27.11.11

Reflexão Notícias # 23

Uma ideia mais do que infeliz...

No site da Petição pública é possível ler o seguinte absurdo:

"O Rendimento Social de Inserção (RSI) criado em 2004 em substituição do Rendimento Mínimo Garantido define-se por: “uma prestação incluída no subsistema de solidariedade e num programa de inserção, de modo a conferir às pessoas e aos seus agregados familiares apoios adaptados à sua situação pessoal, que contribuam para a satisfação das suas necessidades essenciais e que favoreçam a progressiva inserção laboral, social e comunitária. Em 2009 a despesa da segurança Social atingiu um valor muito próximo dos 18% do PIB Nacional sendo que em 2009, o valor gasto somente no Rendimento Social de Inserção (RSI) encontra-se situado em cerca de 500 000 milhares de euros.

Em 2009 O número de pessoas a receber o Rendimento Social de Inserção em Portugal aumentou para um total de 379.849 beneficiários. Um acréscimo de quase 23 mil, relativamente a 2008.

De acordo com a informação disponível no 'site' da Segurança Social, sujeita a actualizações, em Setembro de 2008 existiam 148.377 famílias a receber esta prestação social mais 22.856 do que no ano anterior.

Em termos médios, a prestação de Rendimento Social de Inserção (RSI) processada situou-se nos 242,25 euros por família e nos 93,09 euros por beneficiário.

Também cerca de 40 por cento dos beneficiários (144.504) têm menos de 18 anos, enquanto 2,5 por cento (9.528) têm 65 ou mais anos mas curioso que a segunda maior percentagem refere-se aos beneficiários com idades entre 20/24 anos (12 475 Mulheres e 10 525 homens)

Em 2004 cerca de 8.000 estrangeiros estavam a beneficiar do Rendimento Mínimo Garantido.

Como é possível verificar pelos dados disponíveis a maior percentagem dos valores atribuídos vai para quem nunca trabalhou ou seja nunca contribuiu para a segurança social.

À margem dos dados disponíveis faltam os dados relativos a economias paralelas que são visíveis aos olhos de todos os cidadãos, o que permite que os beneficiários desta prestação social tenham um nível de vida superior aos de quem efectivamente trabalha de forma oficial.

Assim e porque basta de:

1- Ser sempre quem trabalha a pagar a factura da crise;

2- Ser sempre quem trabalha a ser prejudicado com as medidas do governo;

3- Ser sempre quem trabalha a contribuir para a Segurança Social para que o dinheiro seja reencaminhado para quem não trabalha e nunca trabalhou;

4- Ser sempre quem trabalha a ser prejudicado com os cortes da Segurança Social;

5- Para terminar com economias paralelas;

6- Para que o não trabalhar deixe de compensar;

7- Para impor responsabilidades sociais;

8- Para uma maior justiça social;

Reclamamos pela presente Petição a EXTINÇÂO DO RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO "



Sou totalmente contra esta petição.. não só enquanto profissional, mas sobretudo enquanto pessoa!!!

Banco Alimentar... Alimente esta ideia!!!

24.11.11

Divulgação de Projectos # 16

A imagem dos peditórios na rua já é quase um anacronismo. Ao contrário da net que se tornou um espaço indispensável para os movimentos cívicos e instituições de solidariedade social divulgarem os seus projetos e captarem novos apoios. Dos mais tradicionais aos mais inovadores, encontramos de tudo. Segue-se um cardápio:

  • Alimente esta ideia

O portal de doação do Banco Alimentar tem vindo a angariar cada vez mais bens. Com um simples clique, escolhem-se os artigos que se pretende entregar e efetua-se a compra, sem precisar de sair de casa. Uma das grandes recolhas anuais está agora em curso, até 4 de dezembro. E foi introduzida uma novidade os "cabazes de família", com um valor unitário de 10 euros. Mais informações sobre o projecto aqui.

  • Bens de utilidade social

Aqui faz-se a ponte entre quem possui em casa artigos de que já não precisa e as instituições que aguardam bens para distribuir pelos mais carenciados. A funcionar desde 2006 pelas mãos de Fernando Chaves, a BUS conseguiu atribuir perto de 8 mil bens, em 2010. O site é uma preciosa ferramenta de encontro, para os doadores. Depois, uma carrinha faz a recolha ao domicílio. Mais informações sobre o projecto aqui.


