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20.3.13

Ser Psicólogo em Contexto Escolar (Leiria)



Objetivo:
Um evento promovido pelo Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE) do IPL, que pretende partilhar e debater as experiências de intervenção do psicólogo em contexto escolar

Programa:
9h30 Sessão de Abertura
Nuno Mangas (Presidente do IPLeiria)
José Alberto Duarte (Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares)
Telmo Baptista (Bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses)

10h45 Pausa para café

11h00 Fatores de personalidade e emocionais e dificuldades de decisão na carreira
José Tomás da Silva – (FPCE – Universidade de Coimbra)

12h00 Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC). Desenvolvimento, Estudos de Validação e Normalização, Potencialidades e Limites
Mário R. Simões (FPCE – Universidade de Coimbra)

13h00 Almoço

14h00 Comunicações breves:

“Devagar se vai ao longe: Avaliação da eficácia e da qualidade da implementação de um programa de promoção de competências socioemocionais” - Raquel Raimundo (FPCE – Universidade de Lisboa)

“Orientação Escolar e Profissional no 8.º ano de escolaridade: um primeiro passo na construção de um projecto de vida” - Luís Simões,António Pereira, Vando Martins (Agrupamento de Escolas da Batalha)

“Atitude Positiva: 9 anos de Promoção de Competências Socioemocionais no Oeste” - Vitor Coelho (Académico de Torres Vedras)

“Fórum dos Psicólogos Escolares: Quando o todo é mais do que a soma das partes” - Raquel Raimundo (Gabinete Psicopedagógico do Colégio Valsassina – Lisboa)

16h00 O psicólogo em contexto escolar – (narr)atividades possíveis - Adélia Lopes (Diretora do Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel)

16h45 Pausa para café

17h00 Dislexia de desenvolvimento: avanços nos métodos de identificação, ambiguidades no diagnóstico, incertezas na intervenção - Marcelino Pereira (FPCE – Universidade de Coimbra)

18h00 Entrega Bolsa de Mérito pelo Jornal Ensino Magazine e Sessão de Encerramento

João Carrega (Diretor do Jornal Ensino Magazine)

José Carlos Gomes (Diretor da ESSLei)

Graça Seco (Coordenadora do SAPE)


Inscrições:
Estudantes 10 €
Antigos estudantes do IPL 15 €
Profissionais 20 €
As inscrições podem ser efetuadas até ao próximo dia 4 de abril aqui.

Comissão Organizadora
Ana Marta Santos – Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE) do IPLeiria;
Ana Patrícia Pereira – SAPE/ IPLeiria;
Cristina Marques – Psicóloga no Serviço de Psicologia e Orientação da Escola Secundária de Domingos Sequeira – Leiria
Graça Seco – Coordenadora do SAPE/ IPLeiria;
Luís Filipe – SAPE/ IPLeiria;
Luís Simões – Psicólogo no Serviço de Psicologia e Orientação – Agrupamento de Escolas da Batalha
Sandra Alves – SAPE/ IPLeiria;
Liliana Santinhos - Gabinete de Imagem e Comunicação do IPLeiria


Local:
Escola Superior de Saúde - Instituto Politécnico de Leiria
Campus 2 – Morro do Lena – Alto do Vieiro
Apartado 4137 | 2411-901 Leiria – Portugal
Tel.: (+351) 244 845 300 | Fax: 244 – 845 309

Mais informações:
Ana Marta Santos
Telefone: 244 820 300 (ext.: 203020)

10.3.13

Reflexão de notícias # 39

'Não acabei a escola'


Esta é a era do conhecimento mas a escola não seduz uma camada dos mais novos. O País regista uma das maiores taxas europeias de jovens que não concluíram o 12.º ano. Sobretudo rapazes. Retrato de uma geração marcada pela baixa escolaridade. 






A algazarra das gaivotas anima o céu cinzento da doca de Matosinhos. Paulo Almeida, 23 anos, embalado no passo, cumprimenta aqui e ali os parceiros de lota. Com eles tem partilhado, regularmente, o nascer do Sol. Há mais ou menos dez anos. A partir das duas e meia, três da manhã, desce ao cais e ajuda a transportar o pescado para o armazém. Paulo só fez o 4.º ano, nunca chumbou mas já nem se lembra bem de quando abandonou a escola. "Aquilo não dava para mim", justifica. "Havia lá muitos 'gandins', era só vícios", justifica-se.

