9.11.11

Seminário “A Gestão das Organizações Sem Fins Lucrativos: da Missão ao Desempenho”

Local:
Auditório do Instituto Superior de Serviço Social do Porto
Av. Dr. Manuel Teixeira Ruela, 370
Senhora da Hora, Matosinhos

O encontro decorre no âmbito do Projecto Qual_IS II Norte – Qualificar a Intervenção Social, financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano, Tipologia de Intervenção 3.1.2 – Formação-Acção para Entidades da Economia Social e pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português.

As inscrições deverão ser enviadas até 25 de novembro para:
Adriana Pinheiro (adrianapinheiro.qualis@eapn.pt) ou Graça Costa (gracacosta.qualis@eapn.pt)
Fax: 00351 225 403 250
CTT: EAPN Portugal Projeto QUAL_IS II Norte
Rua de Costa Cabral, nº2368
4200-218 Porto

Local: Instituto Superior de Serviço Social do Porto

Data: 9:30H


Ficha de inscrição disponível aqui.

Publicações online # 31


Desenvolvimento e Direitos Humanos (formação)


Data: 14 de Novembro
Horário: 15h00
Local: Anfiteatro 2 (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
Mais informações: Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica S/N, 4150-564 Porto
Gabinete 251 (Torre B-Piso 2)
Telefone: 226 077 132 (extensão 3251)
E-mail: isociologia@letras.up.pt
Website: http://www.isociologia.pt

7.11.11

Semana Social - Gondomar

Integrado no Semana Social e no Ano Europeu do Voluntariado, realiza-se, na próxima segunda-feira, dia 14 de Novembro, entre as 14h00 e as 18 horas, no Auditório Municipal de Gondomar, o VI Fórum da Rede Social.

+ INFO
Inscrições até 11 de Novembro
E-mail: semanasocialgondomar@gmail.com

Telef.: 22 466 3980/2
Fax: 22 466 3984

6.11.11

Pobreza no Porto (trailer)

Reflexão Notícias # 20

Escolas têm cada vez mais alunos mal alimentados a quem ajudar

Chegam sem a refeição da manhã, rondam sistematicamente o bar, mas nada compram. As escolas identificam assim cada vez mais alunos com carências alimentares, aos quais procuram dar resposta, apesar de os seus orçamentos também estarem em crise. De acordo com a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), as receitas de bufetes e papelarias das escolas estão a sofrer uma quebra de 30 por cento. "Tanto no bar dos alunos, como na papelaria há efectivamente uma quebra. Ainda não quantifiquei, mas é uma redução substancial", confirmou à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.



Os alunos têm cada vez menos dinheiro para gastar na escola e em muitas situações chegam mal alimentados.
O professor dirige uma escola em Cinfães, onde grande parte da mão de obra masculina estava associada à construção civil, agora estagnada. Mesmo famílias que conseguem manter o emprego, vêem reduzido o rendimento e a escola é o primeiro lugar onde as evidências não podem ser negadas. "Reflecte-se se na quantidade de suplementos alimentares que estamos a dar aos alunos identificados pelos directores de turma", conta o docente.



Ao perceber que há alunos mal alimentados, a escola oferece um lanche ao início da manhã e outro a meio da tarde: um pão com queijo ou fiambre e um sumo ou leite. "Temos vários sinais para poder tomar este tipo de decisões. Um deles tem a ver com a não utilização do cartão (electrónico) por falta de dinheiro", relata o dirigente, que conta também com o director de turma para perceber se o aluno toma o pequeno-almoço ou se "anda sistematicamente à volta do bar dos alunos e não compra nada". A situação é facilmente identificada pelos funcionários e analisada com uma assistente social.



A escola, classificada como Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP), já presta este apoio há vários anos, mas nos últimos tempos teve necessidade de o reforçar. "Estamos a falar neste momento de um universo de oito a 10 por cento dos alunos da escola", indica o director do estabelecimento, com 650 estudantes.



Presentemente são 50 a 60 alunos que recebem o suplemento alimentar, mas estão constantemente a ser identificados "mais alunos" nestas circunstâncias. Manuel Pereira conta receber verbas para estes apoios, mas quando não as tinha, utilizava todos os lucros do bar dos alunos e dos professores para prestar este auxílio. Nos contactos que faz regularmente com directores de outras escolas, constata situações semelhantes. Também o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) nota que os alunos já não levam "notas grandes" para a escola. "As quebras são em tudo, como não hão-de chegar aí também", questiona Adalmiro Botelho da Fonseca. "Aquela época em que os alunos levavam muito dinheiro para a escola, que era uma coisa que me incomodava imenso! - de famílias às vezes com dificuldades -, o aluno que queria umas sapatilhas de marca e tinha não sei quantas, isso está a passar", atesta. Agora, diz, "é que toda a gente começa a aperceber-se que estamos em crise".




