5.7.14
29.6.14
18.6.14
Conferência “Problemas Sociais Complexos: Desafios e Respostas” (Lisboa)
DATA:
11 e 12 de Julho
LOCAL:
Aud. 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
A crescente diversificação dos problemas sociais, bem como a sua complexificação, coloca novos desafios. Problemas sociais complexos, como o desemprego, a pobreza extrema, a exclusão social, os maus-tratos a crianças e jovens, o isolamento dos idosos, territórios vulneráveis, ou, noutra esfera, a segurança nacional, as alterações climáticas, o cluster do mar ou a gestão das cidades, persistem perante uma evidente dificuldade das instituições públicas e privadas se concertarem em torno de respostas sociais adequadas.
Como responder a estes desafios? Que soluções? Que caminhos? Como pode a Administração Pública responder a este novo contexto? E as instituições da Sociedade civil? Como ir além das respostas clássicas e tantas vezes inadequadas?
Mais informações e Inscrição na Conferência aqui.
Etiquetas:
desafios,
desemprego,
exclusão social,
formação,
idosos,
maus-tratos,
pobreza,
problemas sociais
Curso: "Coaching na intervenção social" (Aveiro)
OBJETIVOS
- Aumentar o conhecimento sobre o processo de Coaching e de aspetos específicos da prática na intervenção social
- Promover o desenvolvimento de competências chave associadas a uma atitude de Coach - Promover o conhecimento de diversas ferramentas e principais técnicas de Coaching
- Divulgar o negócio social Coaching For All, que inclui a Formação em Coaching na Intervenção Social.
CONTEÚDOS
O que é o Coaching?
O processo de Coaching, papéis e competências do Coach e Coachee
Diferentes abordagens em Coaching (de apoio ou desafio/ diretivo ou não diretivo)
Sessões de Coaching – Estrutura e planeamento (Método GROW) e instrumentos
Coaching na Intervenção Social´
Prática de coaching na intervenção social.
DATA
8 de julho de 2014 (das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h45)
LOCAL
Aveiro, em local a definir oportunamente
INSCRIÇÃO
Gratuita para associados da EAPN Portugal | 20€ para não associados da EAPN Portugal
FORMADORA
Sara Almeida: licenciada em Sociologia e pós-graduada em Economia e Políticas Públicas. Colaboradora da TESE – Associação para o Desenvolvimento, desde 2007. Participação em estudos de avaliação nas áreas da habitação e infraestruras de saneamento básico. Experiência em: investigação e intervenção comunitária em contextos sociais vulneráveis; desenho, coordenação, gestão, monitorização e avaliação de projetos; mobililização e dinamização de parcerias; gestão de equipas; formação nas áreas de prevenção do VIH/sida e coaching na intervenção social.
MAIS INFORMAÇÕES
As inscrições deverão ser realizadas até ao próximo dia 3 de julho para:
EAPN Portugal / Núcleo Distrital de Aveiro
Estrada Nova do Canal, n.º 111, R/C Dto., Vera Cruz, 3800-236 Aveiro
Tel: 234 426 702 | E-mail: aveiro@eapn.pt
Etiquetas:
coaching,
curso,
intervenção
Curso "Intervenção Social com as Comunidades Ciganas" (Albergaria a Velha)
OBJETIVOS
- Promover um maior conhecimento sobre as características e os aspetos culturais que as comunidades ciganas apresentam, no sentido de promover a sua efetiva inclusão
- Sensibilizar e capacitar os/as participantes no sentido de melhorar as respostas e as estratégias de intervenção
- Dar a conhecer e promover a reflexão sobre metodologias e estratégias de intervenção
- Fomentar o intercâmbio de experiências e boas práticas existentes neste domínio (nacional e europeu)
CONTEÚDOS
Breve enquadramento sobre a temática
A situação das comunidades ciganas em Portugal e na Europa
Representações existentes e a sua desmistificação
Estratégias de Intervenção com as Comunidades Ciganas
DATA
27 de junho de 2014
das 10h às 13h e das 14h às 17h
LOCAL
Escola Básica de Albergaria-a-Velha, Rua da Bela Vista, 3850-016 Albergaria-a-Velha
INSCRIÇÃO
Gratuita
DINAMIZADOR/A
Maria José Vicente
Socióloga e Técnica da EAPN Portugal. Com experiência em projetos nacionais e europeus de intervenção com comunidades ciganas, dinamizadora de diversas ações de formação, informação e sensibilização neste domínio
João Seabra
Mediador das Comunidades Ciganas e Voluntário da EAPN Portugal na dinamização de ações de informação e sensibilização. Ex-mediador do Programa de Mediadores Municipais pelo município de Aveiro.