Não conta que o cheiro do peixe, entranhado na roupa, o tornou um alvo fácil dos colegas. E que originou o empurrão para a rua. Ocupou-se, anos a fio, com biscates.

Até que deixou de arranjar qualquer trabalho. Pelo caminho, perdeu os dentes - não tem um para amostra, na frente.

"A minha mãe também é assim", desculpa-se. O pior é que mal sabe escrever. Além do nome, só consegue juntar as letras dos peixes mais comuns lá da lota. Tem mais três irmãos e mora com os pais na Biquinha, bairro social de Matosinhos, num rés do chão. Por ali não há muito mais que um amontoado de prédios e ruas desertas. Sobram o pavilhão desportivo e a sua antiga escola primária.

É hora do recreio e os pequeninos correm pelo pátio. Paulo fixa-a, num primeiro instante depois acaba por desviar o olhar. Mágoa? Paulo tem agora uma nova esperança para mudar de vida, a Escola de Segunda Oportunidade. Está prestes a concluir o 9.º ano, com a ajuda de um curso de cozinha.

Mas o apoio vai mais além. Até já lhe marcaram consulta no dentista para arranjar os dentes. Mesmo assim, a conclusão do Ensino Secundário, dado usado pelas estatísticas para analisar o fenómeno do abandono escolar precoce, ainda é um objetivo demasiado distante.

"O número de jovens que sai da escola cedo de mais ainda é muito alto e certamente superior ao oficialmente estimado ", afirma Luís Mesquita, 54 anos, diretor da Escola de Segunda Oportunidade, nascida por sua iniciativa, em conjunto com mais uma mão-cheia de professores e técnicos, a autarquia de Matosinhos e a Direção Regional de Educação do Norte.

Trata-se da única instituição de ensino do País inscrita na Rede Europeia contra o Abandono Escolar. Serve jovens entre os 16 e os 25 anos com percursos complicados e que deixaram a escola sem as qualificações básicas. "Segundo a OCDE, a nossa taxa está nos 37%", revela o especialista.

Pior só na Turquia, precisa o documento. Apesar do trabalho benemérito a escola já apoiou mais de 200 jovens, multiplicam-se as dificuldades. Em julho, souberam que o financiamento estava tremido.

Depois, lá suspiraram de alívio, quando ganharam o apoio da EPIS Associação de Empresários para a Inclusão Social, que providencia projetos com jovens em todo o País. Mais recentemente, o grupo anunciou, pela voz de José Manuel Canavarro, ex-secretário de Estado da Educação, e membro do seu conselho científico, o alargamento da iniciativa a dez novos concelhos, somando 16, no total. A bonança foi curta. Duas semanas depois do início oficial do ano letivo, ainda aguardavam o desbloqueamento da verba que lhes fora destinada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional. "Estamos quase desesperados: isto pode deitar todo o nosso esforço a perder", alertava Vítor Pinto, 36 anos, professor de Educação Física na escola e mentor de muitos daqueles miúdos. A verba lá saiu, mas com aviso: só estava prevista até ao Natal.

O futuro é uma incógnita. Mas do trabalho feito ninguém reclama.


DISCURSOS AMBIVALENTES
Oiça-se João Pereira. Já festejou os 25 anos, mas, na escola, não conseguiu ir além do 6.º ano. Nem sabe quantas vezes chumbou. Também não sabe ler grande coisa. Contas, lá as vai fazendo, às vezes. "Só um bocadinho de matemática para a vida", como quem diz contas básicas para ir às compras e receber o troco. O caso dele também se pode explicar por dificuldades de aprendizagem. Ou pelo facto de ter sido abandonado pela mãe, aos 2 anos.