Site...


Idosos Activos



Este site aborda o conceito de envelhecimento, dando igualmente algumas sugestões de métodos e técnicas de Jogos para Idosos.



Para consultar aqui.

3.11.11

The End of Poverty?

Um documentário muito interessante que explica como a crise actual se deve a políticas desajustadas que se têm vindo a tomar em muitos anos:





The Endof the Poverty? é um documentário ousado, instigante e muito oportuno realizado pelo premiado cineasta, Philippe Diaz. Este documentário revela que a pobreza não é um acidente. Tudo começou com a conquista militar, a escravidão e a colonização, que resultaram na apreensão de terras, minerais e trabalho forçado. Hoje, a pobreza global atingiu novos níveis devido a políticas comerciais injustas, dívidas e impostos - por outras palavras, pelo aproveitamento dos países ricos: exploram as fraquezas dos pobres, os países em desenvolvimento.


The End of Poverty? questiona como 20% da população do planeta utiliza 80% de seus recursos e consome 30% a mais do que o planeta pode regenerar.



Mais informações em: http://www.theendofpoverty.com/

Reflexão Notícias # 19

Presidente da Rede Anti-pobreza critica Igreja por não ir "além de dar o euro"




O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza "há 20 anos", padre Jardim Moreira, considerou, este sábado, que o "empobrecimento, neste momento, "é inevitável" e criticou ainda a Igreja por não ir além de "dar o euro" aos que são pobres.



"A Igreja devia estar mais capaz de se inserir na mudança da sociedade e às vezes fica também a dar o euro e pouco mais e isso não chega", disse Jardim Moreira à comunicação social, no final de uma conferência sobre o tema "Do sonho europeu à realidade da crise: os novos pobres", promovida pela Universidade Lusófona do Porto.



O pároco disse que "o cristão é que aquele que ama o seu próximo, não lhe dá um euro, e se interessa pela solução dos problemas do seu semelhante, não é pela manutenção do pobre, e na sua dependência". Jardim Moreira afirmou ainda que, na luta contra a pobreza, "a Igreja tem metido muita água" e acrescentou haver "bispos" que já lhe deram respostas "estúpidas" sobre essa mesma questão.



Sobre o tema que o levou até à Lusófona, o responsável começou por referir que "a Europa enfrenta neste momento a pior crise desde os anos 30 do século passado", o crescimento económico e o emprego caíram e "a percentagem dos novos pobres tende a aumentar cada dia". "Portugal sofre também as consequências directas de um sistema capitalista selvagem ou neoliberal, que levou a que os nossos governantes deixassem de governar, mas sim a governarem-se", apontou.



Jardim Moreira afirmou que "o país, mais do que de tanga, está na miséria e a taxa de desemprego irá agravar-se e quebrar a fasquia dos 13%, em grande medida devido aos efeitos recessivos das medidas de austeridade". "Ouvi peritos dizer que pelo menos estes dois últimos anos foram de uma grave irresponsabilidade de governação. Os responsáveis por esta situação deviam ser responsabilizados e pedir-lhes contas do que andaram a fazer com o dinheiro do bem público", sustentou.



O presidente da REAP considera que "o empobrecimento, "neste momento, é inevitável, tendo acrescentando que "vai certamente passar por ter de cortar muitas despesas secundárias". "Não há solução à vista porque não há rendimentos, portanto, como temos vivido acima das nossas capacidades e da nossa riqueza, vamos ter de viver com a realidade natural de cada pessoa, de cada família e do país", resumiu.



A solução para o problema não é o "assistencialismo", no seu entender. "Manter a pessoa no assistencialismo é ofendê-la e humilhá-la", disse, citando o actual Papa, Bento XVI, porque a "obriga estar constantemente de braço estendido a pedir aquilo a que tem direito". Jardim Moreira considerou que há instituições, em Portugal, que praticam assistencialismo, tendo mencionado o Banco Alimentar Contra a Fome, "porque é mais cómodo e têm depois uma certa projecção sobre os fracos".



"É equívoco chamar luta contra a pobreza àquilo que é assistencialismo", argumentou. No Governo actual, o responsável encontra "duas coisas" positivas, embora com "alguma reserva: em primeiro lugar, "fala verdade e isso é importante" e, em segundo, "aposta na dignidade das pessoas".








Caridade ou Solidariedade? Assistencialismo ou Empowerment? Que tipo de intervenção social queremos e precisamos?