Margarida, que trabalhava como auxiliar de educação numa escola. «Como parte está penhorada para as dívidas, recebemos pouco mais de 400 euros».


Deixou para trás cinco mil euros


Nove meses depois do primeiro assalto, Augusto Costa repetiu a receita. Desta vez, no Banif da avenida Almirante Reis. Saiu de lá com 950 euros e um peso na consciência que não o deixava dormir.


«Não aguentei e fui entregar-me à Polícia Judiciária». Augusto teve dificuldade em convencer os agentes de que a história era verdadeira e, quando chegaram as imagens da videovigilância, ainda foi motivo de riso: «Então, vai roubar e deixa o bolo maior para trás?». No vídeo, via-se um assaltante nervoso, a sair do banco enquanto um bancário assustado punha um maço de cinco mil euros no balcão.


«Quando o apanhei no primeiro interrogatório, ele só pedia para ir preso», conta a advogada oficiosa Ana Rute Monteiro, impressionada com a «situação desesperada» de Augusto e Margarida.


Relutante, o juiz só aplicou a pena de prisão preventiva depois de Augusto soltar a ameaça: «Se não me prender, saio daqui e roubo outro». Os seis meses seguintes foram piores do que estava à espera. «Na prisão vê-se de tudo. É muito duro». Cá fora, Margarida desesperava. «Estava sozinha e sem saber o que fazer». Tentou matar-se por duas vezes, esteve internada seis vezes no Júlio de Matos, com uma depressão profunda. «Tentei ajudar e consegui que a Misericórdia lhe fosse entregar uma refeição por dia ao quarto onde vive, mas ela está doente e deprimida», conta a advogada.


A confissão de Augusto valeu-lhe uma pena suspensa de cinco anos. Mas o futuro continua incerto. Deitada na cama do quarto que partilha com o marido desde que ele saiu da cadeia, na passada sexta-feira, Margarida não esconde as dores: «Já me estou a automedicar. Alterei as doses porque não tenho dinheiro para comprar os remédios todos».


A saúde de Augusto também não ajuda: sofre de Crohn, uma doença crónica inflamatória intestinal que o levou a ser operado duas vezes durante os seis meses em que esteve preso. «Isto agrava-se com os nervos. E a primeira operação não correu nada bem». O resultado foi uma colostomia (um saco ligado aos intestinos para onde lhe saem as fezes) que quase não o deixa andar.


Apesar disso, na segunda-feira atravessou a cidade a pé para ir ao Centro de Reinserção Social à procura de ajuda. «Disseram-me que, para receber o rendimento mínimo, tenho de me inscrever no Centro de Emprego e ir à Junta de Freguesia». Sem ter como pagar o transporte, Augusto terá de fazer o percurso a pé. «Neste estado de saúde e à espera de uma operação, para que é que me vou inscrever no Centro de Emprego?» - diz, desanimado.


O desespero volta a estampar-se-lhe na face. Esta semana, Augusto e Margarida partilharam todos os dias a sopa e o prato que a Misericórdia entrega à hora de almoço. Mas no dia em que regressou da prisão, a senhoria - que já tinha aumentado a renda para 350 euros - anunciou que terão de se ir embora até ao fim do mês.«Doentes e sem dinheiro, como é que vamos fazer, se ainda pode demorar dois meses até vir o rendimento mínimo?»"


Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4439


*texto gentilmente dado a conhecer pelo colega Bruno L. Rodrigues

15.11.10

Apresentação de livro

Apresentação do livro “Family Coaching – 36 desafios para pais extraordinários” na livraria FNAC, no NorteShopping, no dia 19 de Novembro, sexta-feira, pelas 19h.

* os meus parabéns à Ângela e à Sandra, com quem tive o privilégio de contactar!!!!

11.11.10

Semana Social (Gondomar)

«A Câmara Municipal de Gondomar, no âmbito do Programa “Rede Social” e integrado no Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social, promove uma Semana Social, subordinada ao tema “Pessoas Sem Rosto: Estratégias pela Inclusão” entre os dias 14 e 20 de Novembro de com o objectivo de promover o debate e a reflexão em torno de conceitos como a pobreza e a exclusão/inclusão social, deficiência, crianças em risco/perigo, violência doméstica, igualdade de género e envelhecimento, privilegiando a apresentação de boas práticas e a partilha de experiências. Os principais desafios que pretendemos lançar aos participantes, centram-se na reflexão sobre as actuais alterações sociais e a consequente emergência de novos modelos de intervenção, que fomentem a mudança de atitudes e culturas institucionais.