Ninguém tal diria, ao vê-lo chegar, de bicicleta. Ou a encestar, com destreza, num jogo de básquete improvisado, no meio do pátio da escola de Matosinhos. Apesar de tudo, João não baixa os braços. A conclusão do 6.º ano foi mais do que motivo de festa lá em casa. Agora, deseja alcançar o diploma do 9.º ano. Depois, quer candidatar-se à Polícia Marítima. "O meu pai só me diz: 'Fazes muito bem, meu filho'." Nem todos são tão determinados. Igor Brás, por exemplo já fez 28 anos e não foi além do 6.º ano. Desistiu da escola há dez anos. "Na altura, não se falava da importância de estudar para se ter um emprego." A sua história confirma a tese de que as baixas escolaridades se reproduzem nas famílias. O pai é serralheiro, a mãe trabalha a dias. Um fez o 4.º ano, o outro o 3.º ano. Nasceram os dois no bairro da Musgueira, em Lisboa, uma manta de retalhos feita de barracas, que cresceu nos anos 60 para receber os desalojados das obras da Ponte sobre o Tejo. "Na verdade, não fui muito bem aconselhado", desculpa-se. Igor ainda mora com os pais e já fez de tudo. O último trabalho foi como "alpinista ", a lavar prédios. Desempregado, ocupa-se agora com os clubes do bairro o Tunelense e o Águas da Musgueira. "Fazemos tudo para tirar os miúdos da rua", garante.

A grande força motora do bairro é a equipa da casa amarela, que nasceu lá no meio: um centro social, prestes a cumprir 50 anos. "Oferecemos uma mediateca que abre diariamente depois da escola, para que todos tenham apoio até os pais chegarem a casa", resume Constante Rodrigues, 37 anos, atual coordenador do espaço, enquanto cumprimenta Igor e o convida para uma partida de pingue-pongue.

No decorrer do jogo, lança-lhe o desafio: um curso de atendimento e acolhimento.

"Dá equivalência ao 9.º ano?", pergunta o rapaz. "Não, não dá", esclarece Constante.

"Isso é que me dava jeito para tirar a carta", desabafa o rapaz. Nem sabe que para tal basta saber ler e escrever. Mas, no seu íntimo, significaria mais um passo.

"Também já o podia ter feito, mas o futebol mete-se sempre de permeio."


PROBLEMA NACIONAL
Na Venda Nova, freguesia limítrofe da capital, a vida não é muito diferente, conta-nos Filipe Araújo, 20 anos, hoje aluno da Escola Intercultural. "Nunca fui muito amigo de estudar." Só completou o 6.º ano, no ensino regular. Chumbou três anos, uma vez no 4.º e duas no quinto. Acabou por inscrever-se naquela escola com via profissionalizante e centro de Novas Oportunidades para adultos. Completou o 9.º ano, em dois anos, e está na reta final para terminar o décimo segundo. Quer ser mecânico. Os pais? A mãe, 47 anos, lava es- cadas. O pai, 48, trabalha nas obras. Nunca se zangaram com o filho pela sua má prestação na escola: "Eles só queriam que tivesse uma vida melhor." Foi a pensar nisso que a mãe de Gonçalo, 18 anos, miúdo de Sesimbra que foi pelo mesmo caminho, aceitou que ele fosse morar com o pai, no Norte. "Já não sabia o que me havia de fazer", recorda o rapaz, meio envergonhado. Não correu bem.

"Sou muito irrequieto e fui chumbando até aos 16 anos." A primeira vez no 7.º ano, outras três vezes no 8.º ano. Lá conseguiu fazer o 9.º com a ajuda do PIEF Programa Integrado de Educação e Formação, medida de exceção que se apresenta como a última solução, quando tudo o mais falha.

Está agora no 10.º ano, na via profissional. Espera acabar o Secundário.

"É um problema nacional e Sesimbra não foge à regra", assume Felícia Costa, a vereadora municipal da Educação, que, há uns anos, criou o programa Abandono Zero. Com apoio de professores e outros técnicos do Ministério da Educação, e agora também da EPIS, sinalizaram todos os miúdos do concelho que estavam há anos em território de ninguém. "No início, os alunos vão à escola mas não às aulas. Mais tarde, já nem à escola vão." Agora, as suas atenções centram-se nos mais novos. "Os efeitos indesejados do insucesso sentem-se logo no 1.º ciclo", remata a vereadora. A história de Ruben Soares, 18 anos, confirma-o. Chumbou, pela primeira vez, no 3.º ano e, pela segunda vez, no sétimo. No ano seguinte, mais uma vez. Entretanto, fez 16 anos e decidiu ir trabalhar. Conseguiu empregar-se aqui e ali a servir à mesa e num call center. Nada muito duradouro. Com a crise, o tempo entre biscates tornou-se cada vez maior.