  • Bolsa de valores sociais

No seu segmento, a BVS é já a segunda maior do mundo e a mais importante da Europa. Aqui, instituições previamente selecionadas conseguem obter financiamento para os seus projetos sociais, depois de se apresentarem, virtualmente, aos potenciais investidores. Os doadores podem adquirir ações sociais, entregando os donativos à BVS, através da qual acompanham o destino do seu dinheiro, mediante relatórios de resultados e de impacto. Mais informações sobre o projecto aqui.


  • Bolsa do voluntariado

Ponto de encontro para quem quer ser voluntário e quem precisa de ajuda. Funciona, em exclusivo, via net, e permite uma atualização, em tempo real, das necessidades de voluntários no País. Foi agora acrescentada uma área para programas desenvolvidos por empresas e organizações, envolvendo os seus colaboradores e comunidades locais. Tem, ainda, um espaço de doações online, de artigos para o lar. Mais informações sobre o projecto aqui.


  • Carrinha solidária

Francisco Lima, um diretor comercial, criou a Carrinha Solidária, veículo alugado para recolher todo o tipo de artigos que haja em casa para dar. Após uma ampla divulgação pela net e pelo comércio local, a carrinha estaciona, durante uma semana, numa determinada localidade. O que é recolhido será entregue a uma instituição previamente escolhida. A partir de 10 de dezembro, a carrinha estacionará em Oeiras.Mais informações sobre o projecto aqui.


  • Do something

Dirigido aos jovens, propõe-se incentivar grupos de amigos a criar projetos e clubes ligados a causas sociais específicas, que contribuam para a melhoria das comunidades onde vivem. Os mentores do site sugerem ideias que podem ser adaptadas ou comprometem-se a financiar projetos únicos. Mas as ideias, divulgadas no site, podem sempre atrair novos investidores. São também anunciadas oportunidades de voluntariado. Mais informações sobre o projecto aqui.

  • Movimento 1 Euro

Em torno de apenas um euro, um grupo de amigos, liderado por Bernardo Teixeira Motta, conseguiu dar vida a um pequeno movimento de apoio a instituições sociais. Cada pessoa contribui com um euro e, todos os meses, entre as organizações candidatas à ajuda, os doadores elegem uma delas, à qual é entregue o valor angariado. São também anunciadas oportunidades de voluntariado. Mais informações sobre o projecto aqui.

  • Plataforma contra a fome

Focada no apoio aos sem-abrigo e às comunidades mais vulneráveis, esta recém-criada plataforma desencadeia iniciativas que procuram envolver todos os cidadãos na resolução de problemas. Tem agora a decorrer um projeto de emprego para 150 sem abrigo, e outro de apoio a profissionais das forças de segurança, incluindo bombeiros. Mais informações sobre o projecto aqui.


  • PPL - Crowdfunding Portugal

Procura-se, aqui, fazer a ponte entre cidadãos que têm ideias de intervenção e de ajuda social e investidores que buscam projetos para apoiar. O conceito, conhecido por crowdfunding, conquista crescentes adeptos. Trata-se de seduzir mecenas através de boas ideias. Mais informações sobre o projecto aqui.

  • Trocas de amor

Projeto liderado pela apresentadora de TV Rita Ferro Rodrigues, funciona, em exclusivo, através do Facebook e de forma simples. Quem possui algo para dar, deixa aqui uma fotografia do que tem disponível e a morada, tornando mais fácil o acesso de quem precisa. Mais informações sobre o projecto aqui.

Fonte: Visão

Reflexão Notícias # 22

Famílias com crianças em risco têm novo método de auxílio

Uma investigadora da Universidade de Coimbra inverteu o paradigma da crianças em risco e criou um projecto que se centra no apoio às famílias em vez de retirar as crianças

Ana Teixeira de Melo, psicóloga, investigadora da Universidade de Coimbra considerou que o método usado para apoiar crianças e jovens em risco está ultrapassado. Ana Teixeira de Melo, psicóloga, defende que é necessário considerar os problemas da família em que se insere a criança em risco como sede do problema, vendo a família como um todo, em vez de retirar as crianças às famílias com acções dos tribunais ou pelas comissões de protecção de crianças e jovens (CPCJ).

A investigadora criou assim o Modelo de Avaliação e Intervenção Familiar Integrado (MAIFI) destinado a apoiar as comissões de protecção de crianças e jovens e os tribunais. O objectivo final é avaliar se é ou não possível manter a criança na sua família e apoiar o núcleo familiar de maneira a garantir a segurança e o bem-estar do menor, e se é possível controlar o risco a que está exposto, disse Ana Teixeira de Melo ao i. “Nós sabemos que os tribunais e as comissões têm muita dificuldade na condução dos processos de avaliação, por falta de metodologia e de instrumentos, e orientações adequadas à nossa realidade”, afirmou.

