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10.1.15

Curso: (In)Sucesso Escolar: Compreender para Intervir (Porto)




Data: 11 e 18 de Abril de 2015 
Docentes: Drª Diana Lopes Soares, Doutora Sílvia Monteiro


DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO 21 de Março de 2015



OBJETIVOS GERAIS
- Aprofundamento de conhecimentos acerca do (in) sucesso escolar; 
- Disseminação e promoção de boas práticas em casos de (in)sucesso escolar.


COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR/OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Descrever o conceito de sucesso e insucesso escolar; 
- Identificar os fatores de risco e fatores protetores do (in)sucesso escolar; 
- Relacionar a diversidade de processos associados ao (in)sucesso escolar; 
- Identificar as características gerais dos alunos de sucesso e de insucesso; 
- Elaborar um plano de intervenção educativa para alunos de sucesso e de insucesso.

Mais informações aqui.

18.2.13

Biblioteca # 56


El Educador Social en la Educación Secundaria

Autor (es): Rut Barranco Barroso & Maria Díaz Garcia
Ano de edição: 2013
Editor: Nau Llibres
ISBN:  9788476429075
Preço: 12,47€- COMPRAR

Sinopse:
O acelerado processo de desenvolvimento político, económico e cultural do nosso mundo, processo ligado a termos como a globalização, a fragmentação, desafiliação e exclusão e  outras situações problemáticas nas quais as sociedades atuais se vêm envoltas, cria novas necessidades e desafios sociais e culturais que têm tomado forma e presença em todos os níveis do sistema de  ensino. A expansão de ordens e os propósitos que o sistema de ensino é forçado a assumir e, portanto, as diferentes instituições e os profissionais que a compõem, gera uma mudança das práticas conhecidas até há apenas uma década. É este cenário político que determina a educação social na escola, instituição que parece cada vez mais desencantada, que somos chamados a fazer alguma coisa. Este é o verdadeiro desafio para os educadores sociais! (daqui)       






12.11.12

Reflexão de notícias # 36

Fotografia de Bernard Hoffman (1940) de uma escola primária portuguesa.


A propósito da notícia que veiculou durante a última semana na comunicação social portuguesa na qual se afirmava que "Mais de 10 mil crianças com fome nas escolas", publico texto da autoria de J. A. Pinto de Matos:

"O contexto socioeconómico das escolas muda vertiginosamente, num ambiente de crise que se generaliza, e os problemas emergentes penetram o seu portão e determinam as suas dinâmicas.
A ideologia neoliberal, que “contamina” a economia global, impôs a flexibilidade e a precariedade dos empregos como normas basilares para a sua competitividade e sustentabilidade. 

Atua a um ritmo galopante, insensível às “resistências” e, insidiosamente (às claras já), dissemina a opinião de que se trata duma inevitabilidade. Neste clima, as organizações adequam as necessidades de mão-de-obra às necessidades do mercado e da produção, assim “desregulado”, e o desemprego dispara para níveis insuportáveis. As incertezas, a pobreza e a exclusão espalham-se e refreiam a resistência (instalam-se medos…). A fome ganha terreno e atinge setores sociais que até agora pareciam encontrar-se a salvo. 

O tema da fome foi amplamente glosado, nesta semana, com polémicas várias. E a escola também esteve envolvida, porque ela é um cadinho onde desagua tudo o que interage na sociedade. A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação denunciou, no Parlamento, que “há fome nas escolas”. 

A afirmação, assim divulgada, na secura de título, teve impacto, mas carece de alguma precisão, quanto à sua génese e âmbito. Não, não há fome nas escolas; há é crianças e jovens que entram nas escolas com fome. As escolas ainda vão conseguindo dar respostar, no seu interior, a este problema. A ação social escolar é uma área que funciona bem, que responde às situações de maior carência. 

Sempre as escolas atentaram e atuaram no debelar dos casos mais necessitados, não só com a distribuição do almoço, mas também com a atribuição de suplementos alimentares. É sabido, por ser frequentemente divulgado na comunicação social, que é na escola que muitas crianças e jovens têm a única refeição condigna. No entanto, com os “cortes na educação” que se anunciam para o orçamento de 2013, poderá também estar em causa esta capacidade de atuação, exatamente num contexto em que se prefigura de maior acuidade."