Como os pais exploram um café, no andar de baixo da casa, na Quinta do Conde, Ruben levanta-se cedo e dá uma ajuda. Ao fim da tarde, é vê-lo a praticar boxe, no clube da freguesia. Mas sobra-lhe tempo livre. Neste cenário, a escola surge, novamente, como a melhor das oportunidades. Decidiu inscrever-se.

"Primeiro, queria fazer o 9.º ano e, a seguir, tentava o curso da Marinha." Quando fala nisso, os olhos brilham-lhe. Depois, pousa o olhar no chão. "Se não conseguir, então logo tento fazer a escola. Outra vez."

Fonte: Visão

27.2.13

Intervenção com Famílias Multiproblemáticas em Contexto Escolar (Leiria)



A "Escola" dos dias de hoje afigura-se enquanto um complexo contexto de trabalho, atendendo aos inúmeros desafios que extravasam a tarefa de ensino-aprendizagem. 

Mais do que nunca, faz particular sentido alargar o âmbito da ação educativa às famílias, assumindo uma perspectiva holística e sistémica na análise tanto dos seus problemas como das suas potencialidades. Quando nos deparamos com famílias disfuncionais que conjugam uma diversidade de factores de risco, falamos de famílias multiproblemáticas.

No sentido de ajudar a avaliar e a intervir junto de famílias multiproblemáticas, a Janela Redonda está a organizar um workshop sobre este tema e que se irá realizar no dia 02 de março de 2013, nas nossas instalações, na Cruz da Areia - Leiria.

Para mais informações, enviar mail para: workshops@janelaredonda.pt.

Mais informações aqui.

18.2.13

Biblioteca # 56


El Educador Social en la Educación Secundaria

Autor (es): Rut Barranco Barroso & Maria Díaz Garcia
Ano de edição: 2013
Editor: Nau Llibres
ISBN:  9788476429075
Preço: 12,47€- COMPRAR

Sinopse:
O acelerado processo de desenvolvimento político, económico e cultural do nosso mundo, processo ligado a termos como a globalização, a fragmentação, desafiliação e exclusão e  outras situações problemáticas nas quais as sociedades atuais se vêm envoltas, cria novas necessidades e desafios sociais e culturais que têm tomado forma e presença em todos os níveis do sistema de  ensino. A expansão de ordens e os propósitos que o sistema de ensino é forçado a assumir e, portanto, as diferentes instituições e os profissionais que a compõem, gera uma mudança das práticas conhecidas até há apenas uma década. É este cenário político que determina a educação social na escola, instituição que parece cada vez mais desencantada, que somos chamados a fazer alguma coisa. Este é o verdadeiro desafio para os educadores sociais! (daqui)       






13.10.12

Biblioteca # 48


Da Casa da Juventude aos Confins do Mundo:
Etnografia de fragilidades, medos e estratégias juvenis



Autor (es): Sofia Marques da Silva
Ano de edição: 2012
Editor: Edições Afrontamento
ISBN:  9789723612172
Preço: 17,10€- COMPRAR

Sinopse:
Da Casa da Juventude aos Confins do Mundo procura dar conta de desafios e pressões impostas por um tempo de crise e imprevisível junto dos/as jovens, principalmente daqueles/as que vivem situações de desigualdade estruturais. O argumento em torno da questão principal alimenta-se de abordagens teóricas no campo da Sociologia da Educação, da Sociologia da Juventude e da Sociologia da Experiência. O estudo etnográfico realizado numa Casa da Juventude identifica um conjunto de formas de vida e percursos sócio- -educativos contraditórios que resultam de efeitos de contraste e incluem múltiplas, irregulares e até conflituosas formas de expressão e de experiências juvenis. Revela-se o que resulta, por um lado, de um movimento de confronto dos/as jovens com vulnerabilidades, decorrentes do desinvestimento e da perda de confiança em vários mundos, nomeadamente na família, no trabalho e na escola, e um movimento de afirmação e investimento que passa pela construção da confiança, da pertença e do reconhecimento em lugares, figuras e grupos de conforto. Os quotidianos desta instituição revelaram-se espaços de conflito, de síntese e de mediação entre tensões que decorrem das diferentes expectativas que recaem sobre este tipo de instituições: expectativas políticas, sociais, locais e individuais.