MAIS INFORMAÇÕES:
As inscrições deverão ser realizadas até ao próximo dia 23 de junho para:
EAPN Portugal / Núcleo Distrital de Aveiro
Estrada Nova do Canal, n.º 111, R/C Dto., Vera Cruz, 3800-236 Aveiro
Tel: 234 426 702 | E-mail: aveiro@eapn.pt
Etiquetas:
ciganos,
curso,
formação,
interculturalidade,
intervenção
Workshop “Coaching na Intervenção Social” (Braga)
Data: 26 de Junho
Local: Auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
Horário: entre as 14:00-17:00h
Inscrição: gratuita
Esta ação tem como objetivos:
‐ Promover metodologias de intervenção social
‐ Debater as potencialidades das metodologias de Coaching e da Teoria das Inteligências Múltiplas em projetos de formação e inserção socioprofissional de públicos desfavorecidos
‐ Promover estratégias de intervenção integradas no trabalho com públicos vulneráveis e/ou em risco de exclusão social
‐ Promover o envolvimento e participação dos públicos-alvo na definição, operacionalização e avaliação dos projetos de formação e inserção socioprofissional
‐ Reflexão e partilha de boas práticas de intervenção social
Mais informações:
Carlos Manuel Pereira Barbosa
Coordenador do Projeto JANUS3
EAPN Portugal-Núcleo Distrital de Braga
Rua Ana Teixeira da Silva, N.º 34 - 1º Esq., Real;
4700-251 Braga
Tel.: 253 331 001/917 164 008
Fax.: 253 331 002
Email: carlosbarbosa.janus@eapn.pt
Etiquetas:
boas práticas,
coaching,
formação,
inserção,
intervenção,
reinserção,
workshop
Seminário PRIO: redes, inovação e oportunidades (Santarém)
Mais informações:
Inscrição gratuita mas obrigatória, até dia 25 de junho para Graça Costa (graca.costa@eapn.pt) ou fax nº 225 403 250.
Etiquetas:
agenda,
divulgação projectos,
formação,
PRIO
14.6.14
8.6.14
Reflexão de notícias # 48
O núcleo de apoio às crianças e jovens em risco do Hospital Amadora-Sintra é o que mais sinaliza casos de maus-tratos infantis no país. Para detectar os que aparecem escondidos, os médicos têm que tentar sair dos seus mundos e pensar no imponderável. Ficam na desconfortável posição de descortinar, em feridas gravadas na pele com formas geométricas, abusos de pais e mães. Num dos casos relatados aos pediatras, o inchaço numa perna que a mãe da criança dizia ser uma picada de abelha era, afinal, uma fractura.
Num dia entram pelas urgências pediátricas do Hospital Amadora-Sintra umas 200 crianças, cada médico de serviço pode chegar a observar 40. A menina de dois anos que lhe apareceu no gabinete com a mãe chegava-lhe com queda de cabelo, peladas em sítios diferentes da cabeça, sinais de emagrecimento, vómitos. O pediatra tratou de pedir análises para perceber se a perda de peso se deveria a falta de vitaminas, poderia estar relacionada com um problema de absorção de alimentos. Remeteu-a para um colega de gastrenterologia. Quanto à alopécia (queda de cabelo), que podia ser devida a uma doença auto-imune, teria que ser vista por um dermatologista.