O modelo da investigadora dá formação aos profissionais para que possam conduzir as avaliações e dar resposta a um conjunto de questões que são importantes para decidir o futuro das crianças, segundo a investigadora, que já viu o projecto posto em prática em sete concelhos do país, junto de 67 famílias, através de centros de apoio familiar e aconselhamento parental, em ligação com os seus parceiros locais (CPCJ, tribunais e Segurança Social).

Desenvolvido e avaliado ao longo dos últimos quatro anos, o novo modelo de intervenção diferenciada necessita da adopção em pleno, ou seja, “de uma mudança radical nas políticas de funcionamento do sistema”, disse ao i.

Esta necessidade resulta da exigência de uma grande flexibilidade das instituições e dos profissionais. Sendo muito centrado nas famílias, não se coaduna com horários rígidos, dado que a equipa tem de estar disponível 24 horas por dia e tem de ter autonomia, alerta Ana Teixeira de Melo. Com “a crise que o país atravessa, o número de famílias com dificuldades vai aumentar seguramente, o que exige a adopção de mecanismos que as fortaleçam. Os modelos dominantes que apenas fazem diagnósticos de necessidades e não se centram nas forças são ineficazes”, alertou.

Outra mais-valia do MAIFI, cujo planeamento foi avaliado por especialistas nacionais e internacionais, é o facto de, pela primeira vez, combinar o trabalho clínico com as preocupações sociais, educativas, comunitárias e forenses. Esta aliança entre as preocupações clínica e forense é particularmente inovadora e essencial para a tomada de decisão, tornando o processo mais respeitador da família, porque a investigadora entende que não basta aumentar rendimentos ou ensinar competências parentais, pelo que é preciso apoiar a família para que seja forte, coesa e unida.

A investigação, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, resultou na tese de doutoramento de Ana Teixeira Melo. Uma equipa que trabalha no terreno, desde 2007, em Murtosa, apoia 23 famílias. Fonte destas equipas disse ao i que as pessoas auxiliadas pertencem a famílias que, por “algum motivo, têm muitos desafios” e pertencem a diversos extractos sociais.

Fonte: Ionline

Semana da Igualdade e dos Direitos Humanos (Braga)

A Associação Famílias de Braga, no âmbito do Projeto Social Convergências, promove a Semana da Igualdade e dos Direitos Humanos.

Nesta semana estão previstos 3 seminários que contam com a presença de profissionais de várias áreas que abordarão os seguintes temas:

Tráfico de Seres Humanos
LOCAL: Estaleiro Cultural Velha-A-Branca - Braga
DATA: 28 DE NOVEMBRO
HORA: 21H00

Violência Doméstica
LOCAL: Pastoral Universitária - Braga
DATA: 29 DE NOVEMBRO
HORA: 21H00

Igualdade de Género
LOCAL: Casa do Professor - Braga
DATA: 30 DE NOVEMBRO
HORA: 21H00

Mais informações aqui.

Workshop: O Impacto Social e Psicológico da Crise

Realiza-se dia 15 de Dezembro, na Junta de Freguesia de Santa Marinha, (R. Cândido dos Reis, 545 – Vila Nova de Gaia) o workshop “O Impacto Social e Psicológico da Crise”.

Este Workshop é destinado a todos os interventores sociais e ao público em geral interessado pelas temáticas abordadas, entre as quais:
  • “Desemprego: um flagelo da sociedade: Que intervenções”,
  • “Saúde em Crise”
  • “Empreendedorismo e Inovação Social”.

A iniciativa é de entrada gratuita, mas inscrição obrigatória. A inscrição deve ser remetida até 9 de Dezembro via
gip@cvporto.org

Mais informações:
Gabinete de Inserção Profissional da Cruz Vermelha Portuguesa (Delegação do Porto)
telf: 223747240/2
gip@cvporto.org

23.11.11

Campanha Visão

Ajude o projecto que merece ser ajudado*

Parte das receitas, 50 cêntimos por revista, de banca da edição da VISÃO que está à venda será entregue a um projeto de intervenção social dirigido por uma IPSS. Contamos consigo para nos ajudar a escolher VENHA CONHECER OS PROJETOS:

Com a ajuda da SIC Esperança (IPSS do grupo Impresa, a que pertence a nossa revista) e do Montepio Geral, que patrocina esta iniciativa VISÃO Solidária, fizemos já a primeira parte do trabalho de seleção: os dez projetos aqui listados e ordenados por ordem alfabética das respetivas entidades gestoras. Cabe agora aos nossos leitores votarem naquele que consideram mais relevante. A votação estará aberta a partir de quinta-feira, 24, e decorre aqui, em visao.pt, até sexta-feira, 9 de dezembro. Os resultados serão publicados na revista de dia 15 do próximo mês.