10.10.12

Cursos SEC- FPCEUP

Conceber, desenhar e desenvolver projectos (no âmbito da educação e formação de adultos)

Início: 27-10-2012
Término: 12-01-2013
Taxa de inscrição: 20,00€
Propinas: 170,00€ (2 parcelas de 85,00€)
Carga Horária: 36 horas
Unidades de Créditos: 1,4 CCPFC

Inscrições: até 25 outubro de 2012

Formadores: Dr. Francisco Pintado /Dra. Luísa Campos

Objetivos: 
- Reforçar as competências técnico-pedagógicas dos formandos/docentes na área da educação e formação de adultos;
- Favorecer a partilha de experiências em vários contextos comunitários;
- Promover as competências técnicas na elaboração de projectos e no preenchimento de vários formulários de candidatura;
- Promover o desenvolvimento de actividades que promovam a participação, a criatividade e o desenvolvimento local;
- Assimilar os conceitos de cultura, comunidade, formação e animação sócio cultural;
- Conhecer projectos comunitários e preparar diversas candidaturas;
- Ser capaz de elaborar orçamentos e calcular custos, baseando-se na correcta identificação de recursos humanos e materiais.

Programa:
1- O conceito de animação sociocultural- 5 h
2- A metodologia do trabalho de projecto -3 h
3- As fases do projecto - 10 h
4- A avaliação - 4 h
5- Divulgação de projectos comunitários- 4 h
6- Projecto simulado - 10 h

Mais informações e inscrições aqui.


A educação sexual em contexto escolar


Início: 27-10-2012
Término: 05-01-2013
Taxa de inscrição: 20,00€
Propinas: 160,00€ (2 parcelas de 80,00€)
Carga Horária: 30 horas
Unidades de Créditos: 1,2 CCPFC

Inscrições: até 25 outubro de 2012

Formadores: Dr. Francisco Pintado /Dra. Luísa Campos

Objetivos: 
A Educação Sexual nas escolas reveste-se de extrema importância, pois a sexualidade é uma componente integrante do ser humano.
Segundo João Viegas Fernandes (2001) “A Educação Sexual, se adequadamente realizada, permite eliminar preconceitos e superar angústias e ansiedades relativas à sexualidade, contribuindo para a diminuição da agressividade das/os alunas/os e para o seu maior empenhamento e melhor desempenho na aprendizagem, em geral”. Assim, a Educação Sexual nas escolas contribuirá para um relacionamento menos preconceituoso entre géneros e aumentará o respeito entre alunas/os, modificando comportamentos, desenvolvendo o espírito crítico e atitudes cívicas necessárias ao exercício da cidadania, porque existe uma relação entre a sexualidade e a vida pública.
Por outro lado, a informação é prevenção e, desta forma, estaremos a contribuir para a diminuição dos comportamentos sexuais de risco (o aumento em Portugal dos infectados com o HIV e outras DST), bem como a diminuição da maternidade na adolescência (Portugal é o segundo país com a taxa mais alta na comunidade Europeia).

Programa:
1. O Conceito de Sexualidade.
2. As Componentes da Sexualidade.
3. A Sexualidade e a Auto-estima.
4. As Atitudes e os valores face à sexualidade.
5. O Desenvolvimento psicossexual.
6. As doenças sexualmente transmissíveis (DST).
7. A Contracepção e a gravidez;
7.1 Prevenção/Métodos contraceptivos.
8. A Educação Sexual na Escola;
8.1 Integração curricular;
8.2 Interdisciplinaridade;
8.3 Actividades de complemento curricular.
9. As metodologias e as técnicas para a implementação da Educação Sexual.
10. O desenho de um projecto de Educação Sexual.
11. A produção de materiais.
12. Avaliação.

Mais informações e inscrições aqui.

8.9.12

Reflexão de notícias # 31






A partir deste ano letivo, há mudanças previstas nos alimentos das escolas, onde vão deixar de ser vendidos refrigerantes, ice-teas, alimentos fritos e também folhados. Um grupo de trabalho coordenado pela Direção-Geral de Educação elaborou um documento com as linhas orientadoras, que também prevê que bolos, chocolates e gelados continuem disponíveis, mas mais caros.