Inscrições:
As inscrições são gratuitas, até à lotação dos espaços, devendo ser efectuadas até ao dia 12 de Novembro, devendo constar:
Nome
Profissão
Entidade
Telefone
E-mail a remeter para a Câmara Municipal de Gondomar, através dos seguintes meios:

E-mail: semanasocialgondomar@gmail.com
Telef.: 224 663 980/2
Fax: 224 663 884.

Serão emitidos Certificados de Participação, por cada uma das Actividades, com a indicação da carga horária. Nota: No secretariado de cada actividade vai decorrer uma Campanha de Recolha de Alimentos (bens de primeira necessidade, com prazo de validade alargado, como por exemplo: massas, arroz, leite, óleo, conservas…) a entregar à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Gondomar.

6.11.10

Feira Comunitária Aldoar


A 2ª Edição da Feira Comunitária "Um Dia no Bairro de Aldoar", terá lugar no Bairro de Aldoar, das 12 às 20 horas, dia 10 de Novembro. Estão previstas diversas actividades, numa parceria conjunta entre as seguintes instituições: CLDS de Aldoar, residentes do Bairro de Aldoar ("Grupo de Amizade"), Agrupamento Vertical Manoel de Oliveira, Associação de Ludotecas do Porto, a APPACDM do Porto, Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH do Porto (CAD Móvel), Centro de Novas Oportunidades do CEFPI, Comissão de Moradores do Bairro de Aldoar, CLDS de V. N. de Gaia "AGIR XXI", Externato Ana Sullivan, o Museu do Papel Moeda da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, a Junta de Freguesia de Aldoar, PSP de Aldoar (Equipa de Proximidade), Projecto Acreditar do Programa Escolhas e o Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa.

Seminário ISPGAYA

5.11.10

...

Quer levar uma bofetada de um homem sem braços? (vídeo)
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
8:00 Sexta feira, 5 de Novembro de 2010

"Depois de ver este vídeo a bofetada que levamos é tal que os nossos queixumes, muitas vezes mesquinhos e imbecis, só nos deviam envergonhar. Um exemplo, sem dúvida. Veja.

Somos o país dos queixumes. Os bebés quando nascem em Portugal choram com mais força. Alguns não pedem de imediato o livro de reclamações na sala de partos porque felizmente ainda não conseguem falar. "Quem não chora não mama". E como a grande maioria quer mamar sem fazer nenhum prefere passar grande parte dos seus dias a reclamar de tudo.

Dói-me aqui, estou flácido, ando mais gorda, a minha sogra faz-me a vida negra, o meu filho é gay, o meu vizinho cheira mal da boca e rouba-me a La Redoute, este padre é pior do que o antigo, o outro é que era bom. Tens mais batatas do que eu, esta cozinheira não me grama. O meu patrão é atrasado mental. "Porque é que estas coisas só me acontecem a mim?"

Se em Portugal entrar numa sala um só individuo e disser que tem um problema, levantam-se logo 30 e de imediato se chega á conclusão que é preciso criar uma associação para ajudar estas 31 pessoas que coitadinhas, têm todas, muitos problemas. Depois verifica-se através de um estudo que afinal há muitos mais pessoas com o mesmo problema, e nasce uma linha de apoio. E lá vão 10 mil fazer a meia-maratona do problema X num domingo qualquer.

O problema é que muitas vezes os problemas que dizemos ter não são verdadeiros problemas. Nós é que somos o problema. Nós é que o criamos. Por inércia. Porque não o queremos combater, ou "não conseguimos". Porque não sabemos lidar com ele. E se ele desaparecer? Depois do que nos vamos queixar? Teríamos de arranjar um novo problema, e isso seria outro problema a resolver. No fundo não sabemos viver sem problemas. E depois, quando nos defrontamos com um verdadeiro problema, enfim, é um problema.

Veja o vídeo. Um exemplo de coragem. Obviamente que todos temos problemas, mas nem sempre são o que parecem, ou aquilo que queremos fazer parecer. Olhamos pouco para o lado. Acho que devíamos todos aprender a relativizar.


3.11.10

Desencontros... de Pedro Neves

"O passado é difícil. Vive-se o presente com as dificuldades do dia-a-dia e não se sabe o que esperar de um futuro, cada vez mais negro, para quem já
tem dificuldades. Há a casa, a comida, o trabalho. Tudo é posto em causa.
Por causa da crise, dizem. E dizem-no a quem vive em crise desde que se
lembra."