11.9.12

Reflexão de notícias # 32

O mapa dos manuais escolares gratuitos

O Movimento pela Reutilização de Livros Escolares começou na internet e já conta com quase uma centena de bancos, espalhados por todo o país. Basta procurar o mais próximo para poupar centenas de euros no regresso às aulas


Maria Cunha, 16 anos, ainda não perdeu a esperança de encontrar os dois livros que lhe faltam para ter a biblioteca do 11º ano completa. A verdade é que está numa posição privilegiada para o conseguir. Durante as férias de verão passaram-lhe pelas mãos centenas de manuais escolares de anos anteriores. "Há pessoas que trazem malas de viagem cheias de livros", conta, divertida.

A jovem estudante é o braço direito do pai na gestão do banco de troca de manuais que Henrique Trigueiros Cunha, 41 anos, criou no seu próprio centro de explicações, em plena Av. da Boavista, Porto.

Começou por pedir aos frequentadores do centro para deixarem os seus livros para os colegas do ano seguinte. Depois, alargou a iniciativa a outras disciplinas, além daquelas a que dava explicações (matemática e geometria descritiva).

No ano passado, Henrique lembrou-se de criar uma página no Facebook para dinamizar o projeto. "Em três ou quatro dias tinha mais de mil amigos", recorda o explicador antes de confessar que "não esperava a avalanche de bancos que surgiram por todo o país". Neste momento - a evolução é constante - existem 94 bancos em todo o país, incluindo Açores e Madeira.

MOVIMENTO GRATUITO

O princípio de honra do projeto é a gratuitidade. Os bancos são geridos por voluntários e os livros são sempre doados. "A melhor forma de ajudar o movimento é dar-lhe notoriedade para chegarmos ao maior número de pessoas", apela, entusiasmado, Henrique Trigueiros Cunha.

Há quem deixe os livros do ano anterior e procure os do ano seguinte, quem apenas faça doações e quem não tenha livros para doar e procure aqueles de que necessita. É habitual os "caça livros" aparecerem com a lista dos livros escolares dada pelas escolas na mão.

Estarem em bom estado é condição essencial para os manuais entrarem no circuito. Até julho deste ano, na chamada "época baixa", foram entregues mais de 10 mil livros às famílias que se dirigiram aos bancos de todo o país - o equivalente aos números totais do ano letivo anterior. A crise não será alheia ao aumento dos que procuram a sua sorte entre os milhares de livros entregues.

REUTILIZAR PARA POUPAR

"Às vezes temos filas de 50 pessoas, à porta do centro de explicações, que vêm à procura de livros. Nas três horas por dia que o banco está aberto, chegam a passar por cá cem pessoas e chegamos a entregar cerca de 600 manuais por dia".

Mas entre os que se associam ao movimento por todo o país há histórias muito diferentes. "Há pessoas que teriam dinheiro para comprar os livros, mas defendem a reutilização". O fundador do movimento explica que o projeto não foi criado a pensar, apenas, nos mais carenciados, a ideia é tornar a reutilização num princípio universal.

Maria Cunha é uma verdadeira embaixadora das trocas: "As pessoas gastam muito dinheiro nos livros, que faz falta para outras coisas. Se aderirem à troca têm menos uma preocupação." O irmão mais velho, Mário Cunha, 18 anos, também dá uma ajuda na gestão no banco e, até ter entrado na faculdade, sempre reutilizou livros. O pai de ambos revela que, só no ano passado, terá poupado 800 euros em livros escolares para os dois filhos. Um exemplo que tem ajudado a replicar, em conjunto com os outros 93 bancos ativos.

Henrique Trigueiros Cunha garante que o movimento é uma prova inegável de que "não estamos em crise de generosidade".

DESCUBRA O BANCO MAIS PRÓXIMO NA PÁGINA DO MOVIMENTO PELA REUTILIZAÇÃO DOS LIVROS ESCOLARES

Fonte: Visão