4.5.12

Time Out... Terri

Um filme sobre o bullying, a amizade e as pessoas que fazem a diferença!!

Terri tem 15 anos, foi abandonado pelos pais e vive com um tio doente. É gozado diariamente pelos colegas e é profundamente ignorado pelos seus professores, já cansados da sua atitude pessimista. Terri está sozinho e alienado do mundo que o rodeia. Mas quando o temido vice-director da escola, Sr. Fitzgerald (John C. Reilly), vê um pouco de si mesmo em Terri, os dois vão começar a aproximar-se. Apesar dos esforços de Fitzgerald serem, por vezes, desajeitados e em algumas situações, profissionalmente dúbios, ele quer mesmo ajudar Terri a ultrapassar esta fase difícil da sua adolescência. Os dois vão desenvolver uma amizade que vai incentivar Terri a considerar a possibilidade de que a vida é algo não apenas para ser suportado, mas sim para ser compartilhado e até apreciado.


21.3.12

A Intervenção Precoce Ontem, Hoje e Amanhã - No contexto Escolar, Social e da Saúde" (Gaia)

A ELI Espinho/Gaia e a ELI Gaia

Têm o prazer de convidar V. Exas. para uma Sessão de Esclarecimento sobre o Tema

A Intervenção Precoce Ontem, Hoje e Amanhã - No contexto Escolar, Social e da Saúde

Esta Sessão realizar-se-á no dia 24 de Março de 2012 pelas 10:00 Horas no Auditório da Assembleia Municipal da Câmara Municipal de Gaia

Estarão presentes a Exma. Sr.ª Dr.ª Ana Flores Lopes — Coordenadora das duas Equipas Locais de Intervenção, bem como as Exmas. Sras. Dr.ª Rosa Afonso (presença confirmada) e Dra. Eugénia Leite (presença a confirmar), elementos do Núcleo de Supervisão Técnica do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI).

14.3.12

Pós-Graduação em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar (Porto)

6.ª edição - 13 de abril a 07 de julho de 2012

Pós graduação acreditada pelo Conselho Científico e Pedagógico de Formação Contínua de Professores
4,2 créditos
Registo n.º CCPFC/ACC - 69418/12

Coordenação: Prof. Mestre Elisabete Pinto da Costa (Directora do Instituto de Mediação da ULP

Apresentação:

A todos que requentem este Curso pretende-se oferecer uma base de reflexão sobre a forma como a Mediação, a Educação e a Escola se cruzam, focando as possibilidades de intervenção pragmáticas e transformadoras. Tendo por objecto de estudo e de trabalho os diversos conflitos que de desenrolam na escola, importa essencialmente formar os profissionais com funções educativas nesta nova área da Mediação.

O mediador é um artífice da (re)construção pacífica e positiva das ligações interpessoais. Nessas habilidades aplicativas, manifestas no método, no processo, nos valores e nos princípios da Mediação reside toda a confiança do potencial transformador da actuação do mediador cidadão, do mediador formal ou mediador informal e ainda do mediador público ou mediador privado.

Esta formação avançada aposta numa estrutura curricular de grande qualidade científica e académica e, para isso, conta com mediadores profissionais e especialistas da investigação e da intervenção, como a concepção e avaliação de programas de intervenção socioeducativa e planos de convivência nos vários níveis de ensino e contextos escolares. Acresce que os trabalhos a realizar ao longo deste percurso formativo visam promover a introdução orientada de dispositivos de mediação no contexto escolar.

Objectivos:
  • Reconhecer a mediação na escola como um instrumento de transformação de conflitos;
  • Perceber a mediação como estratégia de intervenção precoce sobre fenómenos de conflitualidade, de incivilidade e de violência;
  • Enquadrar a mediação na formação pessoal no domínio da resolução de problemas e da educação para a cidadania;
  • Motivar para a vertente transdisciplinar da gestão e mediação de conflitos;
  • Articular os vários tipos de mediação para crianças e jovens: a mediação escolar, a mediação socioeducativa, a mediação juvenil, a mediação familiar, a mediação comunitária;
  • Desenvolver competências básicas necessárias à gestão e mediação de conflitos;
  • Aprender técnicas para mediar conflitos e saber intervir como mediador;
  • Adquirir conhecimentos para a implementação e funcionamento de programas de mediação escolar e planos de convivência.
Local: Universidade Lusófona do Porto, Rua Augusto Rosa, n.º 24, Porto.