Os projetos propostos pelo Montepio e SIC Esperança

Projeto 1: Construção de uma cozinha comunitária industrial, para dar resposta ao aumento significativo dos pedidos de ajuda. ANAP - Associação Nacional de Ajuda aos Pobres, IPSS do Porto, que conta com 7 anos de existência, tendo como principais destinatários todos os que se encontrem numa situação extrema de carência económica.

Projeto 2: Combate à Violência Financeira Contra Pessoas Idosas visa a divulgação dos direitos dos idosos, prevenindo-os e dando-lhes apoio e acompanhamento psicológico. APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, IPSS fundada em 1990 que tem como objetivo promover e contribuir para a informação, proteção e apoio aos cidadãos vítimas de infrações penais, em particular os mais carenciados.

Projeto 3: Levar a intervenção musical a mais hospitais, conferindo a este projeto âmbito nacional. Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade, fundada em 2006 pela dra. Ana Jorge, e é um projeto de Intervenção Musical, único e inovador, com a perspetiva de humanizar contextos de cuidados de Saúde.

Projeto 4: Aquisição de equipamentos para a criação de uma sala snoezelen. Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer, constituída em 1988, em Lisboa, com o objetivo de apoiar indivíduos com a Doença de Alzheimer, seus familiares e cuidadores formais.

Projeto 5: Portugal + Feliz foi criado para apoiar as famílias mais carenciadas e vulneráveis à crise, procurando soluções para cada elemento da família, integradas com os problemas que afetam o agregado no seu todo, através da cobertura de áreas como a alimentação, apoio financeiro, competências pessoais e sociais, integração escolar e/ou profissional, saúde e outras. Cruz Vermelha Portuguesa, fundada em 1865, é uma ONGD que conta com 174 delegações locais e que procura ajudar as pessoas vulneráveis, sejam quem forem e onde quer que estejam, com o objetivo de proteger as suas vidas, saúde e dignidade.

Projeto 6: Em Família para Crescer está vocacionado para a prevenção, apoio e acompanhamento de crianças, jovens e suas famílias, em situação de risco social, tendo como objetivo o desenvolvimento de competências pessoais, sociais, escolares e profissionais dos jovens, visando a inclusão social pela mudança de comportamentos e atitudes. IAC - Instituto de Apoio à Criança, IPSS fundada em 1983 e que visa apoiar e divulgar o trabalho de todos os que se preocupam com a procura de novas respostas para os problemas da infância em Portugal, assumindo-se como promotor e defensor dos Direitos da Criança junto da comunidade em geral.

Projeto 7: Rastreio do Cancro da Mama, reforço da prevenção, das ações de sensibilização e da realização de rastreios por todo o país. Liga Portuguesa Contra o Cancro, ONG que visa promover a prevenção primária e secundária do cancro, o apoio social e a humanização da assistência ao doente oncológico e a formação e investigação em oncologia.

Projeto 8: Aquisição de equipamentos dirigidos a crianças inadaptadas, para melhorar níveis e inovar estratégias de intervenção. NECI - Núcleo de Educação da Criança Inadaptada, instituição de Lagos, de referência na área da deficiência, e a única resposta existente em termos de intervenção precoce.

Projeto 9: Requalificação do parque infantil, que se encontra desajustado e não corresponde às normas de segurança. Obra Social e Cultural Sílvia e Cardoso, fundada em 1921, em Paços de Ferreira, que tem como missão a promoção social e cultural desta região.

Projeto 10: Observatório da Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, tem como objetivo contribuir para o conhecimento da realidade sócio económica da cidade e dar respostas concretas a problemas de combate à exclusão social e à pobreza. EAPN - Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal, ONGD de âmbito nacional, constituída em 1991, e que tem como missão defender os direitos humanos fundamentais e garantir que todos tenham condições necessários ao exercício da cidadania e a uma vida digna, promovendo a luta contra a pobreza e a exclusão social e o trabalho em rede, envolvendo toda a sociedade civil.

Ler aqui.

* Título original do artigo. Merecem estes e todos os outros que não foram aqui considerados.