Quatro meses depois a mesma criança voltou às urgências. Só que agora vinha ao colo de um bombeiro. Tinha o corpo preenchido de negro, eram visíveis as marcas das cordas com que havia sido amarrada a uma cadeira, tinha pequeninas feridas dos palitos que lhe eram espetados na pele. Durante o dia a mãe deixava-a com o namorado que, como estava desempregado, lhe tomava conta dela juntamente com o seu filho. Mas a ele não batia. A própria mãe também era vítima de violência e não conseguia defender a filha. Quando viu a menina, o pediatra que a tinha observado aquela primeira vez ficou como nunca o tinha visto a colega Helena Almeida.“Perturbado.”
“Sentimo-nos horríveis quando deixamos passar um caso destes”, diz Helena Almeida, presidente do núcleo de apoio às crianças e jovens em risco do Hospital Amadora-Sintra. Mesmo quando aparentemente se fez tudo ao nosso alcance. Há casos, como este, que se tornaram bandeira no núcleo, porque o ideal seria que viessem à memória de todos os médicos que trabalham nas urgências pediátricas sempre que vêem uma criança e pensam, como ensinaram à maioria nas faculdades de medicina, sobretudo às gerações mais velhas, a pensar em causas orgânicas - explica a pediatra Maria de Lurdes Torre, outras das médicas que integra o núcleo, e que faz parte de uma secção nova da Sociedade Portuguesa de Pediatria, chamada Medicina Social, por tratar de patologias com origem fora do organismo, na sociedade.
A queda de cabelo não era devida a uma doença auto-imune, os cabelos eram arrancados pelo namorado da mãe, e a perda de peso era porque a menina estava deprimida, recorda Helena Almeida. O caso desta criança, chamemos-lhe Carina, é hoje um dos que estão descritos num powerpoint para que os profissionais de saúde aprendam com ele. Todos os pediatras do Amadora-Sintra têm de fazer formação em maus tratos.
No último slide surge a face ferida de Carina. “A grande preocupação foi a alopécia...” E é como se a frase de Maria de Lurdes Torre ficasse pendurada no ar, porque se instala o silêncio na sala de formação. “O senhor foi preso”, diz a assistente social Patrícia Santos, preenchendo a incómoda ausência de ruído. “A menina está na escola, muito vivaça, está muito bem”, junta, como num convite à descompressão, a psicóloga Filipa Fonseca, também deste núcleo que junta 11 profissionais de várias áreas. Ficou a viver com a avó.
“A esta miúda safámo-la, é a recompensa. Não tirámos tudo o que está para trás, mas a partir de agora pode ter uma vida melhor”, observa Helena Almeida. E é como se o mantra desta formação sobre maus tratos infantis fosse uma frase que Maria de Lurdes Torre diz à margem da sessão: “Não era evidente, eu fiz o melhor que pude, isto não era linear. Acontece a todas as pessoas”. É assim que conseguem seguir em frente. Depois, tentam ir à raiz dos erros nestes casos “mascarados”.
O que os membros do núcleo procuram fazer durante as quatro manhãs de formação por ano é ensinar aquela plateia a contrariar vícios de raciocínio. Helena Almeida chama-lhe “uma guerra de aprendizagem”. Porque é que que um hematoma num sítio fora do normal para uma queda de criança há-de primeiro ser investigado como leucemia?, exemplifica Maria de Lurdes Torre. Porque é que se pensa numa doença rara antes de se pensar em maus tratos?
E porque é que o facto de o pai estar muito nervoso durante a consulta não há-de constar na ficha de observação clínica da criança? Porque os médicos são ensinados a deixarem a subjectividade de lado, a serem o mais científicos possível, e isso significa desvalorizar o facto de o progenitor, que trouxe a criança “por ter caído das escadas”, não parar de bater com o pé no chão durante a consulta. O processo clínico não é visto como sítio para impressões, sentimentos, para o não dito. Nos maus tratos é essa informação, “esses feelings”, como lhes chama, que podem fazer a diferença, elucida a médica, que é também chefe de serviço da urgência e dos cuidados intensivos pediátricos desta unidade dos arredores de Lisboa.
Fonte: Público
Etiquetas:
crianças em risco,
maus-tratos,
noticias
Subscrever:
Mensagens (Atom)