Mais informações aqui.

9.2.12

Pedagogia Social - Ciclo de Seminários Temáticos


Temáticas:


24 de Fevereiro (17h-20h)
PEDAGOGIA E ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL

Convidado: Marcelino Lopes (UTAD)

Moderador: Isabel Baptista (UCP)



23 de Março (17h-20h)
CULTURA ESCOLAR E MEDIAÇÃO SOCIOPEDAGÓGICA

Convidado: Ana Vieira (ESE Leiria)

Moderador: Matias Alves (FEP/UCP)


25 de Abril (17h-20h)
ACOLHER EM FAMÍLIA: UMA RESPOSTA PARA AS CRIANÇAS EM PERIGO

Convidado: Paulo Delgado (ESE, Porto).

Moderador: Cristina Palmeirão (FEP/UCP)


22 de Junho (17h-20h)
PEDAGOGIA E EMPREENDEDORISMO SOCIAL

Convidados: Cláudia Rodrigues; Sameiro Moura (Mestres em Pedagogia Social – 1º prémio 2011 Concurso Socialspin/ FEG, UCP)

Moderador: Américo Mendes (FEG/UCP)

Mais informações aqui.

6.11.11

Reflexão Notícias # 20

Escolas têm cada vez mais alunos mal alimentados a quem ajudar

Chegam sem a refeição da manhã, rondam sistematicamente o bar, mas nada compram. As escolas identificam assim cada vez mais alunos com carências alimentares, aos quais procuram dar resposta, apesar de os seus orçamentos também estarem em crise. De acordo com a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), as receitas de bufetes e papelarias das escolas estão a sofrer uma quebra de 30 por cento. "Tanto no bar dos alunos, como na papelaria há efectivamente uma quebra. Ainda não quantifiquei, mas é uma redução substancial", confirmou à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.



Os alunos têm cada vez menos dinheiro para gastar na escola e em muitas situações chegam mal alimentados.
O professor dirige uma escola em Cinfães, onde grande parte da mão de obra masculina estava associada à construção civil, agora estagnada. Mesmo famílias que conseguem manter o emprego, vêem reduzido o rendimento e a escola é o primeiro lugar onde as evidências não podem ser negadas. "Reflecte-se se na quantidade de suplementos alimentares que estamos a dar aos alunos identificados pelos directores de turma", conta o docente.



Ao perceber que há alunos mal alimentados, a escola oferece um lanche ao início da manhã e outro a meio da tarde: um pão com queijo ou fiambre e um sumo ou leite. "Temos vários sinais para poder tomar este tipo de decisões. Um deles tem a ver com a não utilização do cartão (electrónico) por falta de dinheiro", relata o dirigente, que conta também com o director de turma para perceber se o aluno toma o pequeno-almoço ou se "anda sistematicamente à volta do bar dos alunos e não compra nada". A situação é facilmente identificada pelos funcionários e analisada com uma assistente social.



A escola, classificada como Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP), já presta este apoio há vários anos, mas nos últimos tempos teve necessidade de o reforçar. "Estamos a falar neste momento de um universo de oito a 10 por cento dos alunos da escola", indica o director do estabelecimento, com 650 estudantes.



Presentemente são 50 a 60 alunos que recebem o suplemento alimentar, mas estão constantemente a ser identificados "mais alunos" nestas circunstâncias. Manuel Pereira conta receber verbas para estes apoios, mas quando não as tinha, utilizava todos os lucros do bar dos alunos e dos professores para prestar este auxílio. Nos contactos que faz regularmente com directores de outras escolas, constata situações semelhantes. Também o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) nota que os alunos já não levam "notas grandes" para a escola. "As quebras são em tudo, como não hão-de chegar aí também", questiona Adalmiro Botelho da Fonseca. "Aquela época em que os alunos levavam muito dinheiro para a escola, que era uma coisa que me incomodava imenso! - de famílias às vezes com dificuldades -, o aluno que queria umas sapatilhas de marca e tinha não sei quantas, isso está a passar", atesta. Agora, diz, "é que toda a gente começa a aperceber-se que estamos em